04/06/2026
De ontem para hoje foi um dia que me lembrou, mais uma vez, como a vida e a morte caminham lado a lado…
Comecei o dia celebrando o aniversário da minha irmã. Entre mensagens, carinho e gratidão pela vida, encerramos a noite com uma notícia que ninguém gostaria de receber: meu tio faleceu (ele estava lutando contra um câncer).
Há pouco mais de um ano, também me despedi da minha mãe. Ela partiu em abril, no mês do seu aniversário. Ontem, o câncer levou seu irmão, poucos dias antes do aniversário dele. E, assim, me vejo vivendo mais um luto sem ter terminado de atravessar o anterior.
Como psicóloga, estudo o luto. Escuto histórias de perdas, acolho dores e acompanho processos de despedida. Mas hoje escrevo como filha, sobrinha e ser humano. O luto não tem prazo. Não acontece em linha reta. Não respeita calendários. Às vezes, uma nova perda desperta todas as outras que ainda moram dentro de nós.
Também tenho aprendido que o amor não desaparece quando alguém parte. Ele muda de forma. Vira saudade, memória, ensinamento, presença invisível. Continua existindo.
Hoje meu coração está triste. Triste pela ausência, pelas lembranças e por tudo o que não viveremos juntos. Mas também está grato por tudo o que vivemos. Guardo na minha memória o sorriso do meu tio, e a voz dele me chamando de baixinha. Minha mãe guardo tantas coisas, também, além do sorriso, ela me chamando de Myla, das piadas que ela não perdia oportunidade de fazê-las.
Se você também está atravessando um luto, saiba que não está sozinho. A dor da perda é uma das experiências mais humanas que existem. E, mesmo quando parece pesada demais, ela merece ser acolhida com gentileza.
Hoje, em meio à saudade, escolho honrar a vida daqueles que amo. Porque o amor continua. Sempre continua.
Descansem em paz, mãe, tio e todos que eu amo que já partiram, meus avós, tios, amigos… Vocês seguem vivos em tudo o que deixaram em nós. 💜🖤