10/07/2026
“Vamos deixar a cirurgia para quando não houver mais nada para fazer.”
Esse é um dos maiores mitos sobre a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) no tratamento da Doença de Parkinson.
E, infelizmente, esperar demais pode significar perder a melhor janela para obter benefícios.
O DBS não é a última alternativa, nem substitui a levodopa. Também não cura o Parkinson e não impede a progressão da doença.
O seu papel é outro: ajudar pacientes bem selecionados a reduzir flutuações motoras, controlar discinesias, tratar tremores incapacitantes e recuperar qualidade de vida quando o tratamento medicamentoso já não oferece o mesmo controle ao longo do dia.
Um detalhe que costuma surpreender muita gente: quem responde bem à levodopa costuma ser justamente quem tem maior chance de se beneficiar do DBS.
Mas nem todo paciente é candidato.
A decisão depende de uma avaliação criteriosa, feita por uma equipe multidisciplinar, considerando sintomas, cognição, aspectos psiquiátricos, exames e, principalmente, o momento da doença.
Como neurologista especializada em Distúrbios do Movimento, vejo com frequência pacientes encaminhados muito tarde, quando parte do potencial de benefício já foi perdida.
Por isso, a pergunta não deveria ser:
“Quando não houver mais opção?”
E sim:
“Será que este é o momento certo para discutir o DBS?”
Se você convive com alguém que tem Parkinson, salve este post. Essa informação pode fazer diferença no momento de decidir o tratamento.
💜 Você já tinha ouvido falar nesse mito?