27/05/2026
Uma paciente chega decidida. Uma amiga operou, colocou lente multifocal e contou que largou os óculos de vez.
Ela quer a mesma lente. Para ela, a conversa já está resolvida: é só escolher a “melhor”.
O problema é que multifocal não é sobre ser a melhor. É sobre ser a certa para você.
A lente multifocal funciona dividindo a luz que entra para oferecer mais de uma distância de foco.
Para muita gente, isso signif**a ler o celular, ver o computador e enxergar de longe com bem menos dependência de óculos. É um ganho real de liberdade no dia a dia.
Mas todo ganho tem o seu acordo. Como a luz é dividida, alguns pacientes percebem halos em volta das luzes à noite, principalmente ao dirigir.
O contraste pode f**ar um pouco diferente. E existe um período de adaptação, porque o cérebro precisa aprender a interpretar essa nova forma de enxergar.
Some-se a isso uma condição que muda tudo: o olho precisa estar preparado. Uma retina com alteração, uma córnea irregular ou um olho seco mais intenso podem fazer a multifocal entregar menos do que se espera. Por isso a indicação vem dos exames, não do desejo.
Quem dirige muito à noite, por exemplo, talvez se beneficie mais de outra estratégia. E está tudo bem. A lente certa é a que combina com a sua vida, não a que está na moda.
O que mais determina a satisfação depois da cirurgia não é a tecnologia da lente. É o quanto a expectativa foi conversada antes.
Alguém que entende o acordo da multifocal e escolhe com clareza tende a f**ar satisfeito. Alguém que esperava perfeição absoluta pode se frustrar mesmo com um resultado tecnicamente bom.
Se você está avaliando qual lente faz sentido para o seu caso, agende uma avaliação completa.
No Instituto da Visão, a escolha da lente começa pelos seus exames e pela sua rotina, não por uma promessa.