08/07/2026
Estamos vivendo a era das relações líquidas. Bauman já havia previsto o início desse movimento, mas sinto que ele está cada vez mais intenso, preocupante e traumatizante… Não gostou, joga fora. Deu trabalho, troca. E, de preferência, já se deixam guardados os “estepes” para uma eventual substituição. 🥺Viramos objetos à disposição uns dos outros, sem que se fale uma palavra sobre isso. Fazemos isso com as coisas e com as pessoas.
Eu me nego a fazer parte desse movimento! Enquanto remendava o meu tapete, rasgado pelo tempo, pensei nisso. Na história que ele carrega. No simbolismo que ele tem. Eu me nego a descartar o que amo. E, especialmente, me nego a fazer o mesmo com quem amo…
Só vai para fora o que, de fato, precisa ir. E, sim, algumas coisas, situações e pessoas passam a não fazer mais parte do contexto. Mas até o ato de se despedir pode ser pensado, analisado e vivido de forma consciente, com humanidade e, especialmente, com gratidão.😢🙏🏻
Todos aqueles que agem nas relações com desdém terão que lidar com isso em algum momento, pois ficarão vazios de vínculo e de sentido.
Prefiro ser à moda antiga. Conservar em mim os valores de uma vida colorida e vivida com toda a entrega e intensidade de quem tem coragem de ser. Quero cuidar e ser cuidada. Quero profundidade. E, sobretudo, quero ter valor mesmo quando estiver machucada pelo tempo… Quero continuar a ter esse olhar para todos aqueles que estiverem ao meu lado, com as suas marcas.💔❤️
Este é um convite ao amor. Um dia seremos o tapete velho. Você concorda comigo? Pense nisso com carinho.
Com amor,