10/04/2026
Quando tudo parecia dor, sem cor, sem vida
eu questionei,
questionei o que mais acreditava na vida,
questionei o que me movimentou até hoje,
o que me impulsionou, me fez sentir viva,
a psicanálise.
Quando a dor chega, é difícil vê-la de frente, nua e crua, sentir na carne, na pele,
e nesse momento questionei “se a psicanálise não puder me salvar disso, então não sei”
mal eu sabia, que não sabia mesmo, rs
a psicanálise se trata de outra lógica,
falando em análise pude perceber,
talvez a psicanálise não me salve de um tanto de coisas, até porque não é o papel dela me salvar de tudo, mas ela pode dar um belo contorno em volta desse sofrimento, ela me fez ver/enxergar/olhar/me escutar, que eu estava presa em algo que nem era meu, que aquele sofrimento que já estava na minha cabeça nem tinha chegado - não era meu, era uma ideia - e que sim, eu posso fazer outras coisas, e sim eu tenho a chance de fazer bem diferente do que me aconteceu por perto, eu posso escolher ir por outro caminho.
Essa é a psicanálise que vivo, que sinto na pele, e que descubro todos os dias e vou continuar descobrindo ao longo da vida… porque a psicanálise não se trata de um começo, meio e fim, ela se trata da vida, do entre, do caminho, do sentir e viver.
Liliane Gross