Juliana Galeazzi - Psicóloga

Juliana Galeazzi - Psicóloga Vamos Juntos explorar um mundo de possibilidades! Atendimentos 100% online. CRP 06/184152

27/08/2026

Nem todos os dias eu saio do consultório com a sensação de que fiz tudo perfeitamente. Mas, todos os dias, eu saio lembrando que alguém confiou em mim uma parte da sua história, e isso nunca deixa de ser um privilégio.

Ser psicóloga me ensinou que a vida não cabe em respostas prontas. Que as pessoas não precisam ser consertadas. Que existe muita força em quem pede ajuda e muita beleza em acompanhar alguém enquanto ela redescobre a própria capacidade de seguir.

Neste Dia do Psicólogo, a minha gratidão não é apenas pela profissão que escolhi, mas por cada encontro que ela tornou possível.

Porque, no fim, é isso que faz sentido para mim: acreditar que ninguém deveria enfrentar a própria dor sozinho.

Feliz dia 🤍

26/08/2026

A comparação nos convence de que sempre falta alguma coisa.

Mas a clínica que eu quero construir não precisa ser igual à de ninguém. Ela só precisa fazer sentido para mim. ❤

E a sua, faz sentido para você?

Juliana Galeazzi
CRP 06/184152

A clínica me ensinou muitas técnicas, teorias e formas de compreender o sofrimento humano, mas, as maiores lições vieram...
25/08/2026

A clínica me ensinou muitas técnicas, teorias e formas de compreender o sofrimento humano, mas, as maiores lições vieram das pessoas.

De quem chegou acreditando que era "difícil demais", de quem carregava culpas que não eram suas. De quem passou anos tentando corresponder às expectativas dos outros antes de descobrir quem realmente era.

Escutar tantas histórias me lembrou que o comportamento humano quase nunca é simples. Por trás de cada escolha, silêncio, medo ou conflito, existe um contexto que merece ser compreendido.

Talvez seja por isso que eu acredite tanto que acolher vem antes de julgar.

E, quanto mais conheço as pessoas, mais percebo o quanto todos nós somos diferentes... e, ao mesmo tempo, profundamente parecidos.

Juliana Galeazzi
CRP 06/184152

Existe uma diferença entre ser uma pessoa forte e acreditar que você nunca pode precisar de ninguém.Muitas mulheres cres...
24/08/2026

Existe uma diferença entre ser uma pessoa forte e acreditar que você nunca pode precisar de ninguém.

Muitas mulheres cresceram aprendendo que demonstrar cansaço era sinal de fraqueza. Que pedir ajuda era incomodar. Que descansar precisava ser merecido. E, aos poucos, passaram a carregar responsabilidades, emoções e expectativas sozinhas.

Mas toda força tem um custo quando ela é vivida em silêncio.

Reconhecer os próprios limites não diminui quem você é. Pelo contrário, é uma forma de cuidar de si para continuar existindo para além das cobranças. 🥰

Juliana Galeazzi
CRP 06/184152

21/08/2026

Durante muito tempo, corpo e mente foram tratados como se fossem coisas separadas. Conviver com a Doença de Crohn me fez entender que essa divisão não existe.

O intestino e o cérebro estão em constante comunicação. Por isso, cuidar da saúde não é escolher entre um ou outro, mas reconhecer que ambos fazem parte da mesma história.

Foi justamente essa vivência que transformou a forma como eu enxergo a saúde como psicóloga e como paciente.

Juliana Galeazzi
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19/08/2026

Mas, quando esse medo passa a orientar a forma como você se relaciona, ele pode fazer com que suas necessidades sejam constantemente colocadas em segundo plano.

Você começa a minimizar o que sente, evita pedir ajuda, pede desculpas por existir, aceita mais do que gostaria e, aos poucos, vai aprendendo a ocupar cada vez menos espaço.

Isso não significa que considerar o outro seja um problema. Pelo contrário. Relações saudáveis envolvem respeito, empatia e reciprocidade.

A questão é quando o cuidado com o outro acontece às custas do abandono de si. Talvez valha a pena se perguntar: Há quanto tempo você está tentando não incomodar... enquanto convive, em silêncio, com aquilo que tem incomodado você?

Quando falamos em saúde mental, é comum pensarmos em autocuidado, psicoterapia, alimentação, sono ou atividade física. O...
17/08/2026

Quando falamos em saúde mental, é comum pensarmos em autocuidado, psicoterapia, alimentação, sono ou atividade física. O que de fato, tudo isso é importante!

Mas existe outro aspecto que também influencia profundamente a forma como vivemos: os nossos vínculos.

Nós nos desenvolvemos nas relações, é através delas que aprendemos sobre confiança, pertencimento, cuidado e segurança. Não apenas nos relacionamentos amorosos, mas também nas amizades, na família, no trabalho e em todas as conexões que fazem parte da nossa história.

Ao mesmo tempo, nem todo vínculo promove saúde. Relações marcadas por medo, controle, desrespeito ou constante insegurança podem nos afastar de quem somos.

Por isso, talvez cuidar da saúde mental também seja olhar para as relações que estamos construindo e perguntar:

✨Esses vínculos me oferecem um lugar seguro para existir? ✨

Porque nós precisamos uns dos outros, mas precisamos, principalmente, de relações em que possamos ser quem somos, crescer e encontrar apoio quando a vida ficar difícil.

Juliana Galeazzi
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Quando recebi o diagnóstico de autismo, algumas pessoas me perguntaram se eu tinha mudado, a resposta é: não, talvez ten...
14/08/2026

Quando recebi o diagnóstico de autismo, algumas pessoas me perguntaram se eu tinha mudado, a resposta é: não, talvez tenha me sentido mais 'autista'. MAS, eu continuo sendo a mesma Juliana.

O que mudou foi a forma como comecei a olhar para mim, passei a entender que muitas dificuldades que carreguei por anos não eram falta de esforço ou desinteresse. Eram experiências que, até então, eu não sabia nomear.

Também comecei a perceber o quanto eu havia aprendido a me adaptar para caber em lugares que, muitas vezes, exigiam mais de mim do que eu podia oferecer. E isso tem um custo.

O diagnóstico não resolveu tudo. Não fez as dificuldades desaparecerem e nem respondeu a todas as perguntas. Mas ele trouxe algo muito importante: compreensão.

Hoje, tento me cobrar menos e me escutar mais, respeitar os meus limites sem entendê-los como fracasso. Reconhecer que pedir uma pausa não significa desistir.

E lembrar que a minha identidade nunca será resumida por um diagnóstico, ele explica parte da minha história. Mas não define quem eu sou.

Se esse post encontrar alguém que também está aprendendo a olhar para si com mais gentileza, espero que ele sirva como um lembrete:

Você não precisa travar uma guerra contra si mesmo para merecer acolhimento. ❤

Juliana Galeazzi
CRP 06/184152

12/08/2026

Vivemos em uma cultura que valoriza produtividade, por isso, quando o corpo desacelera, é comum interpretar esse movimento como falta de disciplina, desorganização ou preguiça.

Mas a exaustão pode ter muitas origens, ela pode estar relacionada ao estresse prolongado, à ansiedade, à depressão, ao burnout, a condições de saúde física, a doenças crônicas, ao excesso de responsabilidades ou ao esforço constante de tentar dar conta de tudo.

Isso não significa que toda dificuldade para agir tenha a mesma causa. Nem que toda procrastinação seja resultado de sofrimento. Mas significa que, antes de julgar, vale a pena investigar.

Às vezes, o que parece falta de vontade é um organismo tentando lidar com uma sobrecarga que já dura tempo demais.

Trocar a culpa pela curiosidade pode ser o primeiro passo para compreender o que realmente está acontecendo.

Juliana Galeazzi
CRP 06/184152

Quando falamos em diagnóstico tardio, é comum ouvirmos sobre o alívio de finalmente encontrar uma resposta, e posso dize...
10/08/2026

Quando falamos em diagnóstico tardio, é comum ouvirmos sobre o alívio de finalmente encontrar uma resposta, e posso dizer, esse alívio existe.

É reconfortante perceber que muitas dificuldades nunca foram falta de esforço, desinteresse ou exagero. Mas existe uma parte dessa história sobre a qual se fala pouco: o luto.

O luto pelo tempo em que você acreditou que havia algo de errado com você. Pelas vezes em que se cobrou além do que podia. Pelas oportunidades perdidas, pelos mal-entendidos, pelas relações atravessadas por uma dificuldade que ninguém, nem você mesmo, conseguia compreender.

Receber um diagnóstico não apaga o passado. Mas pode transformar a forma como olhamos para ele. E, quando isso acontece, a culpa começa a dar lugar à compreensão.

Se você viveu um diagnóstico tardio, saiba que sentimentos como alívio, tristeza, raiva e esperança podem coexistir. Não existe uma maneira "certa" de atravessar esse processo.

Que você possa olhar para a sua história com mais gentileza do que cobrança. Porque, às vezes, o maior presente que um diagnóstico oferece não é uma resposta, é a possibilidade de, finalmente, fazer as pazes consigo mesmo. ❤

Juliana Galeazzi
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Endereço

Taboão Da Serra, SP

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