25/03/2026
Hoje, no meio de um atendimento, me peguei pensando no quanto a dor das pessoas costuma vir carregada de histórias que elas aprenderam a acreditar como verdades absolutas.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, eu não vejo só sintomas. Eu vejo padrões. Vejo pensamentos que foram se repetindo tantas vezes que viraram certezas. Vejo comportamentos que, um dia, fizeram sentido… mas que hoje só mantêm ciclos de sofrimento.
E é tão bonito quando, aos poucos, alguém começa a questionar isso.
Quando ela percebe que não é “fraca demais”, “insuficiente” ou “difícil de amar” — mas sim alguém que aprendeu, ao longo da vida, a se enxergar assim.
Meu trabalho não é dar respostas prontas.
É caminhar junto enquanto a pessoa aprende a olhar para si com mais clareza, mais responsabilidade… e principalmente, mais gentileza.
A TCC me ensinou que mudar não é sobre se tornar outra pessoa.
É sobre se libertar das versões distorcidas de si mesma.
E todos os dias, eu tenho o privilégio de assistir alguém começando esse processo. ✨