11/08/2026
Exú é rápido. Ninguém consegue acompanhar Exú.
Exú é o caminho ou melhor dizendo, os caminhos de uma encruzilhada interdimensional, que vai além das direções óbvias, para considerar o que está abaixo dos nossos pés, acima das nossas cabeças e dentro de nós.
Exú nos ensina que pisamos em solo sagrado, regado com sangue, suor e lágrimas ancestrais.
Exú também nos lembra que acima de nós existem os orixás, sem os quais a luta por direitos não é possível,
A encruza nos obriga ainda, a olhar para dentro. Talvez por isso seja lugar tão incômodo. Sabemos que é mais fácil se esconder sob o manto de uma suposta neutralidade que revelar de onde se fala e com que propósito.
Mas Exú é a verdade.
Exú é o verbo, é a palavra que se materializa, é o signo, o significado e o significante.
Senhor da troca, da reciprocidade, do dar e receber, Exú nos lembra do dever de cidadania ativa. Exú nos chama atenção para o fato de que não podemos exigir sem dar em troca.
Para Exú, não existem direitos sem deveres.
Exú é a possibilidade de caminhar sem medo, permitindo-se experimentar um mundo no qual o impossível não existe. Exú é a potência que nos liberta dos grilhões que encarceram os nossos corpos, mentes e almas. Exú nos permite ser multipotenciais, pluriversais, síncope rítmica, verso e reverso, causa e efeito, ser e não ser.
Exú é uma ameaça ao opressor.
Exu é a encruzilhada certa.
Axé.