Instituto Xamãnico Universalista Clã do lobo

Instituto Xamãnico Universalista Clã do lobo Servimos aos participantes as tradicionais medicinas da floresta, Ayahuasca, Sananga e Rapé.
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GUIA: XAMÃ DE CONDOMÍNIO • Aí você vê e até acha graça, né? Mas por trás dessa brincadeira tem uma crítica séria que val...
18/05/2026

GUIA: XAMÃ DE CONDOMÍNIO •

Aí você vê e até acha graça, né? Mas por trás dessa brincadeira tem uma crítica séria que vale a pena refletir.
Muitos por aí, movidos por modismo e curiosidade, pegam práticas, símbolos e saberes milenares, construídos ao longo de séculos por povos originários, com todo um sentido cultural, espiritual e social profundos, e transformam em mercadoria, em “kit pronto” para usar na sala de estar, com ar-condicionado, inseticida e tudo o que dá conforto.
Compram itens em feiras, baixam PDFs, colocam playlists e se acham detentores de uma sabedoria que não foi construída em meia dúzia de passos, nem se aprende por consumo. Esquecem que o xamanismo não é um estilo, não é decoração, não é algo que se adapta só para caber na rotina urbana e nos nossos gostos. Ele é uma forma inteira de ver o mundo, de se relacionar com a terra, com a comunidade, com os antepassados, coisas que não vêm em embalagem, não se compram em praias e não se aprendem só lendo textos prontos.
E quando usam nomes como Xamanismo Ancestral sem entender a fundo o que representa, sem respeitar as origens e os signif**ados, acabam esvaziando tudo o que é sagrado, transformando algo profundo em apenas mais um item para se exibir e seguir tendência.
Não é errado se interessar, querer aprender ou se conectar. Mas tem que ser com respeito, com estudo, com humildade e não tratando tradições inteiras como se fossem um produto qualquer, feito sob medida para a nossa conveniência.
A sabedoria não se compra, não se baixa e não se usa como acessório. Ela se constrói com tempo, respeito e vínculo verdadeiro. 🐺✨

Homenagem às Mães Xamânicas e Espiritualistas – Dia das Mães Hoje, celebramos vocês, mães que carregam em seu ser a sabe...
10/05/2026

Homenagem às Mães Xamânicas e Espiritualistas – Dia das Mães

Hoje, celebramos vocês, mães que carregam em seu ser a sabedoria das terras, a luz dos espíritos e a força das tradições ancestrais. Vocês não são apenas mães de coração e sangue: são guardiãs da vida, sacerdotisas do amor e pontes entre o visível e o invisível.

Sua maternidade se tece com rituais, orações e o respeito profundo a tudo o que vive. Vocês ensinam que a vida é sagrada, que cada ser tem sua luz e seu propósito, e que cuidar do outro é também cuidar da alma e da terra. Vocês curam com palavras, com ervas, com a energia que flui de suas mãos, que são ao mesmo tempo abrigo e medicina.

Quando amam, amam com a força dos elementos: como a terra que acolhe, como a água que purif**a, como o fogo que aquece e transforma, como o ar que leva as preces ao céu. Vocês guiam seus filhos não só pelo caminho do mundo, mas também pelo caminho do espírito, ensinando-os a ouvir a voz interior, a respeitar o sagrado e a sentir a conexão com tudo o que existe.

São vocês que mantêm viva a sabedoria que vem de longe, que honram os antepassados e que lembram: o amor é a maior força de todas, e a maternidade é uma das formas mais puras de serviço e de luz.

Hoje, recebam nossa gratidão, nossas preces e nosso amor. Que os espíritos ancestrais lhes tragam paz, saúde e luz, que a terra lhes dê força e que cada passo seu seja abençoado. Vocês são raiz, luz e caminho.

Feliz Dia das Mães!
💐🙏🏻🏹🐺

Vamos tocar em um ponto sensível da FALSA ESPIRITUALIDADE? A prisão aos dogmas: espiritualidade que não se libertou da r...
08/05/2026

Vamos tocar em um ponto sensível da FALSA ESPIRITUALIDADE?

A prisão aos dogmas: espiritualidade que não se libertou da religião.
Muitas pessoas buscam o espiritualismo justamente como uma alternativa às religiões institucionais, imaginando estar saindo de estruturas rígidas, doutrinas fechadas e hierarquias que ditam o que é certo ou errado. Mas o que vemos, na prática, é uma repetição exata do que se dizia abandonar: novos dogmas, novas regras, novas “verdades absolutas” que não podem ser questionadas.
Criam-se “doutrinas espirituais” com conceitos que se tornam intocáveis: leis universais, hierarquias de seres espirituais, caminhos únicos de evolução, rituais obrigatórios, e até classif**ações de quem está “mais ou menos evoluído” — tudo isso funcionando exatamente como os mandamentos religiosos. Quem questiona é visto como ignorante, atrasado, ou “não preparado para receber a verdade”. O que deveria ser uma busca livre, pessoal e interior, transforma-se num sistema fechado, onde a verdade não é descoberta por si mesmo, mas recebida e aceita como “dada por mestres ou entidades”. A liberdade espiritual, que é a essência desse caminho, f**a aprisionada em estruturas que copiam exatamente o que se criticava nas igrejas: a autoridade externa ditando o que pensar, sentir e praticar.
Além disso, muitos desses grupos carregam marcas de suas origens religiosas: culpa, medo de “errar espiritualmente”, medo de punições ou retrocessos na evolução — sentimentos que são exatamente os mesmos usados pelas religiões para manter o controle. Ao invés de uma espiritualidade baseada na consciência e na experiência, temos uma fé cega em conceitos que se tornaram dogmas, tão rígidos quanto qualquer credo antigo.

O vínculo financeiro: espiritualidade transformada em negócio
Esse é talvez o ponto mais doloroso e contraditório. A espiritualidade, por definição, é algo que pertence ao interior, ao que não tem preço, ao que é gratuito por natureza — pois ninguém pode comprar consciência, evolução ou conexão com o divino. Mas hoje, o meio espiritualista se transformou numa das maiores indústrias do mundo: cursos, terapias, iniciações, atendimentos, livros, retiros, “ativações de códigos”, “limpezas espirituais”, tudo com preços cada vez mais altos, muitas vezes inacessíveis para a maioria.
Criou-se uma lógica perversa: quanto mais você paga, mais “acesso” tem à espiritualidade, mais “evoluído” se torna, mais perto está da verdade. Muitos líderes, mestres e terapeutas transformam o que deveria ser um serviço de auxílio numa profissão lucrativa, onde o preço não corresponde ao trabalho, mas à ideia de que “o que é espiritual tem valor alto”. Pior: muitos usam argumentos espirituais para justif**ar valores exorbitantes — dizem que “você deve investir em sua alma”, que “o dinheiro é energia e deve circular”, que “se você não paga, não está pronto ou não valoriza o caminho”. É uma forma de chantagem disfarçada de sabedoria.
O pior de tudo é que esse vínculo financeiro cria uma hierarquia: quem tem dinheiro tem acesso a “caminhos superiores”, “ensinamentos secretos”, “iniciações exclusivas”; quem não tem f**a de fora, considerado “ainda não preparado” ou “com bloqueios financeiros que impedem a evolução”. Isso destrói a essência da espiritualidade, que é universal, igualitária e independente de condições materiais. O que era busca de liberdade virou um mercado, onde a “salvação” ou evolução tem preço marcado. E o mais hipócrita: muitos desses mesmos líderes pregam o desapego ao dinheiro, ao materialismo, enquanto acumulam riquezas em nome da espiritualidade.

A hipocrisia do “liberto do ego” e “evoluído”
Essa é talvez a contradição mais profunda e visível. No meio espiritualista, a palavra “evoluído”, “liberto do ego”, “iluminado” ou “consciente” se tornou um rótulo que as pessoas usam para si mesmas, ou que dão umas às outras, como um título de nobreza espiritual. Mas a realidade é quase sempre o oposto: quem mais fala que está sem ego, é quem mais tem ego; quem mais diz ser evoluído, é quem mais demonstra os comportamentos mais comuns, pequenos e contraditórios.
Vemos pessoas que se dizem “livres do ego”, mas que se ofendem facilmente, que querem ser admiradas, que querem ser vistas como autoridades, que julgam duramente quem pensa diferente, que se sentem superiores aos outros. Falam de amor incondicional, mas tratam mal quem não segue suas regras; falam de perdão, mas guardam ressentimentos; falam de humildade, mas se colocam num patamar acima dos “não evoluídos”. A hipocrisia está exatamente aqui: usam conceitos espirituais como máscaras, para parecerem o que não são, para se sentirem melhores que os outros, para justif**ar suas atitudes ou para se proteger de críticas.
O pior erro é achar que evolução espiritual signif**a chegar a um estado onde não há mais falhas, onde se é perfeito, onde não se sente raiva, orgulho ou vaidade. Isso é uma ilusão criada pelo próprio ego, que quer se sentir especial e superior. A verdadeira evolução não é a ausência de defeitos, mas a consciência deles, a capacidade de se ver com humildade, de reconhecer que ainda está aprendendo, de não se colocar acima de ninguém. Mas no meio espiritualista, o oposto acontece: muitos usam o rótulo de “evoluído” para se colocar numa posição de superioridade, como se fossem donos da verdade, e julgam os outros como “ainda atrasados”, “presos na matéria” ou “cheios de ego”. É uma ironia amarga: o ego se disfarça exatamente de “não ego”, a vaidade se disfarça de humildade, a arrogância se disfarça de sabedoria.

A espiritualidade real está fora dessas estruturas
O que criticamos não é a espiritualidade em si, mas o que o ser humano fez com ela: transformou-a num sistema de poder, de comércio, de vaidade e de dogmas, exatamente como fez com as religiões. O mundo espiritualista, na maior parte, não é um espaço de liberdade, mas uma nova prisão, com novas regras, novos senhores e novas formas de controle.
A verdadeira espiritualidade não tem dogmas, não tem preço, não tem rótulos, não tem hierarquias. Ela está na simplicidade, na humildade, na busca sincera por consciência, fora de grupos, de líderes e de estruturas. Quem realmente evolui não diz que evoluiu; quem realmente se libertou do ego não f**a falando disso; quem realmente sabe, sabe que não sabe nada. A hipocrisia está justamente naqueles que usam a espiritualidade para se promover, para ganhar dinheiro ou para se sentir superiores — e esses são, ironicamente, os mais presos ao que dizem ter abandonado.

Você concorda que esses pontos são os principais problemas que observamos, ou acha que há outro aspecto fundamental que também merece destaque? Conte aí nos comentários pra gente!
Texto por Sergio Mbya Vasconcellos
Ahô tribo estelar 🙏🏻🏹🐺

A História da Mulher do Bezerro Branco Há muito tempo, quando o povo Lakota passava por um período de grande fome, desav...
26/04/2026

A História da Mulher do Bezerro Branco

Há muito tempo, quando o povo Lakota passava por um período de grande fome, desavenças e tinha perdido a conexão com o Criador e com a Mãe Terra, dois jovens guerreiros foram enviados para caçar .

Enquanto caminhavam, viram ao longe uma figura feminina brilhante, envolta em luz, vestida com roupas de couro branco e acompanhada de um bezerro de búfalo branco — um animal considerado extremamente sagrado . Um dos jovens, dominado pela beleza dela, aproximou-se com desejo de possuí-la. Mas assim que tocou o ar perto dela, uma nuvem escura apareceu e ele foi consumido pelo fogo, restando apenas ossos .

A mulher disse ao outro guerreiro:

“Quem só vê a beleza física jamais conhece a Beleza Divina. Ajoelha-te, pois eu vim trazer ensinamentos para o teu povo.”

O jovem obedeceu, cheio de respeito. Ela pediu que ele voltasse à aldeia, convocasse o conselho dos anciãos e preparassem uma festa para recebê-la .

Quando ela chegou, foi acolhida com honra. Durante quatro dias, ensinou ao povo os Sete Ritos Sagrados — cerimônias para purif**ação, cura, nomeação de crianças, casamento, busca de visão, reconhecimento de parentes e a Dança do Sol, que é feita para pedir o bem-estar de todos os seres .

Ela também entregou o čhaŋnúŋpa, o Ca****bo Sagrado, símbolo da união entre o céu e a terra, entre os humanos e o Criador. Disse que, ao fumá-lo com respeito, eles poderiam se comunicar com o mundo espiritual e manter o equilíbrio com a natureza .

Quando terminou seus ensinamentos, ela anunciou que iria partir, mas prometeu retornar um dia para restaurar a harmonia no mundo . Ao caminhar para longe, ela se transformou: primeiro em um búfalo negro, depois amarelo, depois vermelho e, finalmente, branco — representando as quatro raças humanas e as quatro direções da natureza .



Como essa história chegou até hoje

Por séculos, essa história foi contada apenas oralmente, ao redor das fogueiras, pelos anciãos para os mais jovens . Durante os períodos de colonização, quando a cultura lakota foi proibida e os povos foram obrigados a viver em reservas, muitos tiveram medo de transmitir esses ensinamentos abertamente — mas eles foram guardados no coração e continuaram sendo passados em segredo .

Hoje, a história da Mulher do Bezerro Branco continua viva. Os ritos sagrados são praticados novamente, o ca****bo é usado em cerimônias e a língua lakota, que carrega essas histórias, é ensinada nas escolas e comunidades . Muitos lakota acreditam que a profecia da sua volta está se cumprindo, especialmente nos movimentos de defesa da terra, da natureza e da soberania dos povos indígenas — como na luta contra o oleoduto Dakota Access, que ameaçava águas sagradas e terras garantidas por tratados .

Para eles, essa história não é só do passado: é um guia para viver com respeito, união e gratidão à Mãe Terra, hoje e sempre.
Por Sergio Mbya Vasconcellos
Ahô 🙏🏻🏹🐺

Ahô tribo estelar 🙏🏻
21/04/2026

Ahô tribo estelar 🙏🏻

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