Nutricionista Sônia S Santos

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GORDURA SATURADA NÃO É ISENTA DE EFEITOS METABÓLICOS.Dizer que “a gordura não aumenta a glicemia, então pode ser consumi...
25/08/2026

GORDURA SATURADA NÃO É ISENTA DE EFEITOS METABÓLICOS.

Dizer que “a gordura não aumenta a glicemia, então pode ser consumida à vontade” é uma conclusão metabolicamente incompleta.

Quando há maior consumo de determinados ácidos graxos saturados, pode ocorrer aumento do LDL colesterol. Essa resposta não é igual para todas as pessoas e depende do tipo de ácido graxo, do padrão alimentar e do nutriente que está sendo utilizado como substituto.

E aqui está o ponto central: LDL não é apenas um marcador.

As lipoproteínas que contêm apoB, incluindo as partículas de LDL, participam causalmente do desenvolvimento da aterosclerose. Quando essas partículas ficam retidas na parede arterial, desencadeiam processos que contribuem para a formação e progressão da placa aterosclerótica, aumentando o risco de eventos cardiovasculares.

Por isso, o fato de um alimento produzir pouca elevação imediata da glicemia não significa que ele seja metabolicamente irrelevante.

E isso não significa demonizar a gordura ou transformar o carboidrato em vilão.

A pergunta correta é:

Qual gordura?
Em qual quantidade?
Dentro de qual padrão alimentar?
O que ela está substituindo?
E como está o perfil cardiometabólico desse paciente?

Temos evidências importantes. Uma revisão Cochrane de 15 ensaios clínicos randomizados, envolvendo 56.675 participantes, encontrou aproximadamente 17% menos eventos cardiovasculares quando a gordura saturada foi reduzida por pelo menos dois anos, com benefício particularmente consistente quando ela foi substituída por gordura poli-insaturada.

No diabetes, essa discussão ganha ainda mais importância. Controlar a glicemia é fundamental, mas diabetes não é apenas glicose. O cuidado precisa considerar também LDL, pressão arterial, função renal, composição corporal, alimentação, atividade física e outros fatores de risco cardiovascular.

Uma hemoglobina glicada excelente não torna os demais fatores de risco irrelevantes.

Nutrição baseada em evidências não precisa eleger um macronutriente como vilão.

Precisa compreender fisiologia, bioquímica, evidência clínica e contexto individual.

Dra. Sonia Santos
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Sônia Regina - Consultoria Nutricional

Você ainda olha para o diabetes apenas pela glicemia e pela hemoglobina glicada?A hemoglobina glicada é um marcador fund...
24/08/2026

Você ainda olha para o diabetes apenas pela glicemia e pela hemoglobina glicada?

A hemoglobina glicada é um marcador fundamental, mas ela não conta sozinha toda a história metabólica do paciente.

Na prática clínica, quem trabalha com diabetes precisa olhar o indivíduo de forma integrada: controle glicêmico, perfil lipídico, função renal e hepática quando indicados, pressão arterial, composição corporal, medicamentos, alimentação, atividade física e outros fatores de risco cardiometabólico.

Isso porque um paciente pode apresentar uma hemoglobina glicada adequada e, ainda assim, apresentar LDL elevado, esteatose hepática, alterações renais ou outros fatores que precisam ser acompanhados.

Diabetes não é apenas glicose.

E tratamento nutricional no diabetes não significa simplesmente retirar açúcar ou reduzir carboidratos.

É compreender a fisiologia, avaliar o contexto metabólico e trabalhar de forma multifatorial e individualizada.

Por isso, como profissional da saúde, não olho somente para o açúcar do alimento. Olho para o paciente como um todo.

Se você tem diabetes, pré-diabetes, resistência à insulina ou outros fatores de risco metabólico e quer uma avaliação nutricional individualizada, tenho duas vagas disponíveis para setembro.

Dra. Sonia Santos
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OBESIDADE E DIABETES TIPO 2: POR QUE A PERDA DE PESO PODE MUDAR O SEU CONTROLE GLICÊMICO?A relação entre obesidade e dia...
20/08/2026

OBESIDADE E DIABETES TIPO 2: POR QUE A PERDA DE PESO PODE MUDAR O SEU CONTROLE GLICÊMICO?

A relação entre obesidade e diabetes tipo 2 não é apenas uma questão de peso na balança. O excesso de tecido adiposo, principalmente quando existe maior acúmulo de gordura visceral e ectópica, está associado a alterações metabólicas que favorecem a resistência à insulina e podem contribuir para a progressão do diabetes tipo 2.
E é justamente por isso que a perda de peso pode produzir efeitos metabólicos importantes.
Quando ocorre redução do excesso de gordura corporal, podemos observar melhora da sensibilidade à insulina, redução da glicemia e da HbA1c e, em algumas pessoas, melhora da função metabólica das células beta pancreáticas.
A Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes destaca que, em pessoas com DM2 e sobrepeso ou obesidade, perder pelo menos 5% do peso corporal inicial é recomendado para melhorar o controle glicêmico.

E existe uma relação importante, quanto maior e mais sustentada a perda de peso, maior pode ser o benefício metabólico, mas existe um ponto que precisa ser muito bem compreendido:

PERDA DE PESO NÃO É SINÔNIMO DE CURA.

Em algumas pessoas, especialmente quando o diabetes é mais recente, uma perda de peso significativa pode aumentar a possibilidade de remissão do DM2.
Isso não significa que toda pessoa com diabetes que emagrece entrará em remissão, mas significa que o peso corporal é um dos componentes metabólicos que podem modificar profundamente a evolução do DM2.

E aqui está uma informação importante:

O objetivo não deve ser simplesmente “emagrecer”.

É reduzir o excesso de adiposidade de maneira segura, sustentável e individualizada, preservando massa muscular e considerando alimentação, atividade física, sono, medicamentos, comorbidades e contexto clínico.

Por isso, tratar obesidade em uma pessoa com diabetes tipo 2 não é apenas uma questão estética.

É uma intervenção metabólica, e a nutrição faz parte desse tratamento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretriz SBD 2026 e capítulo de terapia nutricional no pré-diabetes e DM2.

Dra. Sonia Santos
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Você pode estar medindo sua glicemia errada… e nem sabe.Pequenos erros na aferição podem alterar o resultado em até 20–3...
20/08/2026

Você pode estar medindo sua glicemia errada… e nem sabe.

Pequenos erros na aferição podem alterar o resultado em até 20–30%, e isso muda completamente a decisão sobre alimentação e até o manejo da insulina.

➡️ Antes de medir:
Lave as mãos e seque bem. Resíduos de alimentos (principalmente frutas) podem aumentar falsamente a glicemia.

➡️ Na hora da coleta:
Prefira as laterais dos dedos e evite apertar.
Quando você pressiona demais, mistura o sangue com líquido intersticial, e o valor pode parecer menor do que realmente é.

➡️ Outro ponto importante:
Álcool não é proibido, mas precisa secar totalmente. Caso contrário, interfere na leitura.

➡️ Depois de medir:
O número isolado não diz quase nada.
O que importa é o padrão: horário, alimentação e uso de insulina.

Erros comuns que vejo na prática:
– Medir com a mão suja
– Apertar o dedo
– Ignorar o contexto da glicemia
– Confiar no número sem analisar o padrão

A glicemia não é só um número, ela é uma ferramenta de decisão clínica.

Se seus valores variam muito, o problema pode não ser apenas a alimentação, pode ser a forma como você está medindo.

Você lava a mão antes de medir ou só passa álcool?

Dra Sonia Santos
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Glicose na urina: o que isso significa?Encontrar glicose na urina é chamado de glicosúria. Em determinadas situações, qu...
17/08/2026

Glicose na urina: o que isso significa?

Encontrar glicose na urina é chamado de glicosúria. Em determinadas situações, quando a glicemia ultrapassa a capacidade de reabsorção dos rins, parte da glicose passa para a urina. Mas existem outras possibilidades. Alguns medicamentos para diabetes, como os inibidores de SGLT2, aumentam justamente a eliminação de glicose pela urina.
Por isso, a presença de glicose na urina não deve ser interpretada isoladamente. É necessário avaliar glicemia, hemoglobina glicada, medicamentos utilizados, função renal e todo o contexto clínico.
A pergunta não é apenas “por que tem açúcar na minha urina?”, mas “por que essa glicose está aparecendo na urina?”.

Na prática clínica, entender a fisiologia antes de tirar conclusões é fundamental.

Dra. Sonia Santos
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DiabetesMellitus EducaçãoEmDiabetes NutriçãoBaseadaEmEvidências

Uso insulina e vários medicamentos, mas minha glicemia continua alta. Será que é apenas uma questão de alimentação?Nem s...
14/08/2026

Uso insulina e vários medicamentos, mas minha glicemia continua alta. Será que é apenas uma questão de alimentação?

Nem sempre!!! Quando uma pessoa apresenta dificuldade persistente para atingir as metas glicêmicas, é importante olhar o quadro como um todo.
A glicemia pode ser influenciada pela alimentação, composição das refeições, atividade física, sono, estresse, infecções, resistência à insulina, função das células beta pancreáticas, medicamentos e pelo próprio tipo de diabetes.
E existe outro ponto que muitas vezes passa despercebido, será que a classificação do diabetes está correta?
Alguns adultos recebem inicialmente o diagnóstico de diabetes tipo 2, mas apresentam características compatíveis com diabetes autoimune de evolução lenta, conhecido como LADA.
Isso não significa que toda pessoa com glicemia alta ou que usa insulina tenha LADA.
Significa que diabetes não deve ser classificado apenas pela idade ou pelo fato de a pessoa ter ou não excesso de peso.

A classificação correta importa porque ajuda a direcionar o tratamento, por isso, antes de simplesmente retirar mais alimentos da dieta ou concluir que o paciente ‘não está fazendo a sua parte’, precisamos entender o que está acontecendo metabolicamente.
Na nutrição, meu papel não é substituir o diagnóstico médico ou ajustar medicamentos.
É avaliar a alimentação dentro do contexto metabólico do paciente, identificar fatores que podem estar dificultando o controle glicêmico e trabalhar em conjunto com a equipe de saúde.

Dra Sonia Santos
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BIOQUÍMICA E FISIOLOGIA SÃO FUNDAMENTOS. SABER COMO TRANSFORMAR ESSE CONHECIMENTO EM CONDUTA TERAPÊUTICA É CIÊNCIA.Conhe...
12/08/2026

BIOQUÍMICA E FISIOLOGIA SÃO FUNDAMENTOS. SABER COMO TRANSFORMAR ESSE CONHECIMENTO EM CONDUTA TERAPÊUTICA É CIÊNCIA.

Conhecer um mecanismo biológico não significa, automaticamente, ter uma conduta terapêutica. Esse é um erro que pode acontecer quando pegamos uma informação verdadeira, estudada isoladamente, e fazemos uma conclusão clínica muito maior do que aquela evidência permite.

Exemplos!!!

➡️ Oxalatos existem naturalmente em diversos alimentos, principalmente vegetais, e também estão presentes em alguns tubérculos.
Isso significa que esses alimentos necessariamente farão mal para todas as pessoas?
Não!!!
A presença de um composto em um alimento não determina, isoladamente, um desfecho clínico. Precisamos considerar quantidade, biodisponibilidade, absorção, contexto alimentar, condição clínica e características individuais.

➡️ Carboidrato pode elevar a glicemia após uma refeição.
Isso é fisiologia!!
Mas disso podemos concluir automaticamente que a exclusão de carboidratos seja necessária para todo paciente com diabetes?
Não!!!

➡️E uma redução da glicemia, isoladamente, significa necessariamente que o diabetes entrou em remissão?
Também não!!

➡️ O sódio é essencial para diversas funções fisiológicas.Isso é fisiologia.
Mas disso podemos concluir que aumentar o consumo de sal será benéfico para qualquer pessoa?
Não!!!

➡️ O jejum também produz alterações metabólicas mensuráveis.Isso é fisiologia.
Mas demonstrar que determinada alteração metabólica acontece durante o jejum é diferente de demonstrar que o jejum seja superior, seguro ou indicado para todos os pacientes.

Essa diferença é fundamental, pq uma coisa é estudar um mecanismo bioquímico separadamente.
Outra coisa é colocar esse mecanismo dentro de um organismo humano complexo, com tantas outras variáveis.

É por isso que individualização não é falta de conhecimento científico, é consequência do conhecimento

Dra Sonia Santos
Nutricionista especialista em Bioquímica e Fisiologia da Nutrição e Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Restrição alimentar excessiva pode atrapalhar a relação com a comida.Quando muitos alimentos passam a ser vistos como “p...
10/08/2026

Restrição alimentar excessiva pode atrapalhar a relação com a comida.

Quando muitos alimentos passam a ser vistos como “proibidos”, algumas pessoas podem entrar em um ciclo de:

Proibir → desejar → perder o controle → sentir culpa → restringir novamente.

Isso não significa que restrição cause compulsão em todas as pessoas. O comportamento alimentar é multifatorial, mas no diabetes, também não precisamos transformar a alimentação em uma lista de alimentos proibidos. A conduta deve considerar quantidade, frequência, composição das refeições, necessidades individuais e contexto clínico.

Fruta não é inimiga. Alimento não precisa ser classificado simplesmente como “bom” ou “ruim”.

Nutrição não é ensinar você a ter medo de comer.

É ensinar você a comer de forma adequada ao seu contexto, com informação, estratégia e autonomia.

Dra. Sonia Santos
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NutriçãoBaseadaEmEvidências

DIABETES CONTROLADO NÃO SIGNIFICA DIABETES CURADOEssa é uma das maiores dúvidas que recebo, minha glicemia está normal. ...
07/08/2026

DIABETES CONTROLADO NÃO SIGNIFICA DIABETES CURADO

Essa é uma das maiores dúvidas que recebo, minha glicemia está normal. Então eu não tenho mais diabetes?

A resposta depende do contexto, no diabetes, precisamos diferenciar três conceitos:

Controle, é quando a pessoa consegue manter a glicemia dentro das metas estabelecidas com alimentação, atividade física, medicamentos e outras estratégias.

Remissão, se torna possivel quando algumas pessoas com diabetes tipo 2 conseguem manter valores glicêmicos abaixo dos critérios diagnósticos sem uso de medicamentos por um período determinado. Porém, isso não significa que a predisposição metabólica desapareceu.

Cura, significa que a doença foi eliminada definitivamente. E, no diabetes, esse conceito não se aplica da mesma forma.

Por que isso acontece? Porque o diabetes tipo 2 envolve alterações complexas, como resistência à insulina, alteração na função das células beta do pâncreas, fatores genéticos, composição corporal e outros fatores metabólicos.
Uma pessoa pode melhorar muito sua sensibilidade à insulina e controlar a glicemia, mas se houver retorno de fatores que contribuíram para o desequilíbrio metabólico, a alteração pode voltar.
Por isso, mesmo quando os exames melhoram, o acompanhamento continua sendo importante.
O objetivo do tratamento não é apenas baixar um número no exame, é preservar a saúde, reduzir riscos e manter o metabolismo funcionando da melhor forma possível.

Ciência não trabalha com promessas de cura. Trabalha com controle, prevenção de complicações e, em alguns casos, remissão.

Dra Sonia Santos
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Você quer reduzir a resistência à insulina? Então pare de procurar um alimento, suplemento, ou protocolo "milagroso".A c...
03/08/2026

Você quer reduzir a resistência à insulina? Então pare de procurar um alimento, suplemento, ou protocolo "milagroso".
A ciência mostra que a melhora da resistência à insulina acontece principalmente pela combinação de hábitos:
• Perca entre 5 e 10% do peso corporal, quando houver excesso de peso.
• Pratique atividade física regularmente, incluindo musculação e exercícios aeróbicos.
• Consuma mais fibras: frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais.
• Priorize proteínas de qualidade em todas as refeições.
• Prefira gorduras insaturadas, como azeite de oliva, castanhas e abacate.
• Reduza o consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas.
• Durma bem e controle o estresse, pois ambos influenciam a ação da insulina.

Não existe um único alimento capaz de "destravar" a resistência à insulina. O que faz diferença é a mudança consistente do estilo de vida, se você tem resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes tipo 2, procure um acompanhamento individualizado. O tratamento deve ser baseado em evidências científicas e adaptado à sua realidade.

Você já recebeu esse diagnóstico? Conte nos comentários qual foi a maior dificuldade para controlar sua glicemia.

Dra Sonia Santos
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