27/05/2026
Menopausa não envolve apenas alterações hormonais.
Ela também pode influenciar diretamente dores articulares, dor lombar, rigidez muscular, sono, fadiga e até a forma como o cérebro percebe a dor.
A redução do estrogênio parece alterar mecanismos de modulação dolorosa no sistema nervoso central, aumentando a sensibilidade dolorosa e favorecendo quadros musculoesqueléticos persistentes. Além disso, alterações do sono, ansiedade, fadiga e sintomas depressivos podem amplificar ainda mais a percepção da dor.
Estudos mostram aumento importante de queixas como:
• dor lombar
• rigidez articular
• osteoartrite
• redução da densidade óssea
• cefaleias e enxaquecas
• distúrbios do sono
O tratamento não deve ser apenas medicamentoso. Evidências científicas apontam benefício de:
• exercícios físicos
• Pilates e exercícios de estabilização
• fisioterapia
• melhora do sono
• terapia cognitivo-comportamental
• estratégias multidisciplinares individualizadas
Dor persistente na menopausa não deve ser “normalizada”.
Ela merece investigação e tratamento adequado.
Compartilhe este conteúdo com alguém que talvez esteja convivendo com essas dores sem entender a relação com a menopausa.
Referência científica:
Strand NH, D’Souza RS, Gomez DA, et al. Pain during menopause. Maturitas. 2025;191:108135. doi:10.1016/j.maturitas.2024.108135