OC Postural

OC Postural Centro de Osteopatia e Fisioterapia especializada

Menopausa não envolve apenas alterações hormonais.Ela também pode influenciar diretamente dores articulares, dor lombar,...
27/05/2026

Menopausa não envolve apenas alterações hormonais.
Ela também pode influenciar diretamente dores articulares, dor lombar, rigidez muscular, sono, fadiga e até a forma como o cérebro percebe a dor.

A redução do estrogênio parece alterar mecanismos de modulação dolorosa no sistema nervoso central, aumentando a sensibilidade dolorosa e favorecendo quadros musculoesqueléticos persistentes. Além disso, alterações do sono, ansiedade, fadiga e sintomas depressivos podem amplificar ainda mais a percepção da dor.

Estudos mostram aumento importante de queixas como:
• dor lombar
• rigidez articular
• osteoartrite
• redução da densidade óssea
• cefaleias e enxaquecas
• distúrbios do sono

O tratamento não deve ser apenas medicamentoso. Evidências científicas apontam benefício de:
• exercícios físicos
• Pilates e exercícios de estabilização
• fisioterapia
• melhora do sono
• terapia cognitivo-comportamental
• estratégias multidisciplinares individualizadas

Dor persistente na menopausa não deve ser “normalizada”.
Ela merece investigação e tratamento adequado.

Compartilhe este conteúdo com alguém que talvez esteja convivendo com essas dores sem entender a relação com a menopausa.

Referência científica:
Strand NH, D’Souza RS, Gomez DA, et al. Pain during menopause. Maturitas. 2025;191:108135. doi:10.1016/j.maturitas.2024.108135

🧠 A dor não está apenas no tecido — e o cérebro tem papel central nesse processo.O TREINO DE IMAGÉTICA MOTORA é uma estr...
20/05/2026

🧠 A dor não está apenas no tecido — e o cérebro tem papel central nesse processo.

O TREINO DE IMAGÉTICA MOTORA é uma estratégia baseada em neurociência que busca modular os efeitos clínicos e neurofisiológicos da dor através da reorganização cortical e da reeducação sensório-motora.

Essa abordagem utiliza exercícios progressivos capazes de alterar a forma como o sistema nervoso interpreta o movimento, a ameaça e a experiência dolorosa — especialmente em pacientes com dor crônica e disfunções motoras.

📚 Evidências científicas demonstram efeitos positivos sobre biomarcadores neurofisiológicos, neuroplasticidade e recuperação funcional.

🎯 COMO ISSO ACONTECE?

✅ Ativação do córtex motor
Durante a imagética motora, áreas cerebrais relacionadas ao movimento são ativadas de maneira semelhante à execução real do movimento — mesmo sem contração muscular efetiva.

✅ Plasticidade neural
A prática repetida estimula reorganizações neurais adaptativas, favorecendo a recuperação de padrões motores alterados pela dor ou imobilidade.

✅ Modulação central da dor
A técnica influencia mecanismos centrais de processamento doloroso, reduzindo hipervigilância, sensibilização e percepção de ameaça associada ao movimento.

📌 Segundo Lotze & Moseley (2022), o treinamento ocorre em etapas progressivas:

🔹 Etapa A — Reconhecimento de lateralidade
O cérebro é treinado para reconhecer rapidamente direita e esquerda, estimulando redes neurais motoras de forma indireta.

🔹 Etapa B — Imagética motora explícita
O paciente passa a imaginar movimentos sem executá-los fisicamente, ativando circuitos motores com baixo risco de exacerbação da dor.

🔹 Etapa C — Terapia do espelho
O feedback visual cria a ilusão de movimento sem dor, auxiliando na reorganização cortical e na redução da dor.

🧠 Em conjunto, essas estratégias ajudam o cérebro a reaprender movimento com segurança, reduzindo dor, melhorando função e restaurando confiança motora.

Síndrome da Dor Glútea Profunda (SDGP) é uma condição frequentemente subdiagnosticada, caracterizada por dor, parestesia...
07/05/2026

Síndrome da Dor Glútea Profunda (SDGP) é uma condição frequentemente subdiagnosticada, caracterizada por dor, parestesia ou dormência na região glútea, quadril e face posterior da coxa, podendo apresentar irradiação ao longo do trajeto do nervo ciático.

Diferente das ciatalgias de origem lombar, a SDGP possui características específicas:

➡️ Não apresenta origem discogênica;
➡️ Está relacionada à disfunção ou compressão do nervo ciático;
➡️ O aprisionamento neural ocorre no espaço glúteo profundo.

🔥 Os principais locais de compressão incluem:

• Músculo piriforme — 67,8%
• Forame ciático — 6%
• Túnel isquiático — 4,7%

📌 O diagnóstico exige raciocínio clínico criterioso e associação entre história clínica, exame físico e exames complementares.

Na anamnese, os pacientes frequentemente relatam:

➡️ Dor profunda posterior no quadril;
➡️ Dor irradiada ou padrão radicular;
➡️ Piora ao permanecer sentado por mais de 30 minutos;
➡️ Desconforto durante atividades de flexão e rotação do quadril.

🩺 No exame físico, alguns achados aumentam a suspeita clínica:

✔️ Sensibilidade no espaço glúteo profundo;
✔️ Teste do piriforme sentado positivo;
✔️ Sinal de Pace positivo.

🧠 A investigação por imagem pode incluir:

➡️ Ressonância magnética pélvica;
➡️ Ressonância magnética da coluna lombar, auxiliando no diagnóstico diferencial com causas discogênicas.

♦️ Segundo Kizaki et al. (2020), o espaço glúteo profundo é delimitado por:

• Anteriormente: coluna posterior do acetábulo
• Posteriormente: músculo glúteo máximo
• Medialmente: ligamento sacrotuberoso
• Lateralmente: tuberosidade glútea
• Superiormente: incisura isquiática
• Inferiormente: tuberosidade isquiática

⚠️ Reconhecer corretamente a SDGP é essencial para evitar diagnósticos equivocados, tratamentos ineficazes e cronificação da dor.

🕵🏻‍♂️ módulo - cotovelo, punho e mão Encerrar um módulo é sempre mais do que concluir conteúdo — é trocar experiências, ...
15/04/2026

🕵🏻‍♂️ módulo - cotovelo, punho e mão

Encerrar um módulo é sempre mais do que concluir conteúdo — é trocar experiências, provocar pensamento crítico e contribuir para a formação de profissionais mais preparados.

Grato à turma da pós-graduação em Traumato-Ortopédica e Esportiva da Inspirar Cuiabá pela entrega, participação e nível das discussões. Seguimos elevando o padrão da prática clínica.




Fisioterapiapbe

05/04/2026
O documento “Tendon Injuries in Football Players: FC Barcelona 2021 Tendon Guide” apresenta uma abordagem completa sobre...
02/04/2026

O documento “Tendon Injuries in Football Players: FC Barcelona 2021 Tendon Guide” apresenta uma abordagem completa sobre o diagnóstico e manejo das tendinopatias dos membros inferiores em jogadores de futebol.

⭕ Resumo do conteúdo

✅ Introdução
As lesões tendíneas são frequentes no futebol devido às altas exigências físicas da modalidade. O guia tem como objetivo fornecer diretrizes baseadas em evidências para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

✅ Diagnóstico
Envolve uma avaliação clínica detalhada, incluindo anamnese, exame físico, te**es funcionais e palpação. Métodos de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, complementam a análise, permitindo uma avaliação mais precisa da estrutura e função do tendão.

✅ Manejo
O tratamento é predominantemente conservador, com foco em modulação de carga, fisioterapia e exercícios específicos.
Também podem ser utilizadas terapias adjuvantes, como ultrassom terapêutico, laser, ondas de choque e injeções de PRP.
A reabilitação é estruturada para restaurar força, flexibilidade e funcionalidade, com estratégias progressivas e individualizadas.
A prevenção inclui programas de fortalecimento e controle de carga.

✅ Considerações específicas para o futebol
Destaca-se a importância do controle da carga de treinamento para evitar sobrecarga tendínea, além da escolha adequada de calçados e superfícies.
Fatores como nutrição e suplementação também são abordados como suporte à recuperação e saúde dos tendões.

✅ Conclusão
O guia reforça a importância de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos e treinadores, sempre fundamentada em evidências científicas aplicadas ao futebol de alto rendimento.

🎯 Um material essencial para profissionais da saúde e do esporte que buscam otimizar a prevenção, o tratamento e o retorno seguro dos atletas.

🔥 No manejo contemporâneo da dor, recomenda-se priorizar intervenções ativas, utilizando estratégias passivas como recur...
20/03/2026

🔥 No manejo contemporâneo da dor, recomenda-se priorizar intervenções ativas, utilizando estratégias passivas como recursos complementares e de suporte. Intervenções ativas — como exercícios terapêuticos, educação em dor e estratégias de autogerenciamento — apresentam a vantagem de serem acessíveis ao paciente em diferentes contextos, favorecendo a autonomia no controle dos sintomas. Para que sejam efetivas, é fundamental o engajamento contínuo do paciente, inclusive fora do ambiente clínico, promovendo a transferência dos ganhos terapêuticos para as atividades do cotidiano.

🚨 A abordagem ativa é amplamente respaldada pela literatura científica por sua capacidade de impactar múltiplas dimensões da dor. No âmbito físico, está associada à redução da intensidade dolorosa, melhora da função, aumento da força muscular e otimização do controle motor. Paralelamente, exerce efeitos relevantes sobre fatores psicossociais, contribuindo para o aumento da autoeficácia, redução do medo de movimento (cinesiofobia) e melhor enfrentamento da dor. Esses efeitos são consistentes com modelos contemporâneos, como o modelo biopsicossocial da dor, que reconhece a interação entre componentes biológicos, psicológicos e sociais na experiência dolorosa.

➡️ Cosio D, Lin E. Role of Active Versus Passive Complementary and Integrative Health Approaches in Pain Management. *Global Advances in Health and Medicine*. 2018.

🔥Síndrome musculoesquelética da menopausa (SMEM)Entre os 45 e 55 anos, a queda progressiva dos níveis de estrogênio dese...
06/02/2026

🔥Síndrome musculoesquelética da menopausa (SMEM)

Entre os 45 e 55 anos, a queda progressiva dos níveis de estrogênio desencadeia uma série de alterações no sistema musculoesquelético feminino. Evidências científicas mostram que até 70% das mulheres na meia-idade apresentam sintomas como dor musculoesquelética difusa, perda de massa muscular (sarcopenia) e redução da densidade mineral óssea, impactando diretamente a funcionalidade e a qualidade de vida.

🎯O que acontece no corpo?
Durante a perimenopausa, pode ocorrer uma redução de até 10% da densidade mineral óssea, elevando o risco de osteoporose e fraturas por baixo impacto. A deficiência estrogênica também está associada a aumento da inflamação articular, dor crônica, rigidez e redução da capacidade de regeneração muscular, devido à menor ativação das células satélites. Esse processo contribui para fraqueza muscular, desequilíbrio e maior risco de quedas.

✅Principais processos e sinais clínicos:

➡️Inflamação articular: artralgia, dor persistente, rigidez e condições como ombro congelado.

➡️Sarcopenia: diminuição da massa e força muscular, fadiga precoce, marcha lenta, instabilidade postural e quedas.

➡️Redução da proliferação de células satélites: dificuldade em ganhar massa muscular e menor adaptação ao exercício.

➡️Osteoporose: perda de estatura, dor lombar, postura cifótica e fraturas de baixo impacto.

➡️Artrite: dor, rigidez articular e limitação funcional progressiva.

♦️Por que isso importa?
Reconhecer precocemente a síndrome musculoesquelética da menopausa permite intervenções mais eficazes e preventivas. A literatura científica demonstra que exercícios resistidos, treinamento de força, fisioterapia especializada e, em alguns casos, terapia de reposição hormonal, podem ajudar a preservar a massa óssea e muscular, reduzir a dor e melhorar a funcionalidade global.

30/01/2026

👉 “Seu diagnóstico médico não define sozinho o seu tratamento.”

🧠 Representação corporal alterada em pacientes com dor crônica🔥 Pacientes com dor crônica não apresentam apenas alteraçõ...
22/01/2026

🧠 Representação corporal alterada em pacientes com dor crônica

🔥 Pacientes com dor crônica não apresentam apenas alterações periféricas ou teciduais. A ciência demonstra que há mudanças significativas na forma como o cérebro percebe, interpreta e representa o corpo, fenômeno conhecido como distúrbio da representação corporal.

➡️ Propriocepção refere-se à capacidade do sistema nervoso de perceber a posição, o movimento e a orientação das articulações e segmentos corporais no espaço. Ela é fundamental para o controle motor, coordenação, precisão dos movimentos e sensação de “pertencimento” do corpo.

➡️ Exterocepção é responsável pela percepção de estímulos provenientes do ambiente externo, como toque, pressão, temperatura e dor, mediada principalmente por receptores cutâneos e vias sensoriais somatossensoriais.

➡️ Interocepção diz respeito à percepção dos estados internos do corpo, como dor visceral, fome, sede, fadiga e alterações fisiológicas, desempenhando um papel central na regulação autonômica e emocional.

🎯 Evidências científicas indicam que, na dor crônica, essas três modalidades sensoriais encontram-se frequentemente desorganizadas e integradas de forma disfuncional, comprometendo a percepção corporal, a modulação da dor, o comportamento motor e a manutenção da homeostase.

🧩 Esses achados reforçam que a dor crônica é uma condição neurobiológica complexa, que vai além do tecido lesionado e envolve alterações centrais na percepção e representação do corpo — fator essencial a ser considerado no raciocínio clínico e nas estratégias terapêuticas.

Endereço

Avenida Itália 928 Edifício The Onde
Taubaté, SP
12030212

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 19:00
Terça-feira 08:00 - 19:00
Quarta-feira 08:00 - 19:00
Quinta-feira 08:00 - 19:00
Sexta-feira 08:00 - 12:30

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando OC Postural posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para OC Postural:

Compartilhar

Categoria