Psicóloga Pettra Roque

Psicóloga Pettra Roque Psicoterapeuta pela abordagem Gestalt Terapia

Maio Laranja é um mês de mobilização nacional pela proteção de crianças e adolescentes contra o abuso e a exploração sex...
13/05/2026

Maio Laranja é um mês de mobilização nacional pela proteção de crianças e adolescentes contra o abuso e a exploração sexual. Mais do que uma campanha, é um chamado coletivo para escutar, acolher e agir diante de qualquer sinal de violência.

Na clínica infantil, a ludoterapia pode ser um importante recurso de cuidado, pois a brincadeira é uma das formas pelas quais a criança comunica emoções, medos e experiências que muitas vezes ainda não consegue nomear em palavras. O brincar, nesse contexto, também pode ser espaço de proteção, elaboração e fortalecimento.

A campanha Faça Bonito nos lembra que proteger a infância é responsabilidade de toda a sociedade. Conversas sobre corpo, limites, consentimento e rede de apoio podem ser trabalhadas de maneira cuidadosa e adequada à idade, inclusive com materiais educativos como os livros Pipo e Fifi, que auxiliam crianças, famílias e profissionais a abordarem o tema de forma preventiva.

Sinais de sofrimento merecem atenção. Mudanças bruscas de comportamento, medo excessivo, isolamento, regressões ou falas indiretas podem indicar que algo precisa ser escutado com seriedade.

Proteger é também informar.
Escutar é um ato de cuidado.
Denunciar é um compromisso ético.

🌼 Faça Bonito: proteja nossas crianças e adolescentes.
📞 Em casos de suspeita ou violência, disque 100.

Psicóloga Pettra Roque
CRP 21/03997

02/05/2026

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Quando o afeto fere em silêncio: as sutilezas psicológicas que minam sua autoestimaNem toda violência chega em forma de ...
28/04/2026

Quando o afeto fere em silêncio: as sutilezas psicológicas que minam sua autoestima
Nem toda violência chega em forma de grito.

Muitas vezes, ela se apresenta em pequenos gestos, frases “bem-intencionadas”, conselhos maquiados de cuidado e atitudes tão sutis que passam despercebidas — até que você começa a duvidar de si.

Na Psicologia, compreendemos que relações próximas têm um enorme poder sobre a construção da autoestima, da identidade e da percepção de valor pessoal. E justamente por isso, também podem ser espaços onde se instala a desvalorização silenciosa.
É preciso refletir profundamente sobre as relações que atravessam sua vida:

Qual a validade real desses vínculos?

O tratamento que chega até você condiz com a forma como essas pessoas tratam os outros?

Ou existe um padrão em que você sempre recebe menos escuta, menos reconhecimento, mais críticas e mais controle?

Nem todo “eu só quero o seu bem” é afeto.

Às vezes, o tolher com aparência de preocupação é apenas uma forma socialmente aceita de limitar sua autonomia.

Quando relativizam suas conquistas, diminuem suas dores, ridicularizam suas escolhas ou colocam em dúvida sua capacidade, não estão apenas opinando — estão interferindo na forma como você se percebe.

Essas ações, quando repetidas, depreciam, desgastam e produzem a sensação de inadequação.

E isso costuma atingir com mais força grupos historicamente invisibilizados ou estigmatizados.

Mulheres trans frequentemente são lidas como agressivas quando apenas se posicionam.

Pessoas pretas muitas vezes são tratadas como símbolo, objeto afirmativo ou ferramenta de validação para pessoas brancas, em vez de serem reconhecidas em sua complexidade humana.
Esses processos não são individuais — são também sociais, históricos e relacionais.

Por isso, chega um momento em que é necessário balancear:

O que pesa mais nessas relações?

Quais ganhos você tem tido?

Quais perdas emocionais, psíquicas e identitárias vêm junto?

E, sobretudo: essas relações estão sendo lapidadas para crescimento mútuo ou apenas sustentadas por costume, culpa ou necessidade?

Nem todo vínculo merece permanência automática.
Alguns precisam ser reconstruídos. Outros, ressignificados. E alguns, encerrados.

Cuidar da saúde mental também é revisar o lugar que cada relação ocupa no seu ciclo de vida.

Porque afeto verdadeiro não diminui, não apaga e não exige que você se torne menor para caber.

Muitas pessoas me perguntam como funciona o meu atendimento clínico, e considero importante explicar isso de forma clara...
24/04/2026

Muitas pessoas me perguntam como funciona o meu atendimento clínico, e considero importante explicar isso de forma clara e transparente.
Meu trabalho é estruturado em duas etapas principais:

📝 Consulta Inicial
É o primeiro momento de vínculo e acolhimento. Nessa etapa, realizo a anamnese, ou seja, o levantamento do histórico pessoal, além de apresentar orientações éticas, contratuais e aspectos da abordagem terapêutica. Também acontece a abertura da demanda, a partir da pergunta central: “O que te trouxe hoje a esta sessão?”
Ao final, realizo um fechamento com complementações e considerações sobre o encontro.

🗒 Sessões Terapêuticas
As sessões propriamente ditas acontecem de forma contínua e estruturada. Iniciamos com uma atualização semanal, retomando vivências recentes para conectá-las ao momento presente. Em seguida, abrimos a demanda do dia, focando no que mobiliza a pessoa no aqui-agora.

A partir disso, desenvolvemos a intervenção psicodramática, priorizando a experiência vivida e o protagonismo do paciente diante de sua própria questão. Encerramos com uma atividade cocriativa personalizada para a semana que pode envolver música, vídeo, desafios reflexivos ou outras propostas que favoreçam novas perspectivas e autonomia.

Como parte do acompanhamento, envio um resumo da sessão, permitindo que o paciente retome os principais pontos trabalhados. Também ofereço suporte breve em situações extremas, com acolhimento pontual e estabilizador.

É importante destacar que esta é a minha forma de atuação e não representa um modelo universal de trabalho
Por isso, considero essencial que cada psicoterapeuta desenvolva sua própria identidade clínica algo amplamente valorizado por Jacob Levy Moreno em sua época e também discutido em seus estudos sobre espontaneidade e autenticidade.

Se você deseja compreender melhor essa forma de atuação seja como paciente ou como profissional interessado em ampliar suas possibilidades clínicas — estou à disposição para dialogar.

22/04/2026

🧠 Nem toda escuta é Psicologia, e essa diferença importa.

Em tempos em que todo mundo quer “ajudar”, é preciso nomear as coisas com responsabilidade.

🔎 Escuta qualificada (Psicólogos/as) não o é só ouvir ,é compreender com base teórica, técnica e ética.Envolve manejo clínico, compreensão de processos psíquicos, leitura de contextos sociais e subjetivos, além de responsabilidade sobre os efeitos da intervenção. O psicólogo não escuta para dar respostas prontas, mas para ajudar a pessoa a elaborar sua experiência, reconhecer conflitos, acessar emoções e construir caminhos possíveis.Inclusive respeitando o tempo e os limites de cada sujeito.

🤝 Acolhimento psicólogico , por sua vez, não é função de qualquer um. Quando outras profissões tentam exercer o lugar do psicólogo sem formação adequada, há riscos.Técnicas psicológicas não são intuitivas ou assistencialista e exigem preparo, ética e responsabilidade.

⚠️ o acolhimento comum com a finalidade de “acalmar” pode ser realizado por diferentes profissionais da saúde( assistência social, educadores , enfermeiros e etc...). Ele é fundamental, mas tem outra função: receber, legitimar a dor, oferecer suporte inicial e estabilizar. O acolhimento nesse contexto não substitui um processo psicoterapêutico. Ele abre portas,mas não aprofunda o trabalho clínico.

✨️Já os coachs utilizam, especialmente a linha da “positividade”, costuma operar em outra lógica. A dor é frequentemente tratada como algo a ser rapidamente superado, ressignificado ou até evitado. Frases como “pense positivo”, “você só precisa mudar sua mentalidade” podem até funcionar pontualmente como incentivo, mas também podem gerar culpabilização e frustração quando a pessoa não consegue corresponder a essa expectativa. Nem todo sofrimento se resolve com motivação .Alguns precisam ser escutados , compreendidos,confrontados e trabalhados com profundidade

💭 Saúde mental não é sobre acelerar processos. É ter um espaço seguro para sentir, elaborar e existir.Pois na busca por soluções urgentes paliativas muitas pessoas acabam sendo enganadas e confundidas.

PARA TODAS AS MULHERES TRANS QUE SÃO COBRADAS PARA FLERTAREM COM A CISGENERIDADE ✨ Entre vozes internas e expectativas e...
21/04/2026

PARA TODAS AS MULHERES TRANS QUE SÃO COBRADAS PARA FLERTAREM COM A CISGENERIDADE

✨ Entre vozes internas e expectativas externas
A auto cobrança, a expectativa e as dificuldades nas vivências de mulheres trans muitas vezes não aparecem de forma isolada, elas se entrelaçam e ganham voz dentro de um palco íntimo: o auto diálogo.

🎭 A auto cobrança pode surgir como uma personagem rígida, que exige perfeição para sobreviver em um mundo que frequentemente nega direitos básicos.

🎭 A expectativa aparece como aquela que promete reconhecimento, pertencimento e amor .Mas que, nem sempre, se realiza.

🎭 Já as dificuldades vividas no cotidiano (violências, exclusões, invisibilizações) entram em cena como forças que tensionam esse enredo interno.

E no centro de tudo isso está o auto diálogo:
💭 Como essas vozes conversam entre si?
💭 Quem domina a cena?
💭 Existe espaço para uma voz mais acolhedora, que legitime a própria história?

Cuidar da saúde mental de mulheres trans também é olhar para essas personagens internas, reconhecer suas origens e, aos poucos, construir novas formas de diálogo mais gentis, mais potentes e mais verdadeiras.

🌿 Porque existir não deveria ser um campo de batalha interno, mas um espaço possível de cuidado, reconhecimento e dignidade.

Nem toda escuta é Psicologia e essa diferença importa.🔎 Psicoterapeuta (Psicólogo/a com CRP ativo)É profissional formado...
19/04/2026

Nem toda escuta é Psicologia e essa diferença importa.

🔎 Psicoterapeuta (Psicólogo/a com CRP ativo)

É profissional formado em Psicologia, com anos de graduação, estágios supervisionados, mais especializações e registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP).
Atua com base científica, ética profissional e responsabilidade técnica. A psicoterapia aqui não é “conversa solta”: é método, teoria, manejo clínico e compromisso com a saúde mental.

🌿 Terapeutas (outras práticas)

Podem atuar com diversas abordagens e técnicas, muitas vezes válidas como práticas integrativas. Porém, não têm o mesmo rigor científico, formação acadêmica nem regulamentação da Psicologia.
Não estão autorizados a exercer funções privativas do psicólogo, como a psicoterapia enquanto prática psicológica.

🚀 Coaching

O coaching surge como metodologia de alta performance, especialmente no esporte (com Timothy Gallwey e o tênis). É voltado a metas, desempenho e resultados.
Não é Psicologia, nem substitui psicoterapia, mesmo existindo a Psicologia do Esporte como área científica própria.
Detalhe ,isso a maioria dos coachings não sabem responder sobre o criador do que eles chamam de "profissão ".

⚠️ Por que isso importa?

Saúde mental é coisa séria.
Fazer “terapia” com quem não é psicólogo pode levar a intervenções inadequadas, ausência de manejo clínico e até agravamento do sofrimento.

🧾 Se informe sempre!
Você tem o direito de saber:
✔️ Nome completo do profissional;
✔️ Número do CRP (e conferir se está ativo);
✔️ Abordagem psicológica utilizada.

Cuidar da mente exige responsabilidade.
Informação também é cuidado.

✨ Uma noite de encontros, trocas e potência ✨Tive a alegria de ministrar uma palestra sobre Psicodrama para os alunos da...
17/04/2026

✨ Uma noite de encontros, trocas e potência ✨

Tive a alegria de ministrar uma palestra sobre Psicodrama para os alunos da AESPI, em Teresina a convite da minha querida .marquespsi .Um momento de partilha, construção e afeto.

Conversamos sobre o nascimento do Psicodrama, suas aplicações e, sobretudo, suas atualizações frente às questões étnico-raciais, de gênero e sexualidade, além dos cuidados com a infância e adolescência. Um campo vivo, em constante movimento, assim como as pessoas que o constroem.

Foi uma noite linda, daquelas que aquecem o coração e reafirmam o sentido do que fazemos 💛

E, como presente, ainda pude reencontrar uma amiga querida de jornada e entre memórias e reflexões, também trocamos sobre o Psicodrama organizacional fazendo menção da minha querida e ampliando ainda mais os horizontes dessa prática tão potente.

Que venham mais encontros assim ✨

💭 Valorização Profissional é Saúde MentalFalar de saúde mental sem falar das condições de trabalho de quem cuida dela é ...
16/04/2026

💭 Valorização Profissional é Saúde Mental

Falar de saúde mental sem falar das condições de trabalho de quem cuida dela é uma contradição.

O piso salarial da Psicologia não é um luxo , é uma necessidade. Psicólogos também precisam de condições dignas para viver, cuidar da própria saúde física e mental e sustentar uma prática ética e qualificada. Não existe cuidado consistente quando quem cuida está exausto, desvalorizado e sobrecarregado.

🏥 Enquanto isso, vemos um cenário preocupante:
Planos de saúde com altos lucros, repasses baixos e exigências excessivas. Psicólogos acumulam funções, atendem em volume elevado e, muitas vezes, sem o reconhecimento financeiro mínimo.

⚠️ A desvalorização gera impactos reais:

• Evasão de profissionais da área
• Inadimplência e dificuldade de manutenção da carreira
• Desacreditar da Psicologia enquanto ciência e profissão
• Busca por outras áreas de atuação
• Psicólogos adoecidos e desesperançados
•Aceitação de valores ínfimos por pensarem " é melhor um pássaro na mão ,que dois voando"

📉 Soma-se a isso uma ideia social distorcida: a de que a Psicologia é “doação”, “vocação” ou assistencialismo. Não é. Psicologia é ciência, é profissão regulamentada, é trabalho especializado assim como a Medicina, que historicamente não teve seu valor social questionado da mesma forma.

💡 Valorizar a Psicologia é garantir qualidade no cuidado.
É reconhecer que por trás de cada escuta qualificada existe formação, técnica, responsabilidade e, sobretudo, um profissional que também precisa ser cuidado.

Sem valorização, não há sustentação.
E sem sustentação, não há cuidado possível.

🚨 Psicoeducação não é improviso. É responsabilidade.Nos últimos tempos, tem se tornado comum ver técnicas da Psicologia ...
14/04/2026

🚨 Psicoeducação não é improviso. É responsabilidade.

Nos últimos tempos, tem se tornado comum ver técnicas da Psicologia sendo utilizadas por profissionais de outras áreas, especialmente na saúde. Mas é preciso dizer com clareza: técnicas psicológicas não são ferramentas genéricas.São instrumentos científicos, éticos e profundamente estruturados.

O trabalho do psicólogo não se resume a “escutar” ou “acolher”. Existe um processo formativo rigoroso, que envolve:
📚 Anos de graduação com base teórica sólida
🧠 Estudo aprofundado sobre subjetividade, comportamento e sofrimento psíquico
🏥 Estágios supervisionados obrigatórios e rigorosos, com carga horária extensa
⚖️ Formação ética guiada por um código profissional
👩‍⚕️ Supervisão técnica constante antes de qualquer atuação autônoma

Enquanto isso, outros profissionais da saúde como a Enfermagem ,que possuem uma formação igualmente importante, mas com outro foco. Não inclui o aprofundamento necessário para conduzir intervenções psicológicas de forma segura.

❗ Mesmo um “simples acolhimento” na Psicologia não é simples.
Ele envolve escuta qualificada, manejo técnico, compreensão de contexto, leitura de sinais subjetivos e responsabilidade sobre os efeitos daquela intervenção.

Quando técnicas psicológicas são utilizadas sem a devida formação:
⚠️ Há risco de agravar o sofrimento
⚠️ Pode ocorrer interpretação inadequada de demandas emocionais
⚠️ Intervenções mal conduzidas podem causar danos invisíveis

💡 Cada profissão tem seu campo de saber e atuação. Respeitar esses limites não é disputa , é proteção à vida e à saúde mental das pessoas.

🔒 Psicologia é coisa séria.
📌 E deve ser exercida por profissionais habilitados, com CRP ativo,no caso psicoterapeuta.Não confundir com terapeutas e coachings.

🚨 PROTESTO PSICOEDUCATIVO 🚨A Psicologia não é “dica”, não é “achismo” e muito menos conteúdo raso de internet e acolhime...
12/04/2026

🚨 PROTESTO PSICOEDUCATIVO 🚨

A Psicologia não é “dica”, não é “achismo” e muito menos conteúdo raso de internet e acolhimento superficial.
Ela é uma profissão, construída com base científica, ética e responsabilidade social.

A psicoeducação é uma metodologia que visa ensinar sobre proposições de conteúdos da psicologia, em todos os âmbito, e é com essa metodologia que vamos PROTESTAR.

O que estamos vendo hoje é a banalização de práticas psicológicas sendo utilizadas por quem não tem formação, sem compromisso com o cuidado e com a complexidade do ser humano.

⚠️ Isso não é só preocupante. É perigoso.

Estamos diante de um momento decisivo: a votação no Senado sobre a restrição da psicoterapia.
E precisamos nos posicionar.

Este é um chamado:

🗳️ Psicólogas e psicólogos, acompanhem, cobrem e participem.
📢 Façam postagens que orientem a sociedade sobre o que é, de fato, Psicologia.
💬 Comentem, debatam, rebata conteúdos que desvalorizam nosso fazer profissional.
🧠 Mostrem que Psicologia é ciência, é ética, é responsabilidade.

Mesmo que pareça que não vai dar em nada…
dar em nada é não fazer nada.

Estamos aqui para proteger nosso campo, nossa prática e, principalmente, as pessoas que confiam em nós.

Psicologia não é supérflua.
Não é entretenimento.
Não é ferramenta livre de uso indiscriminado.

É compromisso com a vida.

✊🏽 Nos posicionar também é cuidar.
✊🏽 Nos mobilizar também é ética.

Endereço

Teresina, PI

Horário de Funcionamento

Terça-feira 14:00 - 17:00
Quinta-feira 14:00 - 17:00

Telefone

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