31/07/2026
Semana terminando do jeito que eu tanto gosto: no centro cirúrgico, operando mais uma paciente com escoliose idiopática.
Por trás de cada cirurgia como essa, existe uma história que começou muito antes. Muitas vezes, com um ombro mais alto que o outro, uma assimetria nas costas percebida pela família ou uma curva que foi aumentando durante o crescimento.
A escoliose idiopática costuma aparecer na infância ou na adolescência. O nome parece complicado, mas significa apenas que não existe uma causa específica conhecida para aquela curvatura.
E nem todo caso precisa de cirurgia. Algumas curvas são apenas acompanhadas, outras podem ser tratadas com colete. A operação é reservada para situações em que a deformidade é mais acentuada ou continua progredindo.
É um procedimento que exige planejamento, precisão e muita responsabilidade. O objetivo é corrigir a curva, devolver equilíbrio ao corpo e proteger a coluna para o futuro.
Para mim, existe algo muito especial em fazer parte desse momento. A cirurgia representa o fim de uma longa espera para a família e o começo de uma nova fase para quem conviveu por tanto tempo com essa deformidade.
Você já conheceu alguém que precisou tratar escoliose?