29/04/2026
À primeira vista, pode parecer uma pergunta simples especialmente em um contexto de treino. Mas, do ponto de vista psicológico, força é uma construção muito mais complexa.
Ela não se restringe ao corpo,
nem se limita ao mental. A força é integrada.
Se constitui nas experiências, nas escolhas e, principalmente,
na forma como atravessamos aquilo que nos atravessa.
Eu sou forte na presença que sustento como mãe.
Na responsabilidade afetiva que exerço como esposa.
Na ruptura de padrões que vivi como filha.
Na escuta e no cuidado que ofereço como psicóloga.
E na consciência de que, sendo quem sou,
também autorizo outras mulheres a serem.
Força, portanto, não é apenas resistência.
É elaboração, é construção e é presença. Todos os dias, de pouquinho a pouquinho, eu venho me enxergando cada vez mais forte.
Não porque tudo está leve,
mas porque aprendi a sustentar o que é real.
A força que reconheço hoje não vem da ausência de dor,
mas da capacidade de elaborar, ressignificar e continuar.
É no processo e não na perfeição, que eu me reconstruo, me afirmo
e me torno, de forma consciente, quem eu escolho ser.