04/08/2021
O que está estampado neste perfil é apenas uma pontinha do iceberg de quem o comanda. Por trás dessa tela, tem alguém que batalha dia após dia para expandir os próprios questionamentos aos que querem questionar junto a ela. Alguém que trabalha na clínica há quase quatro anos e também se frustra, se decepciona, aprende, acerta, erra, cai e levanta.
Há uma batalha que, na maioria das vezes, ninguém vê e poucos sabem. Sou eu. É você. Somos nós! Cada batalha que enfrentamos, poucos realmente sabem como é. Ou então, poucos conseguem participar. Não é porque não querem, mas por ser difícil de lidar mesmo.
Sofremos com uma cultura machista na qual afirma que falar sobre nossos sentimentos é melancolia, fraqueza e tantos outros sinônimos de fragilidade. Mas, na verdade, é o que todos nós temos um pouco.
Que bobagem pensar que seremos super-heroínas ou super-heróis. Já está ultrapassado pensar que um dia seremos perfeitos. E quem ainda acreditar ser assim, provavelmente enfrenta uma batalha interna incessante e bem cansativa.
O que quero dizer é que: o tabu com psicólogos, aqueles que ocupam um lugar de hierarquia do saber, sinônimo de seriedade ou alguém que é bem resolvido a ponto de ouvir os outros, já é falha.
Há uma clara distinção que precisa ser dita e reafirmada: ser psicóloga difere da Ana Paula que está fora do consultório. Daquela que viveu uma vida inteira para chegar aonde chegou. Por isso, já está ultrapassado estereotipar a figura do analista/psicólogo. Que sejamos cada um da sua maneira; contidos, sérios, divertidos, falantes, observadores, cautelosos. Mas que sejamos éticos e comprometidos com aquilo que nos proponhamos a exercer.
Aos meus colegas e futuros colegas de profissão, que sejamos cada um da sua maneira. É essa singularidade que compõe a nossa clínica.🍃✨