Psicóloga Daniela Blatt

Psicóloga Daniela Blatt Psicóloga Clínica - atendimento 100% online.

ExExistem vínculos que não aprisionam de forma evidente.Mas que colocam a criança em um lugar onde ela não pode simplesm...
04/04/2026

ExExistem vínculos que não aprisionam de forma evidente.

Mas que colocam a criança em um lugar onde ela não pode simplesmente ser porque há algo no outro que precisa ser sustentado.

Quando os pais dependem emocionalmente desse filho, ele passa a ocupar um lugar que não é o seu. E, mesmo sem saber nomear, a criança percebe que se ela falhar, algo se desorganiza.

Então ela se adapta, se antecipa, se responsabiliza…

A criança convocada a sustentar se torna o adulto que carrega a culpa quando o outro não está bem.

O apoio entre mulheres não é apenas afeto, é ato político que desafia uma lógica antiga de rivalidade, silêncio e isolam...
07/03/2026

O apoio entre mulheres não é apenas afeto, é ato político que desafia uma lógica antiga de rivalidade, silêncio e isolamento.

Quando uma mulher ampara outra, ela não apenas ajuda alguém a se levantar. Ela abre caminho para que muitas outras também possam existir com mais liberdade.

Que possamos seguir aprendendo a criar espaços onde mulheres não precisem disputar lugar,
mas possam se reconhecer, se apoiar e se fortalecer juntas.

Às mulheres que caminham comigo,
minhas pacientes e ex-pacientes, colegas de profissão, amigas, minha irmã, minha mãe e minha filha, obrigada por fazerem desse coletivo. Um lugar de força, troca e coragem.

Feliz nosso dia 🤍

Perdas abruptas em fases primárias do desenvolvimento tendem a ser interpretadas pela via da culpa. “Sou uma criança des...
28/02/2026

Perdas abruptas em fases primárias do desenvolvimento tendem a ser interpretadas pela via da culpa. “Sou uma criança desprezível e por isso a pessoa que amo não ficou perto.”

A criança imagina que os objetos de amor foram embora ou deixaram de investir afetivamente por estarem magoados. Para lidar com a perda de forma ativa, essa criança irá idealizar a pessoa que abandonou/machucou e irá introjetar as características negativas como parte de si.

É preferível odiar a si próprio do que direcionar aqueles de quem a criança depende. Essa introjeção é uma das característica em quadros depressivos, quando as qualidades do objeto perdido são potencializadas e os negativos anulados e direcionados a si próprio.

Humanos tendem a preferir a culpa mais irracional a um reconhecimento da sua impotência. Sentir-se má, por contraditório que pareça, é uma defesa arcaica para manter o objeto de amor em um pedestal.


Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo,...
21/02/2026

Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo, uma dor não elaborada na própria mãe ao ver a filha ocupar lugares que ela não pôde ocupar.

Às vezes, a filha estuda o que a mãe não estudou, viaja para onde a mãe nunca foi, tem mais liberdade e se permite fazer escolhas diferentes. E, sem que isso seja consciente, pode surgir uma tensão.

Não porque a mãe não ame, necessariamente, mas porque a autonomia da filha toca em renúncias, frustrações e desejos que ficaram pelo caminho.

Quando essa dor não é reconhecida, ela pode aparecer como crítica constante, desvalorização, competição sutil ou culpa induzida. A filha começa a sentir que crescer machuca alguém, que brilhar é perigoso e, ser feliz, pode ser uma forma de ferir.

E então ela diminui a si mesma para manter o vínculo.

Falar sobre inveja materna não é sobre acusação. É sobre reconhecer que mães também são mulheres, com histórias, limites e faltas, mas que, ainda assim, têm a responsabilidade de não transformar suas frustrações em freios para a autonomia das filhas.

O incômodo pode existir, o que não pode é ser colocado nas costas de quem só está tentando crescer.

Se você se identificou com isso, talvez seja importante buscar ajuda para elaborar essa dor. Você não precisa continuar crescendo pela metade para preservar o outro 🤍

Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo,...
21/02/2026

Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo, uma dor não elaborada na própria mãe ao ver a filha ocupar lugares que ela não pôde ocupar.

Às vezes, a filha estuda o que a mãe não estudou, viaja para onde a mãe nunca foi, tem mais liberdade e se permite fazer escolhas diferentes. E, sem que isso seja consciente, pode surgir uma tensão.

Não porque a mãe não ame, necessariamente, mas porque a autonomia da filha toca em renúncias, frustrações e desejos que ficaram pelo caminho.

Quando essa dor não é reconhecida, ela pode aparecer como crítica constante, desvalorização, competição sutil ou culpa induzida. A filha começa a sentir que crescer machuca alguém, que brilhar é perigoso e, ser feliz, pode ser uma forma de ferir.

E então ela diminui a si mesma para manter o vínculo.

Falar sobre inveja materna não é sobre acusação. É sobre reconhecer que mães também são mulheres, com histórias, limites e faltas, mas que, ainda assim, têm a responsabilidade de não transformar suas frustrações em freios para a autonomia das filhas.

O incômodo pode existir, o que não pode é ser colocado nas costas de quem só está tentando crescer.

Se você se identificou com isso, talvez seja importante buscar ajuda para elaborar essa dor. Você não precisa continuar crescendo pela metade para preservar o outro🤍

O ChatGPT pode trazer respostas rápidas, a hipnose, por exemplo, pode te levar a acessar conteúdos profundos. Mas nem to...
17/02/2026

O ChatGPT pode trazer respostas rápidas, a hipnose, por exemplo, pode te levar a acessar conteúdos profundos. Mas nem toda resposta é sustentável, nem todo o acesso é preparo.

Saber algo sobre si não significa estar pronto para atravessar o que isso desperta.

Há descobertas que abrem portas internas importantes demais para serem atravessadas sozinho. Porque entender é uma coisa, mas sustentar o que foi entendido é outra coisa.

Nem tudo o que se revela cura. Às vezes, expõe. E e fazer uma travessia, exige mais do que informação.
Exige chão, tempo e, muitas vezes, alguém que caminhe com você.

E isso não é sobre colocar o psicólogo no lugar de salvador ou de alguém que sabe tudo. Não se trata de onipotência. Trata-se de preparo. De alguém que está ali para ajudar a organizar o que emerge, para que você não se fragmente diante do que descobre.

Até o não saber tem uma função. Algumas defesas existem porque, em algum momento, foram a única forma possível de sobreviver.

Não se arranca uma proteção sem antes preparar o chão onde a pessoa vai pisar.

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