07/07/2026
A febre das figurinhas tomou conta das escolas, dos quintais e das praças aqui em Três Lagoas. Ver as crianças reunidas, com os bloquinhos nas mãos, conversando e negociando é uma cena que marca a nossa rotina. Mas, para uma criança atípica, esse momento guarda um valor que vai muito além de completar as páginas de um livro.
A troca de figurinhas funciona como um espaço prático e espontâneo para o desenvolvimento de habilidades sociais. Ela acontece ali, no chão da vida real, movida por um interesse genuíno que aproxima os pequenos.
Olha quanta coisa importante e complexa é exercitada nesse convívio:
Comunicação espontânea: Para entender o que o outro tem, a criança precisa se aproximar, fazer perguntas simples e aprender a escutar a resposta.
Atenção compartilhada: O foco conjunto nas páginas, o ato de apontar para o papel e a alegria mútua ao encontrar um jogador raro constroem pontes de conexão real entre eles.
Flexibilidade e limites: Lidar com a expectativa de abrir o pacotinho, aceitar que vieram repetidas ou compreender que o colega não quer trocar determinada figurinha é um treino riquíssimo de regulação emocional.
Aqui na Acolher, o nosso coração bate mais forte quando o desenvolvimento acontece assim: de forma leve, respeitando a infância e transformando as vivências do dia a dia em grandes conquistas. Afinal, o progresso mais bonito é aquele que a criança leva para a vida, nas interações mais simples fora da clínica.
Aproveite esse clima natural do momento para incentivar esses pequenos encontros e conversas, no ritmo e no tempo do seu filho.
Como tem sido esse movimento por aí? Seu pequeno tem demonstrado curiosidade pelas trocas? Compartilha com a gente aqui nos comentários! ⚽💙