gustavopsicologoo

gustavopsicologoo Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de gustavopsicologoo, Psicólogo/a, Três Lagoas.

Existe algo curioso em certas formas de amor. Elas oferecem ao sujeito um lugar privilegiado. Fazem com que ele se sinta...
13/06/2026

Existe algo curioso em certas formas de amor. Elas oferecem ao sujeito um lugar privilegiado. Fazem com que ele se sinta único, diferente, destinado a algo maior. À primeira vista, parece um presente. E talvez seja. O problema é que alguns presentes vêm acompanhados de uma dívida.

Desde muito cedo, algumas pessoas aprendem que não basta existir. É preciso corresponder a uma imagem. Ser inteligente. Ser admirável. Ser diferente dos demais. Como se houvesse uma promessa silenciosa depositada sobre elas.

E não é difícil entender por que isso seduz. Quem não gostaria de ocupar um lugar especial?

Mas a vida possui um certo talento para desorganizar idealizações. O amor falha,o trabalho decepciona, os relacionamentos produzem frustrações, o corpo muda, o reconhecimento nunca parece suficiente. E o sujeito se vê diante de uma tarefa impossível: sustentar para sempre uma imagem que nunca foi inteiramente sua.

Lacan nos lembra que nos constituímos a partir do desejo do Outro. Talvez por isso uma das experiências mais difíceis da vida seja perceber que aquilo que desejamos nem sempre coincide com aquilo que esperavam de nós.

Há quem passe anos tentando confirmar uma promessa que nunca fez. Há quem transforme cada conquista numa tentativa de provar o próprio valor. Há quem viva perseguindo uma versão idealizada de si mesmo, sem perceber que a linha de chegada muda toda vez que parece próxima.

Porque o problema da idealização não é apenas a expectativa. É que ela frequentemente torna impossível qualquer satisfação. Nada parece suficiente. Nenhum amor. Nenhum trabalho. Nenhum reconhecimento.

Talvez uma parte importante da análise esteja justamente aí: na possibilidade de deixar cair certas imagens sem sentir que algo essencial foi perdido. Porque, às vezes, o sofrimento não nasce da falta de amor. Nasce do peso de ter que continuar sendo aquilo que um dia disseram que você era.

Se um desejo for, faça análise/terapia. 🌷

Gustavo Sakata
Psicólogo | Psicanalista
CRP:14/06882-7

➡️ Des(conheço)Passei o dia comigo.Nem por isso nos entendemos.Eu dizia uma coisa.Eu queria outra.A-mo.Des-amo.Me afirmo...
02/06/2026

➡️ Des(conheço)

Passei o dia comigo.
Nem por isso nos entendemos.

Eu dizia uma coisa.
Eu queria outra.

A-mo.
Des-amo.

Me afirmo.
Desminto.

No fim da noite,
sentei ao meu lado.
Ainda éramos dois.

( eu na análise pessoal)

➡️  Existe uma forma de luto sobre a qual se fala pouco. Não aquela que chega acompanhada de uma despedida. Nem a que pe...
02/06/2026

➡️ Existe uma forma de luto sobre a qual se fala pouco. Não aquela que chega acompanhada de uma despedida. Nem a que permite apontar um momento exato e dizer: foi aqui que terminou. Mas o luto das amizades que, aos poucos, deixam de ocupar o lugar que um dia ocuparam.

Talvez o mais estranho seja justamente isso: na maioria das vezes, ninguém vai embora. As mensagens passam a demorar mais, os encontros f**am para depois e as conversas importantes tornam-se cada vez mais raras. Até que um dia percebemos que já não sabemos quase nada sobre alguém que, durante anos, soube quase tudo sobre nós.

E não houve uma briga. Não houve uma traição. A vida simplesmente aconteceu. O trabalho, o cansaço, as mudanças, os filhos, a rotina. E aquilo que antes parecia garantido passou a depender de algo cada vez mais raro: tempo.

Quando somos mais jovens, muitas amizades se sustentam pela convivência. Bastava compartilhar os mesmos espaços, os mesmos dias, os mesmos trajetos. Mas a vida adulta modif**a silenciosamente essa lógica. O que antes parecia natural passa a exigir disponibilidade, presença e uma coincidência de agendas que nem sempre acontece.

E talvez seja por isso que tantas amizades não terminem por falta de afeto. Às vezes, elas apenas deixam de encontrar um lugar possível dentro da vida que cada um precisou construir.

Freud já nos mostrava que o luto não está ligado apenas à perda de pessoas. Também fazemos luto de épocas, projetos, identif**ações e versões de nós mesmos. Talvez certas amizades continuem produzindo saudade justamente por isso. Porque junto delas não perdemos apenas alguém. Perdemos também uma versão de quem éramos.

A ausência de alguém na rotina não apaga necessariamente a marca que esse encontro deixou. Algumas pessoas deixam de participar do cotidiano, mas continuam inscritas na nossa história.Talvez amadurecer tenha relação com reconhecer isso: nem todo vínculo importante foi feito para durar para sempre. Alguns encontros não permanecem na rotina, mas continuam produzindo efeitos.

Porque certas pessoas deixam de fazer parte dos nossos dias sem deixarem de fazer parte da nossa vida. Algo daquele encontro continua vivo dentro de você.

Nem todo silêncio produz paz. Alguns apenas organizam melhor o sofrimento.Há dores que passam anos tentando encontrar um...
22/05/2026

Nem todo silêncio produz paz. Alguns apenas organizam melhor o sofrimento.

Há dores que passam anos tentando encontrar um lugar. E quando não encontram palavras, frequentemente retornam de outra maneira: no corpo, nas escolhas, nos vínculos, nas repetições que o sujeito jura não entender — mas insiste em viver.

Freud já percebia que aquilo que não pode ser elaborado retorna. Retorna no sintoma,
retorna nos modos de sofrer, retorna, muitas vezes, exatamente onde o sujeito acreditava ter controle.

Talvez uma análise/terapia comece justamente aí: não oferecendo respostas prontas, mas sustentando um espaço em que alguém possa falar para além da própria defesa.

Porque nem sempre sabemos exatamente por que fazemos o que fazemos. Lacan insistia nisso ao longo de seu ensino: o sujeito não é completamente transparente para si mesmo, há desejos que aparecem disfarçados, há padrões que se repetem em silêncio. E há dores que, sem perceber, o sujeito transforma em modo de existir.

Por isso a análise não funciona como um manual de felicidade ou um treinamento emocional para se tornar “a melhor versão de si”. Ela oferece outra coisa.

A possibilidade de construir uma relação menos alienada com aquilo que se vive. De suportar melhor o vazio sem precisar preenchê-lo o tempo inteiro.
De reconhecer certas repetições antes que elas conduzam novamente ao mesmo lugar.

E talvez, pouco a pouco, encontrar uma maneira diferente de se posicionar diante da própria história, do desejo e da falta. Porque há sofrimentos que não desaparecem apenas tentando esquecê-los.

Alguns precisam, antes, encontrar um lugar na palavra. Talvez seja justamente aí que uma análise comece.

Se um desejo for, faça análise/terapia. 🌹

Gustavo Henrique Dias Sakata
Psicólogo | Psicanalista Lacaniano
CRP: 14/06882-7
Contato: 67 99175-7278

Vivemos uma época em que quase tudo precisa ser rápido: relações, diagnósticos, respostas para a angústia.Lacan, no Semi...
20/05/2026

Vivemos uma época em que quase tudo precisa ser rápido: relações, diagnósticos, respostas para a angústia.

Lacan, no Seminário 17, já apontava algo dessa lógica ao formalizar o discurso capitalista: um funcionamento que empurra o sujeito para o consumo incessante de soluções — como se toda falta precisasse ser rapidamente tamponada.

Mas a clínica analítica não opera nessa direção. Uma análise não existe para produzir sujeitos perfeitamente adaptados ou emocionalmente performáticos. Talvez seja justamente isso que torne a psicanálise tão incômoda ainda hoje.

Freud já mostrava que existe algo no sujeito que escapa à própria consciência. Há sintomas, repetições e modos de sofrer que não se resolvem apenas com entendimento racional ou conselhos bem-intencionados.

Por isso a função de um analista não é ocupar o lugar daquele que sabe tudo sobre a vida do outro. Existe uma ética aí. E sustentá-la talvez seja uma das coisas mais difíceis numa época em que até o sofrimento virou conteúdo de consumo rápido.

A escuta analítica exige tempo. Exige elaboração.
Exige suportar não saber imediatamente. Porque nem toda interpretação é clínica. Às vezes é apenas opinião revestida de linguagem sofisticada.

Talvez por isso a formação de um analista não possa se sustentar apenas em leituras fragmentadas ou identif**ação estética com autores.

Existe um tripé que atravessa a prática clínica: análise pessoal, supervisão e estudo contínuo. E não por formalidade. Mas porque ninguém conduz um sujeito até lugares que nunca teve coragem de visitar em si mesmo.

Sem análise pessoal, o risco é escutar o paciente apenas a partir das próprias feridas não elaboradas.
E isso aparece: na necessidade excessiva de aconselhar, na pressa em interpretar, na dificuldade de sustentar silêncio.

Talvez seja por isso que uma análise séria incomode tanto. Porque ela não oferece aquilo que o discurso contemporâneo promete o tempo inteiro: completude, rapidez e respostas definitivas.

Ela oferece outra coisa: a possibilidade de sustentar uma vida menos distante do próprio desejo.

Gustavo Henrique Dias Sakata
Psicólogo | Psicanalista Lacaniano
CRP: 14/06882-7
Contato: 67 99175-7278

Há incômodos que parecem desproporcionais. Certas pessoas nos atravessam de um modo difícil de explicar: irritam rápido ...
18/05/2026

Há incômodos que parecem desproporcionais. Certas pessoas nos atravessam de um modo difícil de explicar: irritam rápido demais, despertam rejeições intensas, como se encarnassem algo verdadeiramente intolerável. Mas talvez nem sempre seja o diferente que incomoda tanto.

Freud, ao escrever sobre o estranho, já indicava que aquilo que mais inquieta o sujeito não é necessariamente o desconhecido. Às vezes, o que angustia é justamente aquilo que retorna com uma familiaridade perturbadora — algo que reconhecemos sem querer reconhecer.

Talvez por isso determinadas características no outro produzam reações tão passionais. A arrogância. A dependência. A vaidade. A necessidade constante de reconhecimento.

Em muitos casos, o excesso da intolerância diz menos sobre o outro em si e mais sobre aquilo que o sujeito tenta manter afastado de si mesmo. Porque nem todo ódio nasce da diferença. Alguns nascem do reconhecimento.

Lacan nos lembra, ao longo de seu ensino, que a relação com o semelhante nunca é totalmente pacíf**a. O eu também se constitui numa dinâmica de identif**ação e rivalidade. O outro, nesse sentido, frequentemente funciona como um espelho — e nem sempre suportamos o que esse espelho devolve.

Há algo profundamente narcísico em certas rejeições.Como se aquilo que condenamos no outro
ameaçasse uma imagem cuidadosamente construída sobre nós mesmos.

E talvez seja por isso que algumas pessoas provoquem reações tão intensas sem terem feito quase nada. Porque, em determinados encontros, não é apenas o outro que aparece. Algo de nós também se revela ali.

O problema é que reconhecer isso não costuma ser confortável.
Exige abrir mão da fantasia de que estamos sempre do lado oposto daquilo que criticamos.

Mas o sujeito humano não é tão transparente para si quanto imagina. Freud já desmontava essa ilusão quando apontava que o eu não é senhor nem da própria casa. Talvez seja justamente por isso que certas pessoas incomodem tanto.

Porque elas revelam algo que o sujeito passou a vida tentando expulsar de si.




Gustavo Henrique Dias Sakata
Psicólogo | Psicanalista Lacaniano
CRP: 14/06882-7
Contato: 67 99175-7278

A procrastinação raramente é só preguiça.Às vezes, é defesa. Enquanto o sujeito adia,a fantasia permanece intacta. O liv...
13/05/2026

A procrastinação raramente é só preguiça.

Às vezes, é defesa. Enquanto o sujeito adia,
a fantasia permanece intacta. O livro ainda pode ser brilhante. O amor ainda pode ser perfeito. A versão de si ainda pode ser extraordinária.

Terminar é mais difícil.

Porque terminar faz cair a ilusão. E nem todo sujeito
suporta facilmente o encontro com o limite, com a falta, com o próprio real.

Há quem passe anos dizendo: “Se eu quisesse mesmo, eu conseguiria.”

Mas essa frase, muitas vezes, não revela potência. Revela proteção. Porque o fracasso imaginado
dói menos do que a experiência concreta de não ser tudo aquilo que fantasiava ser.

Freud já dizia que o sujeito resiste justamente àquilo que mais deseja. E Lacan, no Seminário 10,
aproxima a angústia desse momento em que a fantasia vacila.

Por isso tanta gente hoje vive exausta sem conseguir começar, ou começa sem conseguir concluir. Não é apenas falta de foco. É o medo silencioso de perder uma imagem idealizada de si mesmo.

Porque o projeto inacabado continua perfeito na imaginação. O terminado, não. O terminado revela limite. Revela falha. Revela humanidade.

Mas existe algo pior do que falhar:

viver inteiro apenas no campo da possibilidade. Adiar protege a fantasia. Só que também adia a vida.

Se um desejo for, faça análise/terapia. 🌷

Gustavo Henrique Dias Sakata
Psicólogo | Psicanalista Lacaniano
CRP: 14/06882-7
COBTATO: 67 99175-7278

Hoje é o chamado Dia do Psicanalista. 06/05Datas assim costumam organizar a prática em algo celebrável, quase estável. M...
06/05/2026

Hoje é o chamado Dia do Psicanalista. 06/05

Datas assim costumam organizar a prática em algo celebrável, quase estável. Mas a psicanálise nunca prometeu conforto — nem para quem fala, nem para quem escuta.

Porque ser psicanalista não é ocupar um lugar de saber sobre o outro. É sustentar, muitas vezes, justamente onde o saber falha.

Freud já apontava: o sujeito não diz simplesmente o que sabe de si. Ele repete. Insiste. Desvia.
E é nessa repetição que algo retorna — mesmo quando produz sofrimento.

Lacan vai mais longe: o inconsciente não se oferece inteiro. Ele aparece no tropeço, no corte, no que escapa — e, ainda assim, insiste.

Talvez, então, ser psicanalista tenha menos a ver com interpretar e mais com não ceder à pressa de compreender. Sustentar o silêncio. Não tamponar a angústia com sentido pronto. Não responder onde seria mais fácil calar o que insiste.

Porque, no fim, não se trata de dizer ao sujeito quem ele é. Mas de sustentar o bastante para que ele se depare com aquilo que o determina —
mesmo quando não quer saber.

ahhhhh, a Psicanálise ❤️😍

Gustavo Henrique Dias Sakata
Psicólogo | Psicanalista Lacaniano
CRP: 14/06882-7
CONTATO: 67 99175-7278

➡️  O amor, na neurose, nem sempre é o que sustenta uma relação.Há laços que se mantêm também pelo que não pôde ser dito...
01/05/2026

➡️ O amor, na neurose, nem sempre é o que sustenta uma relação.

Há laços que se mantêm também pelo que não pôde ser dito, elaborado ou encerrado. Algo insiste — e é isso que retorna.

Em Sigmund Freud, vemos que amor e ódio não se excluem (Instintos e seus destinos). Muitas vezes, ocupam o mesmo lugar, sustentando o mesmo vínculo.

E, com Jacques Lacan, aprendemos que o sujeito não se liga ao outro apenas pelo que ama — mas também pelo que ali se repete, mesmo quando faz sofrer.

Por isso, nem todo retorno é escolha.
Às vezes, é a repetição encontrando um caminho para continuar. E é aí que o sujeito se engana: acredita que voltou porque ama, quando, na verdade, ainda não conseguiu se separar do que o prende.

Porque, em certos casos, separar-se não exige menos amor — exige sustentar o vazio que f**a quando o outro deixa de ocupar esse lugar.

Vamos trabalhar essa questão? Se um desejo for, faça análise/terapia. 🌹

➡️ Gustavo Henrique Dias Sakata
➡️ Psicólogo | Psicanalista Lacaniano
➡️ CRP: 14/06882-7
➡️ Contato: 67 99175-7278

Toda criança inventa um jeito de ser amada.O obediente, o forte, o que não dá trabalho, o que faz rir, o que suporta tud...
23/04/2026

Toda criança inventa um jeito de ser amada.

O obediente, o forte, o que não dá trabalho, o que faz rir, o que suporta tudo. Cada um encontra um lugar possível para garantir algum amor.
O que começa como estratégia pode, com o tempo, virar destino.

Em Sigmund Freud, vemos que aquilo que não encontra elaboração retorna — repetindo-se nas escolhas e nos vínculos (Recordar, Repetir e Elaborar).

E, com Jacques Lacan, aprendemos que o sujeito se constitui a partir do desejo do Outro, geralmente os pais. Por isso, muitas vezes seguimos vivendo como se só houvesse um papel possível para continuar sendo amados (O Seminário, Livro 5: As Formações do Inconsciente).

Talvez crescer seja justamente isso: descobrir que o personagem que garantiu amor um dia já não precisa continuar sendo repetido.

Se um desejo for,faça análise/terapia. 🌹

Gustavo Henrique Dias Sakata
Psicólogo | Psicanalista Lacaniano
CRP:14/06882-7
CONTATO:67 99175-7278

Endereço

Três Lagoas, MS

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 20:00
Terça-feira 08:00 - 20:00
Quarta-feira 08:00 - 20:00
Quinta-feira 08:00 - 20:00
Sexta-feira 08:00 - 20:00

Telefone

+5567991757278

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando gustavopsicologoo posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria