Dra. Renata Congro Leal

Dra. Renata Congro Leal Dra. Renata Congro trabalha com infectologia, medicina hiperbárica e atendimento médico domiciliar, sempre prezando a saúde de seus pacientes.

09/06/2026

Durante muito tempo eu acreditei que o problema era comigo.

Eu vivia cansada.
Precisava dormir mais.
Tinha dificuldade para manter a energia ao longo do dia.

E como muitas mulheres, comecei a me culpar.

Até que descobri algo importante: eu não dormia muito. Eu dormia mal.

Foi quando entendi uma coisa que mudou minha forma de enxergar a saúde:

Existe uma diferença enorme entre falta de vontade e falta de energia.

Muitas mulheres chegam ao consultório acreditando que perderam a disciplina, a motivação ou a força de vontade.

Mas, quando investigamos, encontramos alterações hormonais, sono de baixa qualidade, resistência à insulina, inflamação crônica, deficiência de nutrientes e outros fatores que roubam energia do corpo silenciosamente.

O problema é que aprendemos a normalizar o cansaço.

E não é normal.

Não é normal acordar cansada todos os dias.
Não é normal depender de café para funcionar.
Não é normal passar a vida inteira exausta.

Seu corpo fala.

O cansaço não é um defeito de caráter.

Muitas vezes, ele é um pedido de ajuda.

Me conta uma coisa: você acorda descansada ou apenas levanta da cama?

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25/05/2026

A morte do fisiculturista brasileiro Gabriel Ganley, aos 22 anos, reacende uma discussão extremamente importante: até onde a busca pelo corpo “perfeito” está custando a própria saúde?

Talvez um dos maiores erros da nossa geração seja confundir estética com saúde real.

Porque o corpo pode parecer forte por fora…
enquanto o organismo adoece em silêncio por dentro.

Existe uma diferença enorme entre terapia de reposição hormonal bem indicada, feita com critérios médicos, acompanhamento e metas fisiológicas…
e a busca por níveis suprafisiológicos na tentativa de acelerar performance e resultado estético.

E o problema é que o corpo cobra a conta.

Hipertensão.
Dislipidemia.
Hipertrofia cardíaca.
Arritmias.
Infertilidade.
Lesão hepática.
Alterações psiquiátricas.
Aumento da viscosidade sanguínea.
E em alguns casos, até morte súbita.

Mas nas redes sociais…
o que aparece é apenas o shape.

Treinar é saúde.
Ganhar massa muscular pode ser saúde.
Cuidar do corpo é importante.

Mas transformar o organismo em um experimento constante talvez seja um preço alto demais para sustentar uma imagem.

Saúde de verdade vai muito além do espelho.

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21/05/2026

Você sabe aquela “gordurinha no fígado” que muita gente lê no ultrassom e nunca dá muita importância?

“Ah… é só uma esteatose.”
“Depois eu vejo isso.”
“Todo mundo tem.”

Talvez esteja aqui um dos maiores erros silenciosos da medicina metabólica moderna.

A gordura no fígado pode evoluir lentamente para inflamação, fibrose e até cirrose. E o mais preocupante é que, na maioria das vezes, o fígado adoece em silêncio. Sem dor. Sem sintomas importantes no começo. Sem sinais claros de alerta.

Hoje uma das maiores causas de cirrose no mundo já não é o álcool. É a doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica, ligada à resistência insulínica, obesidade visceral, diabetes e inflamação metabólica.

Por isso, se o seu exame já mostrou:
“esteatose hepática”
“fígado gorduroso”
“infiltração gordurosa hepática”

não ignore.

Porque gordura no fígado não é apenas um detalhe do ultrassom. Muitas vezes é o primeiro aviso de que o metabolismo já não está funcionando como deveria.

Investigar cedo não é exagero. É prevenção inteligente.

Porque não é normal o fígado adoecer em silêncio enquanto o resto do corpo tenta fingir que está tudo bem.

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20/05/2026

“Leite inflama.”
“Adulto não deveria consumir leite.”
“Leite aumenta muco.”
“Leite faz mal para o intestino.”

Talvez você já tenha ouvido alguma dessas frases nas redes sociais. Mas será que a ciência realmente confirma tudo isso?

Recentemente, a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) publicaram um consenso revisando as evidências científicas atuais sobre o consumo de leite de vaca.

E os dados mostram algo muito diferente do terrorismo nutricional que circula na internet.

Até o momento, não existem evidências robustas demonstrando que o leite seja um alimento inflamatório para pessoas saudáveis. Pelo contrário. Diversos estudos mostram melhora de biomarcadores inflamatórios em indivíduos que consomem laticínios regularmente.

Além disso, o leite continua sendo uma das principais fontes de cálcio biodisponível da alimentação humana e fornece proteínas de alto valor biológico importantes para manutenção muscular, saúde óssea e envelhecimento saudável.

Outro ponto importante: intolerância à lactose NÃO é a mesma coisa que alergia à proteína do leite.

Existem pessoas que realmente precisam restringir leite? Sim.
Mas transformar um alimento altamente estudado em um “veneno inflamatório” para toda população simplesmente não encontra respaldo científico robusto até o momento.

Talvez o problema não seja o leite.
Talvez o problema seja a quantidade de desinformação que estamos consumindo diariamente.

Referência bibliográfica:
Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) sobre o consumo de leite de vaca pelo ser humano. Setembro, 2023.






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DraRenataCongro

18/05/2026

Você já percebeu como quase ninguém chama um paciente hipertenso de “fraco” porque ele precisa de remédio contínuo? Mas quando o assunto é obesidade, ainda existe gente que acha que tudo se resume à preguiça, descontrole e falta de força de vontade. E talvez esse seja um dos maiores erros da medicina moderna.

Porque os dados mostram uma coisa muito clara: a maioria dos pacientes volta a ganhar peso após interromper tratamentos para obesidade. E isso também acontece depois da cirurgia bariátrica. Então deixa eu te perguntar uma coisa: você realmente acredita que milhões de pessoas fracassam porque todas são “desleixadas”? Ou será que finalmente está na hora de entender que o corpo humano possui mecanismos biológicos de defesa do peso?

O cérebro registra o maior peso atingido na vida como um nível de segurança metabólica. Quando o paciente emagrece, o organismo reage tentando sobreviver: reduz gasto energético, aumenta fome, poupa energia e tenta recuperar o peso perdido.

Isso não é falta de vergonha na cara. Isso é fisiologia.

E talvez seja exatamente por isso que obesidade foi reconhecida como uma doença crônica. Porque não se trata apenas de “comer menos”. Existe genética, ambiente, hormônios, inflamação, comportamento alimentar, sono, saúde emocional e adaptações metabólicas extremamente complexas.

Seu corpo não quer emagrecer. E isso não é preguiça.

Por isso, em muitos casos, o tratamento precisa ser contínuo, individualizado e baseado em ciência. Da mesma forma que acontece com hipertensão, diabetes ou colesterol alto.

A medicina evoluiu. Mas parte da sociedade ainda insiste em tratar obesidade como defeito moral. Talvez esteja na hora de trocar julgamento por entendimento. Porque culpa não trata doença. Ciência, estratégia e acompanhamento correto sim.

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14/05/2026

Você provavelmente começou a ouvir muito mais sobre meningite nos últimos dias. E junto com isso vieram o medo, a correria atrás de vacina e muitas dúvidas. Mas talvez a primeira coisa importante nesse momento seja entender uma coisa: medo espalha rápido. Informação correta protege muito mais.

Meningite não é uma doença única. Existem meningites virais, bacterianas, fúngicas… e, dentro da meningocócica, ainda existem diferentes sorogrupos, como B, C, W e Y. E isso muda completamente discussão de risco, vacina e estratégia de prevenção.

Segundo dados recentes da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, até a Semana Epidemiológica 17 de 2026 o estado registrou 34 casos confirmados e 8 óbitos por meningite, envolvendo diferentes agentes etiológicos. A própria SES esclarece que os casos atuais são considerados isolados, sem caracterização oficial de surto. ([Sesau MS][1])

Vacina é uma ferramenta séria de prevenção. Mas precisa ser indicada com entendimento de faixa etária, risco individual, calendário vacinal e contexto epidemiológico. Informação correta continua sendo uma das formas mais importantes de proteção coletiva.

E talvez exista um último ponto importante nessa história toda: existe uma diferença enorme entre conscientizar… e provocar pânico coletivo.

Porque medo gera clique. Gera compartilhamento. Gera engajamento rápido. Mas medicina séria não pode ser guiada por algoritmo ou disputa por atenção.

📄 Boletim/nota oficial da SES-MS:
[Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul – Vigilância sobre meningite](https://www.saude.ms.gov.br/sem-surto-mas-em-alerta-ses-reforca-vigilancia-diante-de-casos-de-meningite-no-estado/?utm_source=chatgpt.com)

[1]: https://www.saude.ms.gov.br/sem-surto-mas-em-alerta-ses-reforca-vigilancia-diante-de-casos-de-meningite-no-estado/?utm_source=chatgpt.com “Sem surto, mas em alerta: SES reforça vigilância diante de ...”

13/05/2026

🚨 O jejum NÃO emagrece do jeito que te contaram.

E talvez essa seja a verdade que ninguém explicou direito: o problema não é só “comer muito”. É viver metabolicamente desorganizado.

Seu corpo muda ao longo do dia. À noite, por exemplo, existe maior resistência à insulina, pior processamento da glicose e mais tendência ao armazenamento de gordura. Sim… o horário importa.

O que muita gente chama de “jejum” talvez funcione mais por organizar comportamento do que por alguma mágica metabólica.

Menos belisco.
Menos impulsividade.
Menos excesso noturno.
Mais estrutura.

O problema começa quando transformam isso em radicalismo:
❌ janelas absurdas
❌ pouca proteína
❌ sem treino de força
❌ rotina impossível de sustentar

Resultado?
A balança até desce.
Mas junto vai embora músculo, energia, força e metabolismo.

E metabolismo saudável não é apenas emagrecer.
É manter função metabólica, massa magra, disposição e saúde a longo prazo.

Talvez o seu corpo não esteja pedindo mais restrição.
Talvez esteja pedindo organização.

E se você já tentou de tudo e nada funciona, talvez esteja na hora de parar de “testar moda” e começar a investigar o que realmente está acontecendo com o seu corpo.

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08/05/2026

Uma criança de apenas 11 anos foi parar no hospital após receber aplicações de medicação para emagrecimento feitas pelo tio e pela avó, sem autorização da mãe. Ela perdeu 5 kg em apenas uma semana. Teve desmaios, fraqueza e desidratação.

E talvez esteja na hora de a gente parar e entender a gravidade do que está acontecendo.

Quando uma medicação começa a sair do consultório e vira assunto banal em rede social, roda de conversa e até “prêmio” em casamento… alguma coisa deu muito errado.

Estamos falando de uma criança.
Um corpo em desenvolvimento.
Um cérebro em formação. Hormônios, metabolismo e relação emocional com a comida ainda estão sendo construídos.

E talvez o mais assustador seja perceber que tudo isso aconteceu na tentativa de “ajudar”.

A obesidade infantil é séria e precisa, sim, ser tratada. Mas tratamento não é desespero. Não é automedicação. Não é solução estética rápida.

Sim, algumas dessas medicações podem ser utilizadas a partir dos 12 anos, em situações específicas e com acompanhamento médico rigoroso. Existe investigação hormonal, orientação nutricional, atividade física, mudança de comportamento e responsabilidade.

O problema começa quando a banalização substitui o conhecimento.

Porque quando uma sociedade prefere uma injeção antes de construir saúde, inocentes acabam pagando a conta.



MedicinaComResponsabilidade
NaoENormal
SaudeComConsciencia
Nutrologia
MedicinaDePrecisao
InvestigacaoClinica
SaudeMetabolica
InfanciaImporta
AutomedicacaoNao
SaudeIntegral
Prevencao
ConscienciaColetiva
VidaSaudavel
CuidadoDeVerdade
MedicinaBaseadaEmEvidencias
RenataCongro

08/05/2026

Quando uma medicação passa a ocupar o lugar simbólico de um buquê de flores… talvez seja hora de refletirmos sobre o que estamos normalizando.

A tirzepatida é uma ferramenta terapêutica importante, séria e que mudou a vida de muitos pacientes quando bem indicada e acompanhada. O problema nunca foi a medicação. O problema é a banalização.

Transformar tratamento em entretenimento pode parecer apenas “engraçado” ou “criativo”, mas revela muito sobre a forma como a sociedade passou a enxergar o emagrecimento: menos como saúde e mais como símbolo social, tendência e performance estética.

Nem tudo que viraliza deveria ser normalizado.

Saúde não deveria ser espetáculo.
Deveria ser consciência.

Nutrologia MedicinaDePrecisao EmagrecimentoComResponsabilidade Metabolismo SaudeIntegrativa

Endereço

Rua Duque De Caxias, 296/Jardim Primaveril
Três Lagoas, MS
79620150

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