29/06/2026
Dia 24 foi o aniversário da minha primogênita. E, toda vez que essa data chega, eu lembro da mulher que eu era antes dela... e da mulher que nasceu junto comigo.
Antes de ser mãe, eu acreditava que tinha controle sobre a minha vida. Eu fazia planos, criava expectativas e tinha certeza de como as coisas deveriam acontecer.
Então ela chegou.
E, com ela, veio a maior lição que eu já recebi: o controle era uma ilusão.
Eu queria ser a mãe perfeita.
Queria acertar sempre.
Queria que tudo acontecesse exatamente como eu imaginava.
Mas a maternidade tem um jeito muito bonito — e muito duro — de desmontar todas as nossas certezas.
Vieram as noites sem dormir.
O cansaço que parece não ter fim.
A exaustão que quase toda mãe conhece.
Vieram também os medos.
O medo de não ser suficiente.
O medo de não dar conta.
A culpa por achar que eu deveria estar fazendo mais, sendo mais, conseguindo mais.
E hoje, olhando para trás, percebo que passei tempo demais tentando alcançar uma perfeição que simplesmente não existe.
O que transforma uma criança não é uma mãe perfeita.
É uma mãe presente.
Uma mãe que ama.
Que erra.
Que pede desculpas.
Que aprende.
Que recomeça.
Treze anos depois, posso dizer que foi ela quem mais me ensinou.
Ela me ensinou sobre amor incondicional.
Sobre coragem.
Sobre vulnerabilidade.
E, principalmente, sobre encontrar o nosso próprio jeito de sermos mãe e filha.
Sim, eu falho.
Como toda mãe, sei que alguns traumas existirão, porque isso também faz parte de ser humano.
Mas hoje meu compromisso já não é ser perfeita.
É ser consciente.
É reparar quando for preciso.
É acolher quando eu puder.
É fazer com que as marcas inevitáveis da vida sejam menores do que o amor que ela sempre recebeu.
Feliz 13 anos, minha filha.
Obrigada por me ensinar, todos os dias, que a maternidade não é sobre controlar.
É sobre amar.
E esse amor... transforma nós duas, todos os dias. ❤️