Psicóloga Simone Carvalho

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Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo:“Eu perdi a libido.”Mas, na maioria das vezes, a libido não desapareceu.O ...
06/06/2026

Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo:

“Eu perdi a libido.”

Mas, na maioria das vezes, a libido não desapareceu.

O que foi perdido ao longo do caminho foi a conexão consigo mesma.

Entre as demandas do trabalho, os cuidados com a casa, os relacionamentos, as cobranças, as preocupações e o cansaço constante, muitas mulheres aprenderam a atender a tudo e a todos, menos a si mesmas.

O desejo não costuma florescer em um terreno de exaustão.

Ele precisa de presença.
Precisa de espaço.
Precisa de encontro.

Por isso, antes de perguntar “o que aconteceu com a minha libido?”, talvez seja importante perguntar:

✨ Quando foi a última vez que eu me escutei?
✨ Quando foi a última vez que me senti viva no meu próprio corpo?
✨ Quando foi a última vez que me escolhi?

A libido não é apenas sobre s**o.

Ela também fala sobre vitalidade, prazer, desejo de viver, sentir e existir por inteiro.

E talvez o caminho de volta comece justamente aí: no reencontro com você mesma.

🤍 O que mais tem afastado você de si mesma?
___
Simone Carvalho
Psicóloga e Sexóloga
CRP 12/15879

Desejo responsivo é uma forma de desejo sexu@l que não surge “do nada”, espontaneamente, mas que aparece em resposta a e...
22/05/2026

Desejo responsivo é uma forma de desejo sexu@l que não surge “do nada”, espontaneamente, mas que aparece em resposta a estímulos emocionais, afetivos, físicos e relacionais.

Ou seja, a pessoa não começa necessariamente com vontade de fazer sex0, mas pode desenvolver o desejo durante a conexão, carinho, toque, intimidade, segurança emocional ou contexto favorável.

Nem toda mulher sente desejo “do nada”.
E isso NÃO signif**a que exista um problema.

Muitas mulheres acreditam que têm baixa libido porque esperam sentir vontade espontaneamente o tempo todo.
Mas o desejo feminino muitas vezes funciona de outra forma.

Ele pode surgir:

- durante o toque,
- na conexão emocional,
- no clima de intimidade,
- na sensação de segurança,
- no sentir-se desejada e acolhida,
- com estímulos sensoriais…

Isso se chama ‘desejo responsivo’.

Talvez sua libido não tenha desaparecido.
Talvez ela apenas funcione diferente do que te ensinaram.

E entender isso pode aliviar anos de culpa.

💬 Você já tinha ouvido falar sobre isso?

Simone Carvalho das Neves
Psicóloga e sexóloga
CRP 12/15879

Você não está “fria”.Talvez você só esteja cansada.Existe uma diferença enorme entre não sentir desejo e viver emocional...
20/05/2026

Você não está “fria”.
Talvez você só esteja cansada.

Existe uma diferença enorme entre não sentir desejo e viver emocionalmente sobrecarregada.

Muitas mulheres passam o dia:

- resolvendo problemas,
- sustentando emocionalmente a família,
- trabalhando,
- administrando tudo,
- tentando dar conta de todos.

E no fim do dia ainda se cobram por “não conseguir ter vontade”.

O corpo feminino precisa de presença, segurança, descanso e conexão para acessar prazer.
A mente exausta dificilmente consegue acessar o desejo.

Baixa libido nem sempre é hormonal.
Às vezes é excesso de carga emocional silenciosa.

Seu corpo pode não está falhando.
Talvez ele só esteja pedindo cuidado.

✨ Você já sentiu isso?
Me conta nos comentários ou no privado 😉

Simone Carvalho
Psicóloga e Sexóloga
CRP 12/15879

Ir ver O Diabo Veste Prada 2 é perceber que o tempo não mudou só a história…mudou o nosso olhar.Há 20 anos, em O Diabo V...
03/05/2026

Ir ver O Diabo Veste Prada 2 é perceber que o tempo não mudou só a história…
mudou o nosso olhar.

Há 20 anos, em O Diabo Veste Prada, a gente assistia à Miranda Priestly sendo arrogante, exigente, dura, e, muitas vezes, isso era confundido com competência, poder, e até admiração. O assédio passava por humor, engraçado.

Hoje, já não passa tão fácil.

O que antes era “o preço do sucesso”, hoje a gente nomeia:
assédio moral, abuso de poder, cultura de trabalho que adoece.

Mas o segundo filme não repete a mesma história, ele desloca o foco.

Agora, Miranda não é só quem exerce o poder.
Ela também enfrenta algo que há 20 anos não existia dessa forma: a exposição constante, o julgamento público, a velocidade do digital, o cancelamento.

O controle já não é absoluto.
A imagem também se torna vulnerável.

E talvez esse seja o ponto mais interessante:
se antes a violência era silenciosa e naturalizada dentro dos bastidores, hoje ela pode ser escancarada, mas isso não signif**a que deixou de existir.

Só mudou de forma.

No meio disso tudo, f**a uma pergunta que atravessa as duas histórias, e, principalmente, a nossa:

até onde a gente vai para pertencer?

Quantas vezes insistimos em lugares que nos exigem mais adaptação do que presença?
Em ambientes que validam nossa performance, mas não sustentam quem a gente é?

Porque não é só sobre moda.
É sobre identidade, autoestima e os custos emocionais de tentar caber.

E crescer, às vezes, é isso:
parar de romantizar o que, no fundo, nos diminui.

E você…
se viu em algum momento desses dois filmes?

Simone Carvalho das Neves
Psicóloga
CRP 12/15879

Alguns livros não passam pela gente.  Eles f**am.Em 2010, li Comer, Rezar e Amar.  Na época, eu também atravessava um mo...
25/04/2026

Alguns livros não passam pela gente.
Eles f**am.

Em 2010, li Comer, Rezar e Amar.
Na época, eu também atravessava um momento difícil.
E, sem saber, encontrei uma palavra que me acompanharia por anos:

Attraversiamo.

Atravessar.

Naquele tempo, eu entendia essa palavra como quem tenta sobreviver à própria história.
Era sobre suportar, resistir, seguir.

Mas a vida tem um jeito curioso de aprofundar os sentidos.

Hoje, depois de atravessar uma cirurgia,
de encarar o câncer de frente,
eu entendo essa palavra de outro lugar.

Atravessar não é só resistir.

É se encontrar no meio do caminho.
É se sustentar quando tudo parece incerto.
É descobrir que existe um lugar dentro de você
que permanece, mesmo quando tudo fora se desorganiza.

Lembro de alguns aprendizados que esse livro me trouxe lá atrás:

1- Repouse enquanto a tempestade passa.
2- Volte para você, você é seu porto seguro.
3- Autocuidado é escolha, não luxo.
4- São os pequenos momentos que sustentam a vida.
5- E talvez… cada fase da vida tenha uma palavra.

Hoje, eu ainda escolho attraversiamo.
Mas ela não carrega mais o mesmo sentido.

Hoje, ela não fala só de dor.
Ela fala de consciência.
De presença.
De atravessar sem se abandonar.

Porque atravessar não é, necessariamente, chegar rápido ao outro lado.
Às vezes, é aprender a existir dentro do processo.

E talvez seja isso que eu faço hoje,
na vida, na clínica, nos encontros:

Eu acompanho travessias.

E você…
qual é a palavra que define o seu momento?

Talvez a resposta não esteja pronta.
Mas ela, com certeza, já existe dentro de você.

Simone Carvalho das Neves
Psicóloga
CRP 12/15879

Tem coisas que a gente só entende quando a vida atravessa.Por muito tempo, eu me senti diferente.  Como se estivesse sem...
22/04/2026

Tem coisas que a gente só entende quando a vida atravessa.

Por muito tempo, eu me senti diferente.
Como se estivesse sempre um pouco fora do lugar.
Sentindo demais, pensando demais, percebendo além.

Uma intensidade que não desligava.
Uma sensibilidade que captava o que não era dito.
Um corpo que sentia e sente antes mesmo de entender.

Por muito tempo, achei que havia algo errado comigo. Me achava estranha.

Mas não havia.

Havia uma forma diferente de existir no mundo.
Havia uma mente intensa, uma percepção ampliada,
uma forma de sentir que não cabia no comum.

Descobrir minha neurodivergência (altas habilidades e superdotação), não foi só encontrar um nome, mas,
foi me reconhecer com mais verdade.

E então, quando comecei a me ver…
a vida mudou o tom.

O câncer chegou.

E com ele, o silêncio.
O medo.
E uma lucidez impossível de ignorar.

Porque algumas experiências atravessam tudo
e deixam só o essencial.

Hoje, eu não escrevo porque está tudo bem.
Eu escrevo porque preciso me escutar.

Porque dentro de mim existe um mundo inteiro
intenso, sensível, vivo
que merece existir sem ser reduzido.

Se por tanto tempo eu me senti deslocada,
talvez agora eu esteja, finalmente, voltando.

Para mim.

E, percebo que minha palavra continua sendo “attraversiamo”, do livro que marcou uma época da minha história.

Hoje não é apenas um dia de flores.É um dia de memória, de luta e de consciência.O Dia Internacional da Mulher nasce da ...
08/03/2026

Hoje não é apenas um dia de flores.É um dia de memória, de luta e de consciência.

O Dia Internacional da Mulher nasce da resistência de mulheres que denunciaram exploração, violência, desigualdade, e que se recusaram a aceitar o lugar de silêncio que lhes foi imposto.

Ainda hoje, muitas das violências contra mulheres não aparecem apenas nas estatísticas. Elas vivem nas frases ditas como piada, nas expectativas sobre nossos corpos, na culpa que nos ensinam a sentir, na deslegitimação da nossa palavra e da nossa dor.

Por isso, este dia não é sobre idealizar mulheres como fortes o tempo todo. É sobre reconhecer que seguimos lutando para existir com dignidade, autonomia, desejo, voz e liberdade.

Que possamos continuar questionando o que nos foi ensinado, desmontando violências naturalizadas e construindo relações mais justas.

Porque enquanto houver desigualdade, o 8 de março seguirá sendo um dia de luta.

✊🏽

8 de março
Dia internacional da Mulher

Simone Carvalho das Neves
Psicóloga e sexóloga
CRP 12/15879

Aprendi que equilíbrio não é dar conta de tudo,é perceber quando eu estou me perdendo de mim.Cuidar do outro, escutar, s...
02/02/2026

Aprendi que equilíbrio não é dar conta de tudo,
é perceber quando eu estou me perdendo de mim.

Cuidar do outro, escutar, sustentar histórias e afetos,
exige presença inteira.
E não existe presença quando eu estou esgotada.

Aprendi, às vezes do jeito difícil,
que preciso cuidar de mim para estar inteira para cuidar do outro.
Que autocuidado não é luxo,
é ética, é responsabilidade, é respeito com quem confia em mim.

Nem sempre consigo.
Às vezes ultrapasso meus próprios limites,
e depois preciso reaprender a parar.

Hoje tento construir uma vida
onde o trabalho tenha sentido,
mas onde eu também caiba:
com descanso, corpo, silêncio e afeto.

Equilíbrio, pra mim, tem sido isso:
um ajuste contínuo entre o que ofereço ao mundo
e o que preciso para seguir sendo quem sou.

Como tem sido, pra você, tentar equilibrar trabalho e vida pessoal?

Simone Carvalho
Psicóloga e Sexóloga
CRP 12/15879

Disseram que ela era expansiva demais.Que falava alto, que sentia demais, que queria demais.Quantas vezes já tentaram di...
03/11/2025

Disseram que ela era expansiva demais.
Que falava alto, que sentia demais, que queria demais.
Quantas vezes já tentaram diminuir uma mulher só porque ela ocupava o próprio espaço?

Mas a verdade é que o espaço ao redor é que era pequeno demais para conter o tamanho da sua alma.

Não é sobre ser demais, é sobre não caber em espaços que não acolhem quem a gente é.
Crescer incomoda!
Especialmente quando o mundo ainda espera que mulheres se encolham para caber.

🌻 Que bom que ela não coube!
Que venham lugares onde tua intensidade caiba inteira.

Simone Carvalho - Psicóloga e Sexóloga - CRP 12/15879

Você já se questionou o motivo pelo qual se fala tão pouco sobre sexualidade e prazer voltado para as mulheres? Vem cá q...
31/10/2025

Você já se questionou o motivo pelo qual se fala tão pouco sobre sexualidade e prazer voltado para as mulheres? Vem cá que eu vou te contar o motivo.

Fala-se tão pouco sobre o prazer feminino porque, durante séculos, o corpo da mulher foi silenciado, controlado e ensinado a servir, e não a sentir. Até o século XIX achava-se que o corpo da mulher era incapaz de sentir prazer.

Na lógica patriarcal, prazer é poder. E quando a mulher reconhece o próprio desejo, ela ameaça uma estrutura inteira que se sustenta através do controle e da culpa.

Mas o prazer feminino é também um ato de reconexão: com o corpo, com o sentir, com a própria história.
É autenticidade, é cura, é presença.

Falar sobre prazer é falar sobre liberdade. 🌸
Nos próximos conteúdos vou trazer um recorte sobre esse assunto. Se você se interessa pelo assunto, fique ligadinha por aqui.

👉 O que te ensinaram sobre o prazer feminino que você já tem uma outra ideia? Me conta nos comentários 😉

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