15/07/2022
Açúcar e inflamação
A inflamação crônica de baixo grau é um fator chave na patogênese da doença cardiovascular e está associada ao risco de desenvolver diabetes, demência e depressão. Além disso, a inflamação de baixo grau está relacionada a um maior risco de mortalidade por todas as causas.
De acordo com relatórios de dados observacionais, tem sido consistentemente relatado que a ingestão de açúcar na dieta (mais especificamente, bebidas adoçadas com açúcar) pode ser um estímulo de inflamação subclínica, medida pelo aumento do marcador inflamatório proteína C-reativa (PCR).
O excesso de açúcar e a hiperglicemia podem aumentar a formação de produtos finais de glicação avançada (AGES), que se ligam em seus receptores, aumentando a ativação de NF-kB e NADPH oxidase, causando o aumento de citocinas inflamatórias e de espécies reativas de oxigênio. Sobretudo, quando há superávit calórico, o excesso de açúcar favorece a lipogênese.
Quando há um aumento da hipertrofia do tecido adiposo, a hipóxia local causa inflamação, elevando a produção de adipocinas como TNF-a, resistina e interleucina-6, promovendo uma inflamação crônica.
Ademais, a alta produção de diacilglicerol induzida pelo excesso de açúcar e a hiperativação da proteína quinase C (PKC) favorecem a inflamação, resistência à insulina, estresse oxidativo e fibrose.
O ideal seria evitar o açúcar. Porém sua redução ou até mesmo a troca do açúcar por melhores opções como a stévia e taumatina parece ser interessante visando não só reduzir a glicemia, mas principalmente a inflamação.
dc: dietsmart