21/02/2026
AVC por oclusão da artéria basilar permanece uma das formas mais devastadoras de isquemia cerebral, com mortalidade elevada quando não há recanalização precoce.
O estudo TRACE-5, publicado no The Lancet (2026), avaliou a eficácia da tenecteplase intravenosa administrada até 24 horas após o início dos sintomas em pacientes com oclusão confirmada da artéria basilar.
🔬 Ensaio clínico fase 3
🔬 452 pacientes
🔬 66 centros
🔬 Randomizado, aberto com desfecho cego
Desfecho primário: mRS 0–1 aos 90 dias (ou retorno ao mRS basal).
Resultados principais:
• 38% no grupo tenecteplase vs 29% no tratamento padrão
• RR ajustado 1,50 (IC95% 1,09–2,08)
• p = 0,014
Segurança:
• HIC sintomática: 2% vs 3%
• Mortalidade em 90 dias: 29% vs 31%
Sem aumento significativo de risco hemorrágico.
Metade dos pacientes foi submetida à trombectomia, e o benefício permaneceu consistente nos subgrupos analisados. A estratégia não exigiu imagem de perfusão avançada para seleção.
📌 Implicação clínica:
A tenecteplase até 24h surge como opção terapêutica viável na oclusão de artéria basilar, inclusive em cenários com acesso limitado à trombectomia.
O impacto potencial é relevante para sistemas de saúde com cobertura heterogênea de terapias endovasculares.
Discussão aberta:
Você incorporaria essa evidência imediatamente aos protocolos?
Neurovascular