27/03/2026
Veneza não é uma cidade para quem precisa ter tudo sob controle.
Veneza te convida, o tempo todo, a se perder.
E talvez seja exatamente isso que mais assusta: não saber exatamente para onde ir, não entender todas as placas, não reconhecer os caminhos.
Para uma mente ansiosa, isso pode ser desconfortável.
A ansiedade gosta de certezas, de rotas bem definidas, de garantias.
Mas Veneza… não.
Ela te coloca diante do inesperado:
uma rua que termina em água,
um caminho que não leva a lugar nenhum,
uma ponte que aparece quando você já estava quase desistindo.
E, de alguma forma, isso se parece muito com o que acontece dentro da gente.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, aprendemos que nem todo pensamento precisa ser seguido, nem todo medo precisa ser evitado.
Às vezes, o caminho não é tentar controlar tudo…
é continuar caminhando mesmo sem ter certeza.
Veneza ensina isso com delicadeza.
Ela mostra que se perder não é falhar.
Que o desconforto não é perigoso.
E que, mesmo quando parece confuso, você sempre encontra uma saída, ou, quem sabe, algo ainda mais bonito do que estava procurando.
Talvez viajar não seja só sobre conhecer novos lugares.
Talvez seja sobre aprender a se sentir seguro… mesmo quando tudo é novo.
E no meio das águas de Veneza, entre silêncios, passos e descobertas, a gente percebe:
nem tudo precisa estar sob controle
para estar tudo bem 🌊❤️