Danielle Cassimiro psi

Danielle Cassimiro psi Ajudo você em seu processo de autoconhecimento.

28/03/2026

Você jura que está reagindo ao presente, mas, na maior parte do tempo, está apenas respondendo a ecos.
Ecos de experiências que não foram compreendidas,afetos que não encontraram linguagem, memórias que o seu psiquismo arquivou… mas nunca, de fato, elaborou.
Curioso como chamamos de “realidade”um mundo inteiro filtrado por conteúdos inconscientes.
Você acha que está vendo o outro,
mas está vendo o que aprendeu a esperar dele.
Acha que está fazendo escolhas, mas, muitas vezes, só está obedecendo a padrões que se repetem com uma fidelidade quase… constrangedora.
A neurociência hoje chama isso de circuitos, redes, condicionamentos.
A psicanálise já dizia, há muito tempo:
o que não é simbolizado, se repete.
Mas, claro… é sempre mais confortável acreditar que o problema está no mundo,do que sustentar a ideia de que existe uma lógica inconsciente organizando aquilo que você vive inclusive o que te faz sofrer.
A análise não serve para te contar uma história bonita sobre si mesma.
Ela serve para te colocar diante do que, em você, insiste em se repetir.

Prazer, Danielle Cassimiro,
Psicanalista Integrativa
Vamos conversar?
Acesse o link na Bio!

💛As férias são necessárias.💛Elas não interrompem o processo, elas o deslocam. Na clínica, o que chamamos de “pausa” é, m...
21/01/2026

💛As férias são necessárias.💛
Elas não interrompem o processo, elas o deslocam. Na clínica, o que chamamos de “pausa” é, muitas vezes, um afrouxamento das defesas do ego. O sujeito descansa, muda o ritmo, se afasta do enquadre… e é justamente aí que o inconsciente encontra outras formas de falar.
Sonhos se intensif**am. Sintomas mudam de lugar. Repetições f**am mais evidentes.
Freud já apontava: o inconsciente não obedece ao tempo cronológico.
Lacan aprofunda: a ausência do analista não elimina a transferência, ela a reorganiza.
O analista segue operando como função simbólica, mesmo fora da sessão.
Para o analisando, as férias podem signif**ar liberdade, alívio, regressão ou negação do conflito. Alguns retornam “bem demais”, excessivamente adaptados. Outros retornam irritados, confusos ou com uma sensação vaga de perda. Nada disso é casual. Tudo é material clínico.

Para o analista, a pausa não é um desligamento do trabalho psíquico. É um tempo em que a transferência se mostra de outro modo: idealizações, fantasias, rejeições e dependências ganham forma justamente na ausência.
Jung nos lembra que a psique não busca conforto — busca integração.
O que emerge no descanso pede elaboração.
E é no retorno que isso pode ser simbolizado.
Não retomar a terapia após as férias costuma ter um custo:
o que não é escutado tende a se repetir como sintoma.
O descanso vira silêncio.
O silêncio vira atuação.

Retomar a análise não é voltar à rotina.
É sustentar o encontro com aquilo que apareceu quando o controle relaxou.
É um gesto de responsabilidade psíquica.
A análise, muitas vezes, começa de novo exatamente aí.

Agendamentos e informações:
www.daniellecassimiro.com

Referências
Freud, S. — A dinâmica da transferência; Recordar, repetir e elaborar.
Lacan, J. — O Seminário, Livro 11.
Jung, C. G. — O Eu e o Inconsciente; A Natureza da Psique.

E se… um psicanalista entrasse na casa, o público talvez esperaria um oráculo: alguém que vê tudo, interpreta tudo e jam...
09/01/2026

E se… um psicanalista entrasse na casa, o público talvez esperaria um oráculo: alguém que vê tudo, interpreta tudo e jamais surta. Péssima notícia: ele também perde a paciência, sente ciúmes, fala demais quando deveria calar e, às vezes, cala quando deveria falar. Freud já nos avisava que o Eu não é senhor em sua própria casa. Imagine então em uma casa vigiada por câmeras 24 horas por dia.
O psicanalista não entra ali como um ser humano “evoluído”, mas, como alguém que tropeça nos próprios sintomas e, quando percebe o estrago, vai tentar reparar. Não por superioridade moral, mas simplesmente por responsabilidade psíquica.
A forma adulta de lidar com conflitos, ali, não seria o grito performático nem o cancelamento emocional, e sim o diálogo, esse instrumento arcaico que exige escuta, frustração e alguma empatia.
Coisa rara num reality, eu sei…
Jung provavelmente sorriria ao ver as sombras ganhando close.
O psicanalista também compete, deseja ganhar, quer ser visto, reconhecido, amado. O inconsciente não tira férias e nem assina contrato de neutralidade. Lacan reforçaria: o desejo não é educado, ele insiste.
O analista deseja como qualquer outro ser humano, inclusive o desejo de ser desejado. Nada de iluminação espiritual automática ao atravessar o portão da casa.
O diferencial, se existir, talvez seja outro. Não é a ausência de falhas, mas a disposição para escutá-las, em si e no outro. Enquanto muitos correm para vencer o debate, o psicanalista talvez se pergunte: o que está doendo aqui? Não para salvar ninguém (isso seria narcisismo), mas, para compreender. Porque, no fundo, como diria Freud, o que todos querem ali, no jogo, na vida, na análise: é amor.
E, quando não conseguem, fazem barulho.
Talvez o psicanalista não ganhasse o programa. Mas, possivelmente deixaria algo mais incômodo: a suspeita de que ouvir o outro, de verdade, dá mais trabalho do que eliminar alguém no paredão. E isso, convenhamos, é revolucionário demais para o horário nobre.

Prazer, Danielle Cassimiro
Psicanalista Integrativa
E não, não vou entrar no BBB.
Isso aqui é apenas para chamar a sua atenção e dizer que ainda tenho horário para janeiro.
Vamos conversar?

Férias também são estado de alma.É quando a vida ganha outras cores,o tempo desacelerae a gente se permite ir:sem mapas ...
02/01/2026

Férias também são estado de alma.
É quando a vida ganha outras cores,
o tempo desacelera
e a gente se permite ir:
sem mapas rígidos, sem culpa.
Jogar-se no mundo é, muitas vezes,
o jeito mais honesto de reencontrar um sonho que estava esperando coragem.
Que a liberdade te encontre em movimento.

Feliz 2026✨🌹🙏🏽

24/12/2025

♥️Psicanálise é, antes de tudo, a ciência do amor. Não do amor idealizado, mas daquele que nasce quando alguém se autoriza a existir sem defesas.
No processo analítico, o amor aparece na transferência:
como repetição, como medo, como desejo, como conflito.
E é justamente aí que algo se transforma.
Cada analisante que atravessa esse espaço me ensina, diariamente, que amadurecer não é eliminar a dor,
mas aprender a sustentá-la com sentido.
A análise não acontece por técnicas isoladas, mas pela presença, pela constância, pela coragem de permanecer no encontro.

A cada analisante, meu profundo agradecimento pela confiança,
pela entrega ao processo
e pela ousadia de olhar para si com verdade.
A psicanálise não ensina a amar o outro. Ela nos ensina, primeiro, a suportar quem somos. E isso é, talvez, a forma mais profunda de amor.

Que 2026 venha cheio de insights!!!
Com amor!
Danielle Cassimiro
Psicanalista Integrativa

♥️

💛Freud já dizia que a repetição não é azar, mas sim desejo inconsciente insistindo em se encarnar. Ou seja: não é karma,...
10/12/2025

💛Freud já dizia que a repetição não é azar, mas sim desejo inconsciente insistindo em se encarnar.
Ou seja: não é karma, é compulsão à repetição mesmo. A gente volta para o mesmo tipo de pessoa como quem volta para o mesmo machucado: cutuca, sangra, mas não trata.
Lacan chamou isso de “retorno do recalcado”: aquilo que você evita dentro, reaparece fora, geralmente na forma de alguém emocionalmente indisponível, caótico ou misteriosamente parecido com aquele fantasma familiar da infância.
E você chama de “química”.
Jung, por sua vez, diria que é o Self tentando te completar: você se apaixona justamente pela parte sua que nunca teve coragem de assumir. Por isso dói tanto — porque, no fundo, é você quem está pedindo para ser visto.
O problema é que a urgência emocional costuma ser mais rápida que a consciência. E quando você demora para olhar para suas próprias feridas, o inconsciente toma as rédeas e faz o match por você. (Spoiler: ele não tem bom senso de timing.)
Mas, respira: ninguém está condenado a amar a própria sombra para sempre.
A análise existe justamente para iluminar esses pontos cegos com profundidade, sem moralismo e sem clichês de autoajuda.
Se essa frase te cutucou, é porque talvez já esteja na hora de tratar a ferida antes dela escolher seu próximo relacionamento.
Prazer Danielle Cassimiro
Psicanalista Integrativa
Vamos conversar?


20/11/2025

“Gosto da minha mãe, mas hoje eu entendi que ela pode ter a vida dela e eu a minha.”
E olha… demorou pra cair essa ficha, viu? Porque o inconsciente é expert em nos fazer acreditar que amar signif**a carregar, salvar ou repetir o sofrimento da mãe como se fosse um legado de família.
A psicanálise chama isso de identif**ação inconsciente.
Eu chamo de: “minha senhora, devolva o que não é seu”.
A verdade é que a dor também une e às vezes mais que o afeto. A gente se conecta pelas feridas, pelas faltas, pelas repetições silenciosas.
E lá está você, adulta, pagando boletos e ao mesmo tempo vivendo emocionalmente como se ainda estivesse tentando consertar a vida da sua mãe aos 7 anos de idade.
Hellinger explicaria isso com seu jeito direto: quando você tenta resolver o destino da mãe, você abandona o seu.
É o famoso amor cego: lindo na teoria, destrutivo na prática.
Mas, quando a consciência chega…
ah, aí tudo muda.
O amor f**a mais leve.
O vínculo amadurece.
E a vida começa a caber em você, não no outro.
E é isso que a terapia faz: te devolve à sua história, te liberta das repetições e te ajuda a elaborar o que foi reprimido. Porque, o que não foi digerido… é vivido. Repetido. E transmitido.
Se você sente que está carregando uma mala que nem é sua…
a análise pode ser o seu próximo passo.

Endereço

Uberaba, MG

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