Lourraine Marega Andrade Zago

Lourraine Marega Andrade Zago Atendimento psicológico presencial e on line. Psicoterapia individual, casal e familiar

12/06/2026

Dia dos Namorados: uma reflexão psicanalítica sobre o amor
O amor sempre ocupou um lugar central na experiência humana. Para Freud, amar e trabalhar eram duas das tarefas fundamentais da vida. Mas o amor está longe de ser algo simples. Ele nos atravessa, nos transforma, nos confronta com nossos desejos, nossas faltas, nossas expectativas e também com nossas vulnerabilidades.
Na psicanálise, compreendemos que amar não é encontrar alguém perfeito, mas sustentar um encontro possível entre duas subjetividades imperfeitas. Como nos lembra Freud, muitas vezes buscamos no outro algo que nos complete, mas a experiência amorosa nos ensina que nenhuma relação elimina por completo a falta constitutiva do ser humano.
Lacan afirmava que “amar é dar o que não se tem”. Uma frase que nos convida a pensar que o amor verdadeiro não nasce da completude, mas da capacidade de compartilhar nossa humanidade, nossas limitações e nossos afetos.
Neste Dia dos Namorados, vale lembrar que o amor assume muitas formas. Está presente nos relacionamentos amorosos, nas famílias, nas amizades, nos vínculos construídos ao longo da vida e também no cuidado consigo mesmo. Em uma sociedade cada vez mais diversa, reconhecer as múltiplas formas de amar é reconhecer a singularidade de cada sujeito e de cada história.
Como ensinou Donald Winnicott, é no ambiente de acolhimento e cuidado que o ser humano pode desenvolver seu verdadeiro self. Amar também é oferecer ao outro um espaço onde ele possa existir sendo quem é.
Que este dia seja menos sobre idealizações e mais sobre encontros reais. Menos sobre perfeição e mais sobre presença. Menos sobre atender expectativas e mais sobre construir vínculos pautados no respeito, na escuta e na autenticidade.
Porque, no fim, amar é reconhecer a humanidade no outro sem deixar de reconhecer a própria.
Feliz Dia dos Namorados. Que o amor, em todas as suas formas, encontre espaço para florescer. ❤️
Lourraine Marega Andrade Zago
Psicóloga | Psicoterapeuta Psicanalítica Individual, Familiar e de Casal

19/05/2026

18 de Maio.
Falar sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes também é falar sobre marcas psíquicas profundas que atravessam a infância e, muitas vezes, permanecem silenciadas na vida adulta.

Na clínica, percebemos que o trauma não se manifesta apenas na lembrança do aconteimento, mas também nos sintomas, nos medos, na culpa, na dificuldade de confiar, nos vínculos fragilizados e até no silêncio. Muitas vítimas crescem acreditando que precisam esconder a própria dor para sobreviver emocionalmente.

A psicanálise nos mostra que aquilo que não pode ser simbolizado retorna de outras formas: na angústia, na ansiedade, na repetição de relações violentas, na baixa autoestima e em sofrimentos que, por vezes, nem conseguem ser nomeados.

Por isso, proteger uma criança é também oferecer escuta, acolhimento e a possibilidade de existir em um ambiente seguro.
Toda criança tem direito a uma infância preservada, livre de violência, medo e exploração.

Que possamos romper o pacto do silêncio e fortalecer espaços de cuidado, proteção e responsabilização.
Denunciar é um ato de cuidado. Escutar é um ato de amor. 💛

Infância SaúdeMental CombateAoAbusoInfantil Psicoterapia

17/04/2026

A frase “permita-se ser desagradável também” toca em algo muito comum: a dificuldade de se posicionar sem culpa.

Desde cedo, muitas pessoas aprendem que, para serem amadas, precisam agradar, evitar conflitos e não incomodar. Com isso, dizer “não” ou impor limites pode ser vivido como uma ameaça — como se algo de errado estivesse sendo feito.

Mas permitir-se desagradar não é ser agressivo. É sair de um lugar de constante adaptação e reconhecer que o outro também precisa lidar com frustrações.

Quando nos silenciamos para poupar o outro, muitas vezes somos nós que sustentamos o desconforto da relação.

E, ainda assim, se posicionar pode trazer culpa.

Uma culpa que não signif**a erro — mas sim o rompimento com um padrão antigo.

A psicoterapia é um espaço fundamental para compreender essas dinâmicas, elaborar essa culpa e construir formas mais saudáveis de se relacionar — com o outro e consigo mesmo.


Psicóloga e Psicoterapeuta Psicanalítica
Atendimentos on-line e presencial

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14/03/2026

NÃO DEIXE SEUS SONHOS PARA DEPOIS

Na psicanálise, sabemos que o desejo não desaparece quando é adiado — ele apenas encontra outras formas de se manifestar. Muitas vezes deixamos nossos sonhos para “depois”, esperando o momento perfeito, mais segurança, mais aprovação, mais certeza. Mas esse “depois” pode se tornar um lugar onde o desejo f**a em silêncio… e a vida também.

Freud nos lembra que o desejo é uma força fundamental da nossa existência. Quando nos afastamos dele por medo, culpa ou pela necessidade de agradar os outros, algo dentro de nós começa a se sentir deslocado, como se estivéssemos vivendo uma história que não é totalmente nossa.

Adiar sonhos por um tempo pode ser parte do processo. A questão é quando o adiamento se torna uma forma de evitar o próprio desejo. Quantas vezes dizemos “um dia eu faço”, quando na verdade o que está em jogo é o medo de sustentar aquilo que realmente queremos?

Sonhar não é ingenuidade. É uma expressão profunda do nosso mundo interno. E sustentar um sonho é também sustentar quem somos.

Talvez não seja sobre esperar o momento ideal.
Talvez seja sobre começar, mesmo com dúvidas, mesmo com medo.

Porque a vida não acontece no “depois”.
Ela acontece agora, enquanto você decide escutar — ou não — o seu próprio desejo.

Busque os seus sonhos. Permita-se se escutar. E, se sentir que precisa, procure a psicoterapia — às vezes falar sobre o que sentimos é o primeiro passo para transformar a nossa história.

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Uberaba, MG

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