Celly Mancin

Celly Mancin Psicóloga Celly Mancin. Abordagem Transpessoal, Corporal e Sistêmica. Atendimentos presenciais em Uberaba, Uberlândia e Online.

Tem mulher que, quando começa a se relacionar com alguém, sai completamente de si. Ela observa se o outro está interessa...
12/05/2026

Tem mulher que, quando começa a se relacionar com alguém, sai completamente de si. Ela observa se o outro está interessado, se está se divertindo, se achou ela bonita, leve, agradável, interessante. Se vai chamar de novo. Se ela falou demais. Se demonstrou demais. Se foi intensa demais.

Mas quase não se pergunta: eu gostei dessa pessoa? Eu me diverti? Me senti à vontade? Eu gosto de quem eu sou quando estou perto dela?

Esse é o ponto. Muitas mulheres não entram em uma relação a partir do lugar adulto de quem também escolhe. Elas entram a partir de um lugar emocional antigo: o lugar de quem precisa ser escolhida pra se sentir amada.

É como estar diante de um banquete com todas as guloseimas que você mais gosta. Quando existe muita fome, o impulso é devorar tudo sem pensar. Mas quando existe presença, você consegue parar e perguntar: do que eu estou realmente com fome?

Porque nem tudo que desperta desejo realmente te nutre, química não sustenta vínculo, e nem toda atenção é realmente cuidado.

Uma mulher movida pela carência tenta se adaptar ao outro. Ela tenta ser mais interessante, mais compreensiva, mais disponível, mais parecida com o que ele parece desejar. E, quando percebe que a relação não está boa, em vez de concluir “isso não faz sentido para mim”, ela pensa: “eu preciso me esforçar mais”.

Esse é o funcionamento da dependência emocional: não é só gostar muito de alguém, é perder o próprio eixo na tentativa de garantir amor.

No meu trabalho, eu olho para isso em três dimensões: psicológica, sistêmica e corporal. Porque não basta dizer “se valorize” ou “escolha melhor” se, na hora da relação, o corpo ainda corre para agradar.

Autonomia emocional não é deixar de amar. É conseguir amar sem abandonar a si mesma. É perceber o que você sente, o que gosta, o que não gosta, o que expande, o que contrai, o que é desejo real e o que é só fome antiga de validação.

Nesse dia das mães, tenho pensado muito sobre maternidade. Não só sobre ser mae da Luna, mas sobre o caminho que precise...
10/05/2026

Nesse dia das mães, tenho pensado muito sobre maternidade. Não só sobre ser mae da Luna, mas sobre o caminho que precisei fazer para aprender a ser uma boa mae para mim.

Minha mae me deu muito. Me ensinou muito. Fez por mim o que estava ao alcance dela, com a historia, os recursos e a consciência que tinha.

Hoje, olhando com mais maturidade, percebo que a maternidade não começa e nem termina na relação com a nossa mae. Ela tambem continua dentro de nós.

Na forma como nos tratamos. Na forma como nos acolhemos. Na forma como nos protegemos. Na forma como permitimos, ou não, que o mundo nos trate.

Por muitos anos, eu não soube me proteger.
Aceitei relações, situações e lugares onde eu era diminuída, desrespeitada, invadida, porque, la no fundo, eu ainda não reconhecia o meu valor.

Hoje, entendo que muita coisa que vivi nao começou em mim. Veio de mulheres que precisaram sobreviver mais do que sentir. Mulheres que aprenderam a dar conta, seguir e fazer o possível com o pouco que receberam.

Mas chega um momento em que a gente precisa fazer uma escolha adulta: olhar para a própria historia com verdade, sem culpar ninguem, mas tambem sem continuar se abandonando.

Um dos maiores aprendizados da minha terapia foi esse: aprender a me maternar.

Aprender a falar comigo com mais amor.
Me acolher quando erro.
Me proteger.
Não aceitar migalhas de afeto.

Hoje, quando olho para a relação que construo com a minha filha, sinto uma leveza profunda. Não porque serei uma mae perfeita. Mas porque estou mais consciente.

Sei que ela recebe de mim e do pai dela amor, presença, cuidado e segurança. E isso me emociona.

Porque talvez uma das maiores curas de uma mulher seja essa: não transformar a propria historia em culpa, mas em consciência.

Não usar o passado como sentença, mas como ponto de partida pra fazer diferente.

Ser mãe da Luna tambem me mostra a mae que precisei aprender a ser para mim.

Porque autonomia emocional tambem e isso: construir, dentro de si, um lugar de cuidado, proteção e amor.

Neste Dia das Mães, talvez a pergunta não seja apenas sobre a mãe que tivemos ou sobre a mãe que somos. Mas também:

que mãe eu tenho sido para mim?

Uma vez, eu disse a uma paciente em sessão:“Não tem mais nada que eu possa fazer por você. Tudo o que eu podia, eu já fi...
04/05/2026

Uma vez, eu disse a uma paciente em sessão:

“Não tem mais nada que eu possa fazer por você. Tudo o que eu podia, eu já fiz.”

Pode soar duro fora de contexto. Mas não foi dureza. Foi clareza.

Porque naquele momento ficou evidente que ela não estava disponível para a ajuda que a terapia exige.
Ela não queria, de fato, abrir mão do lugar em que estava.
Queria que eu o confirmasse.

E esse é um ponto importante:
muita gente procura terapia não para transformar um padrão, mas para encontrar alguém que legitime esse padrão, sustente sua narrativa e ocupe o lugar de salvador.

Só que eu não trabalho assim.

Eu acolho, sou amorosa, caminho junto.
Mas terapia não é colo eterno.
Não é um espaço para reforçar o lugar emocional onde a pessoa já está presa.
É um espaço para ajudá-la a sair dele.

Ela se assustou, mas naquele momento ela virou a chave, e o processo terapêutico dela se tornou outro. Depois, ela mesma me disse isso.

Eu te acompanho com profundidade, mas sem te infantilizar.
Eu te fortaleço, mas não te salvo.
Porque salvação cria dependência.
Fortalecimento cria autonomia.

E esse é o centro do meu trabalho.

Eu não trabalho para ser indispensável na vida de ninguém.
Eu trabalho para que você consiga sustentar a sua própria vida em um lugar mais adulto, mais consciente e mais livre.

Você não precisa ser salva.
Você precisa acessar a força de ocupar o seu lugar.

30/04/2026

Talvez você não tenha síndrome da impostora.
Talvez você esteja tentando ocupar um lugar que a sua vida já abriu…mas que o seu emocional ainda não consegue sustentar.

Porque, no fundo, você sabe que é capaz.

Você já estudou, ja entregou, ja cresceu, ja foi reconhecida, ja deu provas suficientes de que tem competência.

Mas mesmo assim, quando a vida te chama pra um lugar maior, algo em você contrai.

Vem o medo de decepcionar.
A sensação de que vão descobrir que você “não é tudo isso”.
A cobrança de fazer perfeito.
A ansiedade antes de se expor.
A dificuldade de relaxar quando algo bom acontece.

E é aqui que muita gente se perde.

Porque tenta resolver isso repetindo frases como:
“eu sou capaz”,
“eu mereço”,
“eu dou conta”.

Mas o problema não está na sua capacidade racional.
Está no lugar emocional que você ainda ocupa.

Muitas vezes, uma mulher adulta, competente e inteligente continua funcionando por dentro a partir de uma menina que aprendeu que precisava corresponder, agradar, acertar, não incomodar, não ultrapassar, não decepcionar.

Então, quando a vida expande, ela não sente força.
Ela sente ameaça.

É por isso que assumir o seu lugar não é só uma questão de autoestima, é uma reorganização interna.

Você precisa entender de onde vem esse medo. O que o seu crescimento ameaça dentro de você. Que lealdades, dores antigas ou lugares familiares ainda te puxam para trás.
E como sustentar no corpo, nas escolhas e nas relações a mulher que você já está se tornando.

Aprender a ser um bom pai e uma boa mãe pra si mesma é uma das chaves da autonomia emocional. Mas isso só acontece quand...
27/04/2026

Aprender a ser um bom pai e uma boa mãe pra si mesma é uma das chaves da autonomia emocional. Mas isso só acontece quando você desiste de culpar seus pais pelo que não teve, para de continuar buscando neles (ou nos outros) o que faltou e aprende a construir isso por si mesma.

No fundo, autonomia emocional é isso: desenvolver dentro de si duas funções que faltaram ou f**aram frágeis. Uma que acolhe, regula e nutre. E outra que direciona, sustenta e coloca você no seu lugar adulto. Mas isso não se constrói só entendendo a própria história.

É um caminho vivencial de reorganização emocional, corporal e sistêmica.

Uma vez me disseram: “Preciso de alguém que me salve dessa situação.” E eu respondi: “Então, não sou a pessoa certa.”Eu ...
20/04/2026

Uma vez me disseram: “Preciso de alguém que me salve dessa situação.” E eu respondi: “Então, não sou a pessoa certa.”

Eu não salvo ninguém, e isso não é falta de empatia, não é frieza, não é falta de cuidado, é posicionamento ético.

Porque quando eu entro no papel de salvadora, eu automaticamente te coloco no papel de vítima que precisa ser salva. E esse não é seu lugar de poder, é um lugar de dependência. Vou te explicar melhor.

Quando você chega na terapia esperando ser salva, você está dizendo implicitamente: “O poder está fora de mim. Está em você. Você precisa me tirar disso.”

E se eu aceito esse papel, eu confirmo essa crença, eu reforço que você não tem recursos próprios, que você precisa de mim para funcionar. Isso cria dependência, não autonomia.

Meu trabalho é te ajudar a acessar a força que já existe em você mas que está bloqueada pelo lugar emocional que você ocupa.

Quando você está no lugar de vítima, você não consegue ver seus recursos, não consegue agir, porque esta olhando pra fora buscando culpados.

E sair do lugar de vítima não é confortável, porque signif**a assumir responsabilidades, olhar pra dentro. Signif**a parar de culpar as circunstâncias, os pais, o parceiro, a vida.

Signif**a reconhecer: “Eu não escolhi o que aconteceu comigo na infância. Mas escolho como respondo a isso agora.” E isso dói.

O que eu faço é te ajudar a reconhecer seus padrões, entender de onde vêm, sentir onde estão travados no corpo, e reorganizar o lugar emocional.

Mas quem faz a passagem é você, quem toma as decisões é você, quem sustenta os limites é você.
Eu te acompanho, te fortaleço, te dou ferramentas, mas não salvo.
Porque salvação cria dependência.
Fortalecimento cria autonomia.
E autonomia é o objetivo.

Sei que isso vai contra a cultura terapêutica atual onde terapeuta é visto como salvador, guru, figura maternal que acolhe e resolve. Mas eu não trabalho assim. Eu trabalho adulto com adulto.
Com respeito, com cuidado, e principalmente, com profundidade.

E esse é o meu trabalho: te ajudar a chegar lá.

Seu problema não é falta de autoestima. É o lugar emocional de onde você vive.
15/04/2026

Seu problema não é falta de autoestima. É o lugar emocional de onde você vive.

14/04/2026

O que mais me chamou atenção nessa apresentação não foi a falta de cenografia, de efeito ou de mega produção, foi o contrário.

Foi ver um homem, diante do mundo, escolhendo aparecer sem tanta armadura, abrindo a própria história, mostrando o que foi vivido, rindo de si mesmo, revisitando versões constrangedoras, frágeis, humanas.

Não para performar vulnerabilidade, mas pra deixar de ser só produto e voltar a ser pessoa. E isso toca num ponto muito profundo.

Muita gente passa a vida inteira construindo personagem para ser amada, aceita, admirada, escolhida, f**a eficiente, forte, interessante, desejável. Mas, por baixo da performance, continua existindo um eu mais jovem que nunca se sentiu realmente acolhido.

E enquanto essa parte segue ferida, a pessoa até pode conquistar muita coisa…
mas não consegue descansar dentro de si.

É por isso que curar o eu criança não é sobre infantilização, nem sobre viver olhando para o passado, é sobre parar de se abandonar para sustentar uma imagem. É sobre ter coragem de encontrar as partes de si que sentem vergonha, medo, inadequação e querer esconde-las o tempo todo.

A cura não começa quando você vira uma versão perfeita de si mesma, ela começa quando você para de fugir do que existe aí dentro.

Quando você consegue olhar para si mesma com verdade, sem máscaras, sem precisar parecer invulnerável o tempo todo.

Porque é daí que nasce a paz… não da perfeição, mas da integração.

E, no meu olhar, amadurecer emocionalmente tem muito a ver com isso: sair da performance que você criou para sobreviver
e construir estrutura interna para sustentar quem você é de verdade.

Sem personagem, sem excesso de defesa, sem precisar ser impecável para merecer amor.

Talvez uma das coisas mais poderosas que alguém possa fazer por si seja justamente essa: acolher o próprio eu mais jovem, curar o que ficou ferido e, finalmente, parar de viver para sustentar uma versão.

É aí que começa a liberdade.

11/04/2026

Mudança real começa quando essa mulher consegue enxergar:

de onde ela aprendeu a amar assim
o que ela ainda tenta reparar
e qual lugar emocional continua ocupando sem perceber

Porque autonomia emocional não é só conseguir terminar.

É não precisar mais se abandonar para manter um vínculo.

07/04/2026

Eu já passei por vários tipos de abordagem até escolher a forma como gostaria de trabalhar.

E, na minha experiência, o que realmente mudou a minha vida, a minha relação comigo mesma, com o meu corpo e com as minhas emoções, foram as terapias com base corporal.

Porque foi ali que eu entendi, de forma viva, algo que hoje aparece muito no meu trabalho e em uma das perguntas que mais recebo:

“Por que eu sei o que deveria fazer, mas não consigo?”

E a resposta está no corpo.
Você pode entender perfeitamente, racionalmente, que precisa colocar limites. Pode ter lido livros sobre isso, feito terapia e até entendido que isso vem da infância.

Mas, quando chega o momento, o corpo trava.

Por que?

Porque o corpo guarda memórias emocionais.

Se você foi uma criança que aprendeu que dizer não para a sua mãe resultava em rejeição, frieza ou abandono emocional, o seu corpo registrou:

Dizer não = perigo
Dizer não = perder amor
Dizer não = f**ar sozinha

Esse registro não está na sua mente consciente.
Está no corpo.

Então, quando você, adulta, vai colocar um limite com seu parceiro, com a sua mãe, com o seu chefe, o corpo dispara o mesmo alarme que disparava quando você tinha 5 anos:

“Perigo. Você vai ser abandonada.”

E aí vem o aperto no peito, o nó na garganta, a vontade de chorar… o corpo travando.

Você pode tentar usar a razão:

“Mas eu sou adulta, eu tenho direito.”
“Não vou morrer se o outro f**ar descontente.”

Mas o corpo não ouve razão, o corpo ouve padrão.

É por isso que terapia que trabalha só com a fala, muitas vezes, não resolve completamente.

Você entende.
Mas não muda.

Mudança real exige trabalho corporal… sentir onde está travado, respirar ali, reconhecer o medo guardado, permitir que aquilo se reorganize com presença.

Quando você faz isso, o padrão começa a mudar no corpo.

E aí você consegue colocar o limite, não porque convenceu a mente, mas porque o corpo já não está mais disparando o mesmo alarme de abandono.

Esse é um dos pilares do meu trabalho: a integração corporal.

Porque, sem corpo, a mudança muitas vezes não sai da cabeça.

Às vezes, o que faz alguém amar demais quem não lhe faz bem não é só amor.É a tentativa inconsciente de finalmente resol...
06/04/2026

Às vezes, o que faz alguém amar demais quem não lhe faz bem não é só amor.

É a tentativa inconsciente de finalmente resolver, dentro da vida adulta, dores que começaram muito antes.

Medos antigos.
Raiva antiga.
Frustrações antigas.
A dor de não ter se sentido escolhida, vista, protegida ou amada como precisava.

Então, sem perceber, a pessoa se apega à relação como se ali existisse uma chance de, dessa vez, conseguir o que faltou lá atrás.

Como se, insistindo mais um pouco, amando mais um pouco, suportando mais um pouco, ela pudesse enfim encontrar alívio para um vazio muito antigo.

E é por isso que sair pode ser tão difícil.

Porque romper não parece só abrir mão de alguém.
Parece abrir mão da esperança de reparar a própria história.

Quando ela tenta se desligar, muitas vezes não encontra só a falta do outro.
Encontra também o vazio antigo que aquele vínculo estava encobrindo.

E é aí que o pavor infantil de f**ar só volta com força.

Por fora, parece só apego.
Por dentro, muitas vezes, é uma criança ainda tentando sobreviver à dor de não se sentir amada do jeito que precisava.

Por isso, entender racionalmente quase nunca basta.
E é aí que muita terapia se limita: ajuda a pessoa a perceber, nomear, desabafar… mas não necessariamente a mudar o lugar emocional de onde ela se relaciona.

No meu olhar, o ponto não é só falar sobre o relacionamento.
É identif**ar de que lugar interno essa mulher ama, insiste, tolera e se abandona.

Porque, enquanto ela estiver se relacionando a partir da falta, do medo e da criança ferida, ela vai continuar confundindo intensidade com amor e apego com vínculo.

Autonomia emocional começa quando você deixa de tentar resolver a infância dentro da relação amorosa.
E ocupa, de fato, um lugar adulto diante da própria vida.

Porque é desse lugar que você consegue amar sem se perder, se vincular sem se abandonar e sair do que te faz mal sem sentir que está desmoronando por dentro.

Endereço

Uberaba, MG

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