10/04/2026
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre pacientes que estão considerando a cirurgia bariátrica ou iniciando um tratamento para obesidade. E merece uma resposta honesta.
A pele é um órgão elástico, mas tem um limite. Quando o peso é acumulado ao longo de anos, as fibras de colágeno e elastina se estiram progressivamente. Quando a perda de peso acontece de forma rápida e significativa, a pele não consegue se retrair no mesmo ritmo, gerando o excesso de pele, especialmente em abdômen, braços, coxas e mamas.
Alguns fatores influenciam diretamente esse processo: idade, genética, quantidade de peso perdido, tempo em que o paciente ficou com obesidade e qualidade do acompanhamento nutricional durante o emagrecimento.
Perda de peso gradual, ingestão adequada de proteína, hidratação e acompanhamento médico contínuo ajudam a minimizar esse efeito. Em casos mais significativos, procedimentos cirúrgicos de remoção do excesso de pele podem ser necessários após a estabilização do peso.
O excesso de pele não deve ser motivo para evitar o tratamento. É uma consequência manejável de uma transformação que salva vidas.