O Psicólogo Charles José - Psicologia, Psicanálise e Sexualidade

O Psicólogo Charles José - Psicologia, Psicanálise e Sexualidade Psicologia Clínica, Terapia Psicanalítica e tratamento de transtornos se***is em Valença/RJ

SETEMBRO AMARELO — FALAR PODE SALVAR UMA VIDAAo longo da minha experiência clínica, já acompanhei pacientes que chegaram...
02/09/2026

SETEMBRO AMARELO — FALAR PODE SALVAR UMA VIDA

Ao longo da minha experiência clínica, já acompanhei pacientes que chegaram ao consultório atravessando momentos de intenso sofrimento, inclusive com ideações suicidas.

Na perspectiva de Sándor Ferenczi, ninguém deveria enfrentar uma dor profunda em completo abandono. Muitas vezes, quando uma pessoa pensa em morrer, o que ela deseja desesperadamente é que cesse um sofrimento que já se tornou insuportável.

Por isso, pensamentos de morte precisam ser levados a sério.

Não é momento para julgamentos, frases prontas ou cobranças para que a pessoa “seja forte”. É momento de escuta, acolhimento e ajuda profissional.

Em minha trajetória clínica, já acompanhei pacientes em situações muito delicadas e, felizmente, nunca perdi um paciente para o suicídio. Essa experiência reforça em mim a importância do vínculo terapêutico e de uma escuta capaz de acolher aquilo que, muitas vezes, a pessoa já não consegue suportar sozinha.

Se pensamentos de morte estão passando pela sua mente, procure ajuda. Não enfrente isso sozinho.

A psicoterapia pode oferecer um espaço para que a dor encontre palavras e para que outras possibilidades possam surgir onde antes parecia não existir saída.

E se alguém próximo disser que não deseja mais viver, escute. Não minimize. Ajude essa pessoa a procurar atendimento profissional.

Às vezes, ser verdadeiramente escutado pode ser o primeiro passo para continuar vivendo.

Psicólogo Charles José
Psicologia Clínica, Psicanálise e Sexologia.

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27/08/2026

Hoje, no Dia do Psicólogo, quero expressar minha profunda gratidão a cada paciente que me permite exercer esta profissão tão humana e transformadora.

Agradeço por confiarem a mim suas histórias, seus medos, suas dores, seus desejos e também aquilo que, muitas vezes, ainda não conseguiu encontrar palavras. Sei que permitir que alguém se aproxime de nossas feridas exige coragem. Por isso, recebo cada relato com respeito, responsabilidade e compromisso ético.

Exercer a Psicologia é ter o privilégio de acompanhar pessoas em seus processos de descoberta, reconstrução e mudança. É testemunhar o momento em que o sofrimento começa a ganhar sentido, quando antigas repetições podem ser reconhecidas e novos caminhos se tornam possíveis.

Nenhuma formação, teoria ou técnica teria sentido sem a presença e a confiança daqueles que se sentam diante de mim. São os meus pacientes que, diariamente, me ensinam sobre a complexidade da existência humana e me recordam da responsabilidade que existe em escutar verdadeiramente alguém.

Neste dia, não celebro apenas uma profissão. Celebro cada encontro, cada vínculo construído e cada história que tive a honra de acompanhar.

A todos os meus pacientes, o meu mais sincero agradecimento pela confiança e pela oportunidade de exercer a Psicologia. É uma honra caminhar ao lado de vocês.

Psicólogo Charles José
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IA NA SAÚDE MENTAL: APOIO OU RISCO?A inteligência artificial já faz parte da nossa vida. Ela pode ajudar a organizar pen...
25/08/2026

IA NA SAÚDE MENTAL: APOIO OU RISCO?

A inteligência artificial já faz parte da nossa vida. Ela pode ajudar a organizar pensamentos, oferecer informações e facilitar o acesso a conteúdos sobre saúde mental. Entretanto, existe uma diferença fundamental entre buscar informação e realizar psicoterapia.

A IA produz respostas a partir de dados e padrões. Ela não possui consciência, sensibilidade clínica nem capacidade de compreender verdadeiramente a história de quem sofre. Também não percebe plenamente os silêncios, as contradições, os gestos e aquilo que ainda não conseguimos transformar em palavras.

Além disso, uma resposta aparentemente acolhedora pode estar equivocada, reforçar crenças prejudiciais ou minimizar situações graves. A IA também não assume responsabilidade clínica pelas consequências de suas orientações.

A psicoterapia acontece no encontro entre duas pessoas. É uma relação construída com escuta, vínculo, responsabilidade e respeito pela singularidade de cada paciente. O psicólogo possui formação profissional, compromisso ético e dever de preservar o sigilo das informações recebidas.

Por isso, em vez de desabafar com o ChatGPT, deve-se procurar um psicólogo que tem compromisso ético e sigilo profissional.

A tecnologia pode ser uma ferramenta útil, mas não deve ocupar o lugar de quem foi preparado para escutar e cuidar do sofrimento humano. Nem toda resposta alivia verdadeiramente — e ser ouvido não é o mesmo que receber uma resposta automática.

Quando o sofrimento aperta, procure ajuda profissional. Sua saúde mental não deve ser entregue aos cuidados de um algoritmo.

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20/08/2026

A CRIANÇA QUE NÃO DEU TRABALHO

Nem toda criança que “não deu trabalho” estava bem.

Algumas aprenderam cedo demais que suas necessidades incomodavam. Perceberam que precisavam ser fortes, obedientes e maduras para preservar os vínculos dos quais dependiam. Em vez de serem cuidadas, começaram a cuidar.

Sándor Ferenczi nos ajuda a compreender esse processo por meio da imagem do “bebê sábio”: a criança que, diante do sofrimento e da fragilidade dos adultos, amadurece antes do tempo. Ela aprende a observar o ambiente, antecipar problemas, silenciar desejos e oferecer aos outros aquilo de que ela própria precisava.

Essa criança cresce — mas sua função permanece.

Na vida adulta, torna-se aquela pessoa que resolve tudo para todos, acolhe, organiza, protege e carrega o mundo nas costas. Sente culpa quando diz “não”, dificuldade para pedir ajuda e medo de decepcionar. Muitas vezes, acredita que só merece amor enquanto estiver sendo útil.

Mas isso não é apenas força. Também pode ser uma antiga estratégia de sobrevivência.

Na análise, procuro ajudar essa pessoa a reconhecer que não precisa continuar desempenhando o papel de sustentação emocional de todos. Cuidar de si, estabelecer limites e permitir-se depender de alguém não são sinais de fraqueza.

Talvez a criança que nunca deu trabalho apenas tenha aprendido que não havia espaço para dar trabalho.

Agora, adulta, ela precisa descobrir que pode existir sem salvar ninguém — e que também merece ser cuidada.

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Terapia de Casal: um espaço para escutar o que dói entre nósNem sempre um casal procura terapia porque deixou de amar. M...
18/08/2026

Terapia de Casal: um espaço para escutar o que dói entre nós

Nem sempre um casal procura terapia porque deixou de amar. Muitas vezes, procura porque já não consegue se encontrar no meio das mágoas, das cobranças e dos silêncios acumulados.

Na vida a dois, cada pessoa chega acompanhada de sua própria história. Traz consigo desejos, medos, defesas e antigas feridas. Por isso, uma discussão aparentemente simples pode tocar em dores muito anteriores àquela relação. O presente desperta aquilo que o passado ainda não conseguiu elaborar.

A psicanálise de Sándor Ferenczi nos ensina que parte do sofrimento nasce quando aquilo que sentimos é negado, diminuído ou tratado como se não tivesse importância. No casal, isso acontece quando um tenta explicar ao outro por que ele “não deveria” estar magoado, triste ou inseguro. Nesse momento, a dor não apenas permanece: ela passa também a se sentir sozinha.

Na terapia de casal, não procuro descobrir quem está certo ou quem está errado. Meu trabalho não é escolher um culpado, mas ajudar duas pessoas a compreenderem o que existe por trás de suas palavras, reações e silêncios.

Às vezes, por trás da raiva, existe medo.
Por trás da cobrança, existe saudade.
Por trás do afastamento, existe alguém que já não sabe como pedir cuidado.

O espaço terapêutico permite que cada um fale de sua experiência e seja verdadeiramente escutado. Não para justificar agressões ou apagar responsabilidades, mas para reconhecer que toda relação precisa de honestidade, respeito e disposição para reparar aquilo que feriu.

Nem toda terapia termina com a permanência do casal. Em alguns casos, ela ajuda a reconstruir o vínculo; em outros, possibilita uma separação mais consciente e menos destrutiva. O objetivo não é manter duas pessoas juntas a qualquer preço, mas ajudá-las a encontrar uma forma mais verdadeira de se relacionar — permanecendo ou seguindo caminhos diferentes.

Talvez cuidar de uma relação comece justamente assim: quando deixamos de lutar para vencer o outro e começamos a escutar o que dói entre nós.

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13/08/2026

Uma breve apresentação desse psicanalista que Freud nomeou como sendo “o coração da psicanálise”

A VIDA ACONTECE NOS INTERVALOS“Um dia frio, um bom lugar para ler um livro…” Não é apenas uma imagem aconchegante. É tam...
11/08/2026

A VIDA ACONTECE NOS INTERVALOS

“Um dia frio, um bom lugar para ler um livro…” Não é apenas uma imagem aconchegante. É também um convite para interromper a pressa e lembrar que viver não é o mesmo que cumprir tarefas.

Na clínica, encontro muitas pessoas que transformaram a existência em uma sequência interminável de obrigações. Trabalham, cuidam, resolvem problemas e atendem às expectativas alheias, mas quase nunca se perguntam: onde estou eu na vida que construí?

Para a psicanálise, aquilo que não encontra espaço para ser reconhecido não desaparece. O desejo silenciado pode retornar como angústia, irritação, cansaço ou sensação de vazio. Por isso, os intervalos não representam perda de tempo. Eles permitem que escutemos aquilo que o excesso de compromissos mantém abafado.

Nietzsche nos convida a afirmar a vida, em vez de apenas suportá-la. Isso significa questionar valores e rotinas que nos enfraquecem, recuperando a capacidade de criar sentidos próprios para a existência. Uma vida inteiramente submetida ao dever corre o risco de se tornar uma vida não escolhida.

Ler um livro, tomar um café, contemplar o silêncio ou simplesmente descansar podem parecer gestos pequenos. Contudo, são momentos nos quais deixamos de funcionar como máquinas e voltamos a existir como sujeitos.

As obrigações fazem parte da vida. As necessidades também. Mas, se não houver espaço para o desejo, para o prazer e para o encontro conosco, talvez reste apenas uma agenda preenchida — e uma existência vazia.

A vida acontece nos intervalos. É preciso coragem para habitá-los.

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É meu pai…Hoje não tem abraços, presentes, almoço e boas risadas…Hoje o que temos é a imensa saudade de sua presença e d...
09/08/2026

É meu pai…
Hoje não tem abraços, presentes, almoço e boas risadas…
Hoje o que temos é a imensa saudade de sua presença e de suas brincadeiras, seu bom humor.
Mas ficamos felizes de ter tido a sua paternidade nessa vida.
Obrigado por sua existência em minha vida meu pai.
Receba aí no céu o meu abraço de filho saudoso de você!

FELIZ DIA DOS PAIS!!!

Dia de muitos estudos e conhecimentos em relação a Depressão na atualidade com o melhor professor possível: Dr. Nilo Tor...
08/08/2026

Dia de muitos estudos e conhecimentos em relação a Depressão na atualidade com o melhor professor possível: Dr. Nilo Torturella, médico psiquiatra.
Uma manhã/ tarde inesquecível!

Nilo Torturella

O valor de uma terapia também passa pelo valor que se paga por ela.Na minha prática clínica, aprendi que o pagamento de ...
06/08/2026

O valor de uma terapia também passa pelo valor que se paga por ela.

Na minha prática clínica, aprendi que o pagamento de uma sessão não representa apenas um acerto financeiro. Na psicanálise, ele faz parte do próprio tratamento.

Sob a perspectiva de Sándor Ferenczi, muitos conflitos inconscientes se repetem na relação analítica. Por isso, uma falta nem sempre significa apenas um imprevisto. Às vezes, ela expressa medo de mudar, resistência ao tratamento ou, ainda, uma antiga forma de abandonar a si mesmo.

É justamente por isso que a sessão faltada, quando não cancelada dentro do combinado, costuma ser cobrada. Não se trata de punição, mas de preservar o compromisso do paciente com o seu processo de transformação.

Freud, em Sobre o início do tratamento (1913), orientava que o analista reservasse aquele horário exclusivamente para o paciente e que, por essa razão, a sessão deveria ser paga mesmo em caso de ausência. Essa regra protege o enquadre analítico e sustenta a seriedade do trabalho.

Na clínica, vejo que muitas pessoas passaram a vida inteira desistindo de si mesmas. Quando esse padrão aparece na análise, ele não deve ser reforçado, mas compreendido e transformado.

Assumir a responsabilidade pelo próprio tratamento é, muitas vezes, o primeiro passo para deixar de repetir o autoabandono e começar a investir verdadeiramente em si mesmo.

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