02/09/2026
SETEMBRO AMARELO — FALAR PODE SALVAR UMA VIDA
Ao longo da minha experiência clínica, já acompanhei pacientes que chegaram ao consultório atravessando momentos de intenso sofrimento, inclusive com ideações suicidas.
Na perspectiva de Sándor Ferenczi, ninguém deveria enfrentar uma dor profunda em completo abandono. Muitas vezes, quando uma pessoa pensa em morrer, o que ela deseja desesperadamente é que cesse um sofrimento que já se tornou insuportável.
Por isso, pensamentos de morte precisam ser levados a sério.
Não é momento para julgamentos, frases prontas ou cobranças para que a pessoa “seja forte”. É momento de escuta, acolhimento e ajuda profissional.
Em minha trajetória clínica, já acompanhei pacientes em situações muito delicadas e, felizmente, nunca perdi um paciente para o suicídio. Essa experiência reforça em mim a importância do vínculo terapêutico e de uma escuta capaz de acolher aquilo que, muitas vezes, a pessoa já não consegue suportar sozinha.
Se pensamentos de morte estão passando pela sua mente, procure ajuda. Não enfrente isso sozinho.
A psicoterapia pode oferecer um espaço para que a dor encontre palavras e para que outras possibilidades possam surgir onde antes parecia não existir saída.
E se alguém próximo disser que não deseja mais viver, escute. Não minimize. Ajude essa pessoa a procurar atendimento profissional.
Às vezes, ser verdadeiramente escutado pode ser o primeiro passo para continuar vivendo.
Psicólogo Charles José
Psicologia Clínica, Psicanálise e Sexologia.
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