Psicanálise Daniel Lima

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Atendimento psicanalítico para adultos e adolescentes, disponível de forma presencial em Arcoverde-PE e Venturosa-PE, ou on-line, com a mesma escuta cuidadosa e acolhedora.

André Green nos oferece o conceito de “mãe morta” para entender uma forma profunda de depressão, não ligada à perda real...
30/07/2026

André Green nos oferece o conceito de “mãe morta” para entender uma forma profunda de depressão, não ligada à perda real, mas à ausência emocional precoce.

É uma dor sem nome que a análise pode ajudar a simbolizar e elaborar, permitindo que o sujeito reencontre o seu próprio desejo e vitalidade.

30/07/2026

Devagar, a vigilância cede.
Devagar, o corpo entende que nem todo toque repete a ferida.
Devagar, a pessoa descobre que pode ser tocada sem se despedaçar.

Não é força de vontade. É experiência emocional nova, vivida num ambiente que não confirma o pior que ela já viveu.

Por trás de quem parece “difícil”, “fechado”, “arisco” — quase sempre há alguém que sobreviveu como pôde ao que não teve nome, nem colo, nem tempo de ser elaborado.

A pergunta não é “por que essa pessoa é assim?”.
É: o que ela precisou aprender a fazer com a dor, sozinha, antes de alguém chegar para dividir o peso com ela?

Você não é a sua couraça. Mas ela, um dia, fez sentido.

28/07/2026

NEM SEMPRE É FÁCIL ACEITAR SER CUIDADO. 👇

Algumas pessoas conseguem oferecer ajuda com facilidade, mas sentem um enorme desconforto quando precisam recebê-la.

Essa cena de Sessão de Terapia mostra exatamente isso. Tony não consegue acreditar que alguém possa ajudá-lo sem querer alguma coisa em troca. Então, sua mente começa a procurar uma explicação que faça sentido para aquilo.

Muitas vezes, isso acontece porque a pessoa aprendeu, ao longo da vida, que carinho, atenção e cuidado sempre tinham um preço. Quando alguém oferece acolhimento de forma genuína, a desconfiança aparece antes da gratidão.

Na clínica, é comum perceber que algumas pessoas não têm dificuldade apenas em falar sobre o sofrimento. Elas também têm dificuldade em acreditar que merecem ser escutadas sem julgamento ou interesses escondidos.

A terapia também é um espaço para compreender de onde vem essa necessidade de desconfiar de tudo e de todos. Porque, muitas vezes, o problema não está em quem oferece ajuda, mas nas experiências que nos ensinaram a esperar sempre o pior.

Receber cuidado também é um aprendizado. E, para algumas pessoas, talvez seja um dos mais difíceis da vida.

E você, já percebeu alguma vez que teve dificuldade em aceitar a ajuda de alguém, mesmo quando ela era sincera? Me conta nos comentários.

Conteúdo utilizado para fins de reflexão e análise sobre terapia.

Corte e edição: Jordao Felix
Série: Sessão de Terapia

A autenticidade é um caminho árduo, mas é o único que leva à verdadeira liberdade psíquica. O preço da liberdade é a cor...
27/07/2026

A autenticidade é um caminho árduo, mas é o único que leva à verdadeira liberdade psíquica. O preço da liberdade é a coragem de abandonar as máscaras e sustentar o próprio desejo, mesmo diante do olhar do outro.

Thomas Ogden nos oferece uma visão profundamente intersubjetiva da psicanálise. Com o “terceiro analítico” e o “sonhar n...
26/07/2026

Thomas Ogden nos oferece uma visão profundamente intersubjetiva da psicanálise. Com o “terceiro analítico” e o “sonhar não-sonhos”, ele nos mostra que a análise é um convite a sonhar juntos o que antes era impensável.

É na relação, nesse espaço entre dois, que a subjetividade se expande e o sofrimento ganha um novo lugar.

24/07/2026

NEM SEMPRE A FORÇA ESTÁ EM SUPORTAR TUDO SOZINHO. 👇

Existe uma ideia muito presente de que sentir tristeza, pedir ajuda ou reconhecer os próprios limites é sinal de fraqueza.

Mas a dor não desaparece só porque foi ignorada. Muitas vezes, ela apenas encontra outras formas de se manifestar, seja na ansiedade, no cansaço constante, na irritação ou na dificuldade de viver os próprios relacionamentos.

A terapia não existe para mudar quem você é. Ela oferece um espaço para compreender a sua história, reconhecer os padrões que se repetem e dar novos significados às experiências que ainda machucam.

Quando o Padre Fábio de Melo diz que “nada vale eu ter estudado tanto se eu não for especialista em mim”, ele nos lembra que o autoconhecimento talvez seja um dos maiores desafios da vida.

Cuidar da mente não é um ato de fraqueza. É uma escolha de quem decidiu conhecer a si mesmo com mais honestidade.

E você, quanto tempo faz que parou para ouvir o que a sua própria história tem tentado dizer?

Conteúdo utilizado para fins de reflexão e análise sobre terapia.

Corte e edição: Jordao Felix
Série: Sessão de Terapia (Globoplay) – Padre Fábio de Melo

Luís Cláudio Figueiredo nos convida a pensar o sujeito para além de uma única origem. A psicanálise transmatricial recon...
24/07/2026

Luís Cláudio Figueiredo nos convida a pensar o sujeito para além de uma única origem. A psicanálise transmatricial reconhece as diversas camadas que nos constituem, desde a herança familiar até as pressões da cultura digital.

Entender essas intersecções é fundamental para uma clínica que respeite a complexidade humana e não reduza o sofrimento a fórmulas prontas. A análise é o lugar de desatar esses nós e tecer uma história mais autêntica.

23/07/2026

NÃO ESCOLHER TAMBÉM É UMA ESCOLHA.👇

Existe uma frase em Emily em Paris que parece simples, mas carrega uma reflexão profunda.

“Não escolher também é uma escolha.”

Muitas pessoas passam anos esperando o momento perfeito para mudar de emprego, terminar um relacionamento, iniciar um projeto ou procurar terapia. Acreditam que, enquanto não decidem, nada está acontecendo.

Mas a vida continua acontecendo.

Cada adiamento também produz consequências. Permanecer onde estamos, por medo ou insegurança, também molda a nossa história.

Na terapia, nem sempre a pergunta mais importante é “qual é a escolha certa?”. Às vezes, é compreender por que determinada decisão parece tão difícil. Quando entendemos os medos, as culpas e os conflitos que sustentam a indecisão, deixamos de viver apenas reagindo às circunstâncias e passamos a escolher com mais consciência.

Me conta nos comentários. Existe alguma decisão que você vem adiando há muito tempo?

Conteúdo utilizado para fins de reflexão e análise sobre terapia.

Corte e edição: Jordao Felix
Série: Emily em Paris (Temporada 3, Episódio 1)
Elenco: Lily Collins e Philippine Leroy-Beaulieu.

Há experiências que não se registram em nós como uma presença traumática, mas como uma ausência ensurdecedora.André Gree...
23/07/2026

Há experiências que não se registram em nós como uma presença traumática, mas como uma ausência ensurdecedora.

André Green, com seu conceito de “trabalho do negativo”, nos mostra que o que não aconteceu, o que faltou, o que foi silenciado, também estrutura o nosso psiquismo. Não é apenas o grito que deixa marcas, mas o vazio, a lacuna, o não-dito.

O sujeito se constitui também a partir do que não pôde ser simbolizado, do que permaneceu como um “buraco” na sua história. É aquela sensação de que falta algo, mas você não sabe o quê.

A clínica, nesse sentido, não é só sobre encontrar o que está escondido (o reprimido), mas também sobre dar forma ao que nunca teve forma, ao que é ausência radical. É transformar o vazio em espaço para algo novo.

22/07/2026

Essa cena clássica do filme Duas Vidas ilustra perfeitamente como os traumas de infância se instalam na nossa estrutura psíquica.

Quando um adulto descarrega seus próprios medos, frustrações e impotências em uma criança, o peso do que é dito não desaparece. Ele se transforma.

No filme, o garoto internaliza aquela agressão injusta na forma de uma culpa esmagadora pela doença da mãe e, fisicamente, em um tique nervoso.

A criança não tem maturidade para entender que o pai está apavorado. Para sobreviver emocionalmente, ela assume a culpa.

Anos mais tarde, esse menino se torna um adulto rígido, frio e focado apenas no sucesso externo para tentar compensar o sentimento de ser “inadequado” ou “culpado”.

O processo de análise faz exatamente o que o personagem de Bruce Willis faz no final do corte: ele volta à dor do passado, acolhe a própria vulnerabilidade e devolve a culpa para o lugar certo.

O pai agiu mal porque estava com medo. A culpa nunca foi do menino.

Quais “verdades” dolorosas plantadas na sua infância você ainda carrega como se fossem suas hoje?

Acolher a sua história é o primeiro passo para se libertar dela.

Corte e edição: Jordao Felix
Filme: Duas Vidas - The Kid - Disney’s
Cena: Sam Duritz (Daniel von Bargen) confrontando o jovem Rusty (Spencer Breslin), sob o olhar de Russ Duritz adulto (Bruce Willis).

Endereço

Rua Jerônimo Tenório, 17A, Centro
Venturosa, PE
55270000

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