Psicóloga Raíssa Mourão

Psicóloga Raíssa Mourão Psicóloga Clínica e Perinatal Psicóloga Clínica e Corporal Bioenergética

Despoje a aura de santa e o peso do mártir.Ser mãe é o solo firme que se deixa partir,é luta contínua, é o estrondo e a ...
10/05/2026

Despoje a aura de santa e o peso do mártir.
Ser mãe é o solo firme que se deixa partir,
é luta contínua, é o estrondo e a terra.
É a força que molda, o corpo em revolta.
Transformação que a vida sustenta.
Resistência que pulsa, que avança e não volta.
Uma potência real que o mundo alimenta.

Raíssa Mourão - Psicóloga Perinatal

Hoje é Dia Internacional da Mulher.E eu poderia falar sobre força. Sobre resiliência. Sobre a capacidade de amar. Sobre ...
08/03/2026

Hoje é Dia Internacional da Mulher.
E eu poderia falar sobre força. Sobre resiliência. Sobre a capacidade de amar. Sobre maternidade. Doação. Intuição...

Mas talvez a gente precise falar de outras coisas.

Porque existe uma narrativa silenciosa que acompanha muitas mulheres: a de que precisamos suportar.
Suportar o cansaço.
Suportar a sobrecarga.
Suportar relações desiguais.
Suportar a culpa que aparece quando tentamos existir além do cuidado com todos.

Ser mulher, nunca foi sobre flores.

É sobre negociar diariamente o próprio espaço no mundo.

É crescer ouvindo que precisamos ser mais cuidadosas, mais delicadas, mais pacientes, mais compreensivas.

O Dia da Mulher não é apenas um dia de celebração.
Mas, principalmente, de consciência.

Consciência de que ainda há muito a ser questionado e mudado.
De que muitas mulheres estão exaustas de performar uma força que nunca escolheram ter. Com medo.

Talvez o verdadeiro gesto de cuidado com as mulheres hoje seja outro:
ouvi-las sem minimizar,
dividir responsabilidades,
construir um mundo onde ser mulher não signifique precisar ser extraordinariamente forte o tempo todo.

Porque nenhuma mulher deveria precisar ser he***na para viver.

Neste Dia da Mulher, desejo que nunca nos falte paz, liberdade, amor e respeito!

Amar e cansar. Cuidar e querer fugir. Alegrar-se e sentir culpa.Sentimentos ambivalentes fazem parte da maternidade — e ...
24/02/2026

Amar e cansar. Cuidar e querer fugir. Alegrar-se e sentir culpa.

Sentimentos ambivalentes fazem parte da maternidade — e reconhecer isso é um passo muito importante para a saúde mental materna.

A psiquiatra e psicoterapeuta Maria Tereza Maldonado já descrevia a maternidade como uma experiência profundamente transformadora, que mobiliza memórias da própria infância, expectativas sociais e conflitos internos. Amar o filho não impede a frustração, o medo ou o esgotamento. Pelo contrário: quanto maior o vínculo, maior a intensidade emocional.

A psicanalista Vera Iaconelli também nos lembra que a maternidade real não cabe no ideal romantizado. A mãe precisa nascer junto com o bebê — e esse nascimento envolve perdas, reorganizações e lutos simbólicos. Sentir ambivalência não é falha moral. É experiência humana.

E a neurociência confirma isso.

Durante a gestação e o puerpério, o cérebro materno passa por mudanças importantes em áreas ligadas ao apego, à empatia e à vigilância. Há aumento de sensibilidade emocional, alterações hormonais intensas e privação de sono. Esse conjunto favorece vínculo e proteção… mas também pode gerar irritabilidade, ansiedade, tristeza e sobrecarga.

Ou seja: amor e ambivalência coexistem no cérebro, na psique e na vida real.

O problema não é sentir ambivalência.
O problema é não poder falar sobre ela.

Quando a sociedade exige mães perfeitas, silenciosas e felizes o tempo todo, ela produz culpa, isolamento e adoecimento.

Por isso, a psicologia perinatal insiste:
👉 sentimentos ambivalentes precisam de escuta, não de julgamento.
👉 mães precisam de rede, não de cobrança.
👉 saúde mental materna é cuidado com toda a família.

Se você é mãe e está sentindo emoções confusas, intensas ou difíceis… você não está sozinha. E você não é uma mãe pior por isso.

💛 Vamos falar sobre o que ninguém fala.

👉 Compartilhe este post com uma mãe que precisa ouvir isso.
👉 Salve para lembrar que sentir ambivalência é humano.
👉 E se você precisar, procure psicoterapia — cuidar de você também é cuidar do seu filho.

Com carinho, Raíssa Mourão - Psicóloga Clínica e Perinatal

Entrando na Trend 😅 Mas não só pela brincadeira! O confete caiu.A música baixou.E a quarta-feira de cinzas lembra: a vid...
18/02/2026

Entrando na Trend 😅 Mas não só pela brincadeira!

O confete caiu.
A música baixou.
E a quarta-feira de cinzas lembra: a vida real continua!

Depois do brilho, voltamos para o invisível.
Para a carga mental.
Para o cuidado que ninguém vê.
Para as conversas que sustentam relações.
Para o colo que as mães fortes também precisam.

Carnaval celebra o corpo na rua.
A quarta-feira de cinzas pode ser o convite para cuidar de dentro pra fora.

👉 Dividir responsabilidades.
👉 Escutar com respeito.
👉 Cuidar da saúde mental das mulheres e das mães.
👉 E buscar psicoterapia quando o coração pede ajuda.

Porque autocuidado não é só descanso ou spa.
É olhar para si com coragem.
É elaborar dores, limites, histórias.
É construir relações mais saudáveis começando dentro da gente.

Relacionamento saudável nasce do diálogo diário.
Do respeito à individualidade.
Da responsabilidade compartilhada.
E de pessoas que se cuidam para poder cuidar.

Que a gente leve do Carnaval não só o glitter…
mas a decisão de cuidar da nossa mente com a mesma prioridade com que cuidamos de todo o resto. ✨

Raíssa Mourão - Psicóloga Clínica e Perinatal

Cuidar de todos, organizar a vida, sustentar rotinas, antecipar necessidades... tudo isso passa a ocupar tanto espaço qu...
30/01/2026

Cuidar de todos, organizar a vida, sustentar rotinas, antecipar necessidades... tudo isso passa a ocupar tanto espaço que, quase sem perceber, a mulher começa a se anular. Seus desejos são adiados, seu cansaço é silenciado, suas necessidades são relativizadas.

Na maternidade, esse autoanulamento costuma ser ainda mais intenso. A mulher aprende, explícita ou silenciosamente, que deve dar conta de tudo, ser forte, disponível e incansável. Mas esse apagamento tem um custo emocional importante: aumenta o risco de sobrecarga, ansiedade, culpa e adoecimento psíquico. Não é possível sustentar o cuidado quando quem cuida não encontra espaço para existir!

A rotina pode ser esmagadora, é verdade! Olhar para si pode exigir consciência, coragem e resistência! Não é egoísmo. É uma necessidade.

🤍 Que você possa (mesmo em meio ao caos do cotidiano), se permitir um gesto de despertar e amor próprio!

Raíssa Mourão - Psicóloga Clínica e Perinatal


🌒 A maternidade é um território vivo. Ainda assim, muitas mulheres se veem cercadas por opiniões, julgamentos e “conselh...
27/01/2026

🌒 A maternidade é um território vivo. Ainda assim, muitas mulheres se veem cercadas por opiniões, julgamentos e “conselhos” que partem do lugar de quem observa de fora, frequentemente gerando culpa e favorecendo a ansiedade na mãe que tenta encontrar uma fórmula perfeita.

Antes da maternidade, eu também achava que algumas coisas eram simples. Que existiam respostas certas, escolhas óbvias, caminhos definidos. Mas a maternidade real não acontece no campo das certezas; ela acontece no encontro com o imprevisível. Como seria possível que outra pessoa soubesse mais sobre o seu bebê, sobre o seu corpo e sobre os seus limites do que você mesma?

Quando deslegitimamos a vivência da mãe, ignoramos que é ela quem está em contato direto com o bebê, com o próprio corpo, com suas emoções e com os desafios concretos do cuidado. Apoiar uma mãe não é dizer o que ela deveria fazer, mas reconhecer sua experiência, oferecer escuta e respeitar seus limites.

Na Psicologia Perinatal, compreendemos que a maternidade é construída a partir da singularidade de cada mulher, da sua história emocional, dos seus vínculos e do contexto em que está inserida. Não existe uma maternidade ideal — existe uma maternidade possível, viva e em constante adaptação.

🤍 Maternar não é performar perfeição. É construir, dia após dia, uma relação possível: com altos e baixos, erros e acertos, começos e recomeços.

Raíssa Mourão - Psicóloga Clínica e Perinatal

Preparar-se emocionalmente antes do parto fortalece você e acolhe o seu bebê desde o início!A gestação é um período de i...
22/01/2026

Preparar-se emocionalmente antes do parto fortalece você e acolhe o seu bebê desde o início!

A gestação é um período de intensas transformações emocionais, psíquicas e relacionais.

🤍 Preparar-se emocionalmente permite que a mulher reconheça seus sentimentos, elabore medos, expectativas e vivências passadas, fortalecendo seus recursos internos para atravessar o parto e o puerpério com mais segurança e consciência.

🤍 A maternidade inaugura um mundo novo, repleto de adaptações no corpo, na identidade, na rotina e nos vínculos. Esse processo pode ser vivido de forma mais acolhedora quando há espaço para escuta e cuidado emocional.

Esse preparo beneficia não apenas a mãe, mas também o bebê, que é impactado por um ambiente emocional mais estável, sensível e responsivo. Na Psicologia Perinatal, compreende-se que o vínculo começa antes do nascimento e que cuidar da saúde emocional materna é uma forma potente de promover bem-estar, favorecer o vínculo e apoiar o desenvolvimento desde os primeiros momentos de vida.

Você não precisa atravessar esse processo sozinha: cuidar de si também é uma forma de acolher quem está chegando!




Entrando na trend de 2016, fui atravessada por uma enxurrada de emoções. Foi o ano em que me formei no curso que sempre ...
18/01/2026

Entrando na trend de 2016, fui atravessada por uma enxurrada de emoções. Foi o ano em que me formei no curso que sempre sonhei, em que atuei pela primeira vez como psicóloga autônoma. Trabalhei com Psicoterapia de Grupo, com a escuta individual e o cuidado emocional de idosos. Dei palestras, abri “meu” primeiro consultório. Cursei uma pós, comheci pessoas e fiz amigos.

Foi também o ano em que conheci e amei a praia pela primeira vez. Mudei de cidade, cheguei à Viçosa e aqui fiquei. Aqui criamos raízes, casa e família.

Aprendi tanto. Iclusive, o que é sentir o coração apertar de saudade daqueles que amamos e moram longe.

Em dez anos, mudei muito. E, ao mesmo tempo, quase nada.

O tempo não levou quem eu era. Mas, sem dúvidas, me trouxe mais do que imaginei e sonhei. Sigo mais consciente no caminho, com enorme gratidão por tudo que a vida me fez 🤍

Às vezes, o que a vida precisa da gente, é um susto numa decisão não planejada: ‘vamos dar um pulinho ali?’ E deixar o r...
11/01/2026

Às vezes, o que a vida precisa da gente, é um susto numa decisão não planejada: ‘vamos dar um pulinho ali?’ E deixar o resto surpreender!
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Férias, família, caos e amor ❤️
05/01/2026

Férias, família, caos e amor ❤️

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Viçosa, MG
36570000

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