Psicóloga Fernanda Teixeira

Psicóloga Fernanda Teixeira Página Profissional da Psicóloga Fernanda Correia Teixeira CRP 06/83072.

04/07/2026

Existe uma diferença importante entre se descobrir tr4ns e o impacto que essa descoberta tem na sua vida.

É por isso que, na clínica, eu nunca reconheço a chamada "transição tardia" como uma questão de falta de força ou coragem.

Muitas vezes, a sua identidade sempre esteve ali. O que ainda não existiam eram condições suficientes para que você pudesse cuidar de si, reorganizar escolhas, construir relações mais seguras e imaginar um futuro em que essa verdade pudesse existir com mais liberdade.

Essa mudança de perspectiva não apaga o tempo que passou.

Mas ela pode transformar completamente a forma como você enxerga a sua própria história.

Se esse vídeo fez sentido para você e sente que chegou o momento de olhar para a sua trajetória com o acompanhamento de uma psicóloga especializada no atendimento de pessoas tr4ns, me chama no direct e escreve:

"Fê, quero tua ajuda."

Existe uma diferença importante entre se descobrir trans e o impacto que essa descoberta tem na sua vida.

É por isso que, na clínica, eu nunca reconheço a chamada "transição tardia" como uma questão de falta de força ou coragem.

Muitas vezes, a sua identidade sempre esteve ali. O que ainda não existiam eram condições suficientes para que você pudesse cuidar de si, reorganizar escolhas, construir relações mais seguras e imaginar um futuro em que essa verdade pudesse existir com mais liberdade.

Essa mudança de perspectiva não apaga o tempo que passou.

Mas ela pode transformar completamente a forma como você enxerga a sua própria história.

Se esse vídeo fez sentido para você e sente que chegou o momento de olhar para a sua trajetória com o acompanhamento de uma psicóloga especializada no atendimento de pessoas trans, me chama no direct e escreve:

"Fê, quero tua ajuda."

Eu vou te explicar como funciona o processo terapêutico e, se fizer sentido para você, conversamos sobre os próximos passos. 🏳️‍⚧️💙🤍💗

“Confessions II” da Madonna, chegou hoje: a sequência do “Confessions on a Dance Floor” — que é, confesso logo de uma ve...
03/07/2026

“Confessions II” da Madonna, chegou hoje: a sequência do “Confessions on a Dance Floor” — que é, confesso logo de uma vez, o meu disco e o meu show favoritos dela. E ela escolheu voltar pela porta da nossa comunidade: a primeira faixa, “I Feel So Free”, estreou com exclusividade numa rádio LGBTQIAPN+. O mundo inteiro esperando — e quem ouviu primeiro fomos nós.

Aos 67 anos, depois de sete de silêncio, é assim que ela retorna. Como sempre foi.
Eu podia falar desse disco só como fã — e eu sou, muito. Mas eu escuto ele com o ouvido de quem passa os dias no Espaço de Ser, meu consultório.

Porque se assumir tr4ns, não aposenta o script — ele só muda de frase: “agora não exagera”, “você está velhe demais pra uma transição”, “isso de não binárie é muito fora da caixinha pra você”. E a pessoa se pega negociando o próprio brilho.

A Madonna passou a carreira inteira rasgando em público os scripts que restringem as mulheres: religiosidade e erotismo na mesma cena, corpos plurais no mesmo palco. Disseram que ela estava velha demais — ela respondeu com o disco mais dançante do ano. E tem uma faixa no disco novo, “One Step Away”, em que ela declara uma coisa que eu assinaria embaixo: a pista de dança não é um lugar — é um limiar, um espaço ritual onde o movimento fala no lugar das palavras. Eu vejo isso acontecer no consultório o tempo todo, só que sem música: o momento em que a pessoa para de negociar e a sua versão mais autêntica pede passagem. É um dos momentos mais bonitos do meu trabalho.

E já que hoje é dia de confissão: a minha música favorita dela se chama “Like It or Not” — e está justamente no primeiro Confessions. Quem sabe eu conto essa história outro dia.

Por agora, o convite é dela, mas eu assino junto: vai pra pista. E, se em algum momento a voz do script gritar mais alto que a música, é exatamente isso que o meu trabalho procura promover: devolver o volume pra sua própria voz.

Me conta nos comentários: qual música te deu força para te fazer sustentar quem você verdadeiramente é? 🏳️‍⚧️💙🤍💗

27/06/2026

Existe uma diferença entre mudar a forma como o mundo te enxerga e mudar a forma como você enxerga a si mesma.

Algumas conquistas podem trazer euforia e alívio. Ainda assim, nem sempre alcançam o lugar onde vivem as comparações, as cobranças e a sensação de que existe algo em você que nunca parece ser suficiente.

É nesse ponto que a terapia deixa de ser um caminho para provar alguma coisa e passa a ser um espaço de construção de uma relação mais singular e autoral com o próprio ser mulher.

Se você sente que quer sustentar esse processo em profundidade comigo, me escreve no direct:

"Fê, quero tua ajuda." 🏳️‍⚧️💙🤍💗

25/06/2026

Muitas pessoas costumam acreditar que o objetivo da tr4nsição é chegar a um lugar onde não exista mais incômodo.

Mas, na clínica, o que vejo é outra coisa.

O incômodo nem sempre é um sinal de que algo está errado. Muitas vezes, ele aparece justamente quando uma vida começa a se expandir para além dos lugares onde antes precisava caber.

Não estou falando de romantizar o sofrimento. Estou falando de reconhecer que um processo tão singular como a tr4nsição, tem grande potencial para reorganizar a forma como essa pessoa se relaciona com o corpo, os desejos, os vínculos e o mundo.

É por isso que, no meu trabalho, não tenho a pretensão de eliminar alguns desconfortos trazidos. Busco ajudar cada pessoa a desenvolver recursos para compreender o que esse incômodo está dizendo e sustentar esse movimento com mais consciência.

Se esse conteúdo fez sentido para você, talvez seja um bom momento para continuar essa conversa por aqui. 🏳️‍⚧️💙🤍🩷

23/06/2026

Muitas pessoas tr4ns cresceram convivendo com a vergonha muito antes de conseguirem compreender e nomear quem verdadeiramente eram.

E essa vergonha nem sempre nasce de uma rejeição explícita. Muitas vezes, ela se constrói em silêncios, olhares e pequenas experiências que, aos poucos, passam a organizar o quanto você se permite desejar, ocupar espaço e viver com autenticidade.

Na clínica, um dos pilares do meu trabalho é a compreensão. Quando compreendemos a história que tornou essa vergonha possível, muda a relação que passamos a estabelecer com ela.

A vergonha pode continuar existindo como parte da trajetória, mas ela não precisa continuar organizando a sua vida.

Se você busca um espaço para ampliar essas reflexões, te convido a fazer parte da nossa comunidade da Bandeira Branca, Azul e Rosa. Toda semana compartilho conteúdos para pessoas tr4ns que desejam construir uma vida cada vez mais autêntica.

💙🤍🩷​

20/06/2026

Há um fenômeno que observo com frequência na clínica.

Em determinadas situações, uma pessoa sai de um encontro carregando um mal-estar que parece dizer algo sobre ela. Um olhar, um silêncio, uma pergunta ou um comentário bastam para que a dúvida apareça.

Quando isso acontece, a pergunta que costumo fazer é:

"Esse desconforto está falando de quem?"

Essa pergunta não busca absolver ninguém da própria história. Também não busca responsabilizar sempre o outro.

Ela busca produzir uma diferenciação.

Na clínica, uma das tarefas mais delicadas é fazer esse trabalho de diferenciação: reconhecer quais afetos pedem elaboração e quais revelam os limites que o outro encontra para se relacionar com a diferença.

Essa processo não elimina o desconforto. Mas transforma profundamente a maneira como uma pessoa se posiciona nas relações.

Se você faz parte da comunidade da bandeira branca, azul e rosa (comunidade trans🏳️‍⚧️), este é um espaço para pensar a vida psíquica para além das explicações fáceis.

Me conta nos comentários: já aconteceu de você perceber que estava carregando um desconforto que talvez não fosse seu?

18/06/2026

Há um momento que muitas pessoas tr4ns🏳️‍⚧️ conhecem bem.

Depois de tanto caminho percorrido, a vida começa a oferecer experiências que, durante muito tempo, pareciam inalcançáveis: relações mais honestas, novas formas de amar, de ocupar o próprio lugar no mundo e de reconhecer que ainda há muito a ser vivido.

É nesse momento que surgem perguntas diferentes.

Como reconhecer o que, finalmente, é um desejo seu?

Essa não é uma pergunta que se responde de uma vez. É um questionamento que transforma a forma como uma vida é construída.

É nesse lugar que meu trabalho acontece.

No consultório, trabalho muito com perguntas. Questionamentos que ajudam a distinguir o que nasce de um desejo genuíno daquilo que, por muito tempo, foi apenas uma forma de proteção.

É por isso que meu trabalho se sustenta em três pilares: acolhimento, compreensão e sustentação.

Há fases da vida em que o desafio não é mudar. É sustentar a expansão que já começou. É essa travessia que tenho o privilégio de acompanhar no consultório.

Se você sente que este é o momento de sustentar essa etapa da sua vida com profundidade, me escreva TRAVESSIA no direct.

16/06/2026

Você nunca foi o problema da sua família. Ponto. 🤍

Pra muita pessoa tr4ns, essa ficha demora a cair. Você passou anos achando que era difícil demais, sensível demais, intenso demais. Mas definitivamente, você não era o problema.

Por muito tempo você precisou se modular pra continuar pertencendo. Ler o ambiente, medir o que falava, ajustar voz, gestos, roupas pra caber. De certa forma talvez tenha funcionado, te protegendo naquele momento.

A culpa costuma se instalar justamente nessa fissura. Mas senti-la hoje, e trabalhar ela de maneira criativa, pode ser o começo de uma relação mais honesta com você.

Quando ela volta, não é necessariamente pra te fazer sentir algo pesado. É porque tem algo aí pedindo pra ser ouvido e interpretado. E é exatamente aí que a terapia pode te ajudar — pra que essa culpa, enfim, possa ser ressignif**ada. 🏳️‍⚧️💙🩷🤍

13/06/2026

"Eu tenho tudo que sempre sonhei. Então por que ainda parece que falta algo?"

Foi assim que uma pessoa tr4ns abriu nossa sessão. Não em sofrimento, mas com a satisfação de quem construiu uma vida com muitos enfrentamentos e muito orgulho do que conquistou.

E ainda assim, uma inquietação permanecia.

Conforme avançamos, percebemos juntas: talvez não faltasse nada. O que havia era uma forma de olhar a própria vida como uma lista de conquistas a serem concluídas. Como se, alcançado tudo, não restasse mais nada a desejar.

Mas estar bem com o que você construiu não encerra a possibilidade de desejar.

A virada não foi encontrar a peça que faltava. Foi mudar a pergunta: de "o que está faltando em mim?" para "o que eu ainda quero desejar a partir daqui?"

Se você faz parte da comunidade da bandeira branco azul e rosa, comunidade tr4ns e esse tipo de reflexão encontra você, me segue. É sobre isso que conversamos por aqui. 💙🤍💗 🏳️‍⚧️

11/06/2026

Me responde com sinceridade: quantas vezes você já disse "eu quero, eu poderia… ah, mas ainda não"? 🌱

Se essa frase mora em você, presta atenção no que vou te falar.

Você já fez tanta coisa. Já se reconheceu, já enfrentou o que precisava enfrentar, já está vivendo a sua transição. Mas aí chega aquele momento que de verdade importa — e você recua. E f**a achando que o problema é com você, que falta coragem, que falta vontade.

Não falta. A vontade está aí, gritando.

O que te segura tem nome: vergonha. Uma vergonha que plantaram em você ao longo de anos, te convencendo de que se encolher era mais seguro do que se mostrar. E ela é tão silenciosa que você jura que a escolha de recuar é sua — quando, na real, é ela escolhendo por você onde você pode estar, o que pode falar, até onde pode ir.

Então te pergunto: por quanto tempo mais você vai deixar a vergonha decidir o tamanho da sua vida?

Existir plenamente, onde e como você quiser, é um direito seu — e também é um trabalho que se constrói com sustentação e presença. 💜

Se você sente que chegou a hora de dar esse passo com um atendimento especializado, me envie uma mensagem no direct. Vamos começar essa história juntes? 🏳️‍⚧️💙🩷🤍

Endereço

Avenida Ordem E Progresso 157 Sala 808
Vila Mariana, SP
01141030

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