04/08/2026
Quando a situação é difícil, uma pergunta importante é: isso pode ser mudado ou não? A imagem organiza justamente essa decisão.
1) Se posso mudar o real, o caminho é a resolução de problemas.
Isso envolve três pontos:
Meta: definir com clareza o que preciso enfrentar ou alcançar.
Plano de ação: transformar intenção em passos concretos.
Recursos: aqui entra algo muito importante. Precisamos dimensionar o problema corretamente — sem desprezá-lo, mas também sem catastrofizá-lo. Ou seja, nem agir como se “não fosse nada”, nem tratá-lo como se fosse insuportável ou impossível. Além disso, precisamos identificar e ampliar nossos recursos de enfrentamento: conhecimentos, apoio de outras pessoas, tempo, estratégias, habilidades emocionais, experiência prévia, dinheiro, informação, organização e ajuda profissional, quando necessário.
2) Se não posso mudar o real, preciso mudar minha forma de lidar com ele internamente.
É aí que entram as cognições.
Cognições são os processos mentais pelos quais interpretamos a realidade: pensamentos, crenças, significados, interpretações, regras pessoais e expectativas. Elas influenciam diretamente o que sentimos e como reagimos.
Por isso, quando não consigo mudar a situação, posso:
Mudar cognições: questionar pensamentos automáticos e interpretações distorcidas.
Flexibilizar: sair de posições mentais rígidas, considerar nuances, alternativas e perspectivas mais amplas.
Atualizar crenças: rever ideias antigas que já não ajudam e substituí-las por crenças mais realistas, úteis e equilibradas.
Isso é Flexibilidade Cognitiva: a capacidade de ajustar a maneira de pensar diante da realidade, em vez de ficar preso a uma única leitura dos fatos. Pessoas com maior flexibilidade cognitiva tendem a lidar melhor com frustração, incerteza, problemas e emoções difíceis.
Em resumo:
se posso agir, eu ajo com estratégia;
se não posso mudar a situação, eu mudo minha forma de interpretá-la e enfrentá-la.
Aplicar a Flexibilidade Cognitiva ajuda a resolver problemas e reduzir o mal-estar.