Psicólogo Paulo Erreira

Psicólogo Paulo Erreira Trabalho como psicoterapeuta em minha clínica - Erreira Clínica de Psicologia Serviços e Consulto

29/08/2026
Pesquisas em neurociência mostram algo interessante: razão e emoção não funcionam bem separadas. Pessoas que perderam de...
11/08/2026

Pesquisas em neurociência mostram algo interessante: razão e emoção não funcionam bem separadas. Pessoas que perderam determinadas capacidades emocionais por lesões cerebrais podem continuar raciocinando logicamente, mas apresentar enorme dificuldade para tomar decisões e organizar a própria vida.
Por isso, uma boa decisão não exige que você ignore o que sente.
O caminho é aprender a perguntar:
“O que essa emoção traz de útil para minha decisão?”
E depois acrescentar:
“Diante dos fatos, de meus valores e das potenciais consequências, qual é a decisão mais prudente?”
Regulação emocional é justamente o equilíbrio entre a emoção e a razão, permitindo que a emoção participe da decisão, sem entregar a ela o comando completo do comportamento e ser racional, mas com inteligência emocional.
Sentir faz parte. Pensar também. A maturidade psicológica está em fazer os dois trabalharem juntos. Ou seja, não queremos usar meio cérebro, mas nosso cérebro inteiro. Faz sentido para você?
Abraços do Paulo Erreira

09/08/2026
Domínio próprio não é ausência de raiva. É a capacidade de reduzir a raiva através do pensamento que temos sobre o que a...
06/08/2026

Domínio próprio não é ausência de raiva. É a capacidade de reduzir a raiva através do pensamento que temos sobre o que a gerou.

Quando nos sentimos atacados, injustiçados ou desrespeitados, nossa mente pode produzir rapidamente pensamentos como: “Eu não posso aceitar isso”, “Preciso responder agora” ou “Se eu ficar calado, estarei sendo fraco”. Esses pensamentos aumentam a intensidade emocional e fortalecem o impulso de reagir.

Devemos treinar a habilidade de criar um pequeno espaço entre o estímulo e a resposta, que é onde reside nossa liberdade. Aguardar alguns segundos, respirar e observar o que está acontecendo internamente ajuda a interromper o comportamento automático e o sequestro emocional. Nesse intervalo, podemos perguntar:

“Eu realmente preciso responder agora?”
“O que acontecerá se eu suportar esse desconforto por alguns instantes?”
“Qual atitude representa melhor a pessoa que desejo ser?”

Esse autocontrole não significa passividade, repressão ou aceitar injustiças. Significa responder com paciência, mansidão, sabedoria e firmeza — no momento adequado e da maneira mais construtiva.

Quanto mais praticamos essa pausa, mais fortalecemos nossa tolerância ao desconforto e nossa capacidade de escolher respostas coerentes com nossos valores. O domínio próprio não nasce pronto: ele é desenvolvido por meio de pequenas decisões repetidas.

Ser uma pessoa ensinável não significa aceitar tudo sem questionar. Significa reconhecer que nossos pensamentos, hábitos...
06/08/2026

Ser uma pessoa ensinável não significa aceitar tudo sem questionar. Significa reconhecer que nossos pensamentos, hábitos e crenças podem ser revistos quando deixam de nos ajudar.
Em terapia, aprendemos que compreender um problema é importante, mas a mudança acontece quando transformamos o entendimento em comportamento. Uma nova forma de pensar precisa ser testada por meio de pequenas ações: enfrentar uma situação evitada, praticar uma habilidade, conversar de maneira diferente ou cumprir uma tarefa mesmo sem vontade.
Conhecimento orienta o caminho. Mas é a ação repetida que produz novas experiências, fortalece a confiança e modifica padrões antigos. Por isso, escolha hoje uma atitude pequena, concreta e possível. Você não precisa fazer tudo; precisa começar.

Quando a situação é difícil, uma pergunta importante é: isso pode ser mudado ou não? A imagem organiza justamente essa d...
04/08/2026

Quando a situação é difícil, uma pergunta importante é: isso pode ser mudado ou não? A imagem organiza justamente essa decisão.

1) Se posso mudar o real, o caminho é a resolução de problemas.
Isso envolve três pontos:

Meta: definir com clareza o que preciso enfrentar ou alcançar.
Plano de ação: transformar intenção em passos concretos.
Recursos: aqui entra algo muito importante. Precisamos dimensionar o problema corretamente — sem desprezá-lo, mas também sem catastrofizá-lo. Ou seja, nem agir como se “não fosse nada”, nem tratá-lo como se fosse insuportável ou impossível. Além disso, precisamos identificar e ampliar nossos recursos de enfrentamento: conhecimentos, apoio de outras pessoas, tempo, estratégias, habilidades emocionais, experiência prévia, dinheiro, informação, organização e ajuda profissional, quando necessário.

2) Se não posso mudar o real, preciso mudar minha forma de lidar com ele internamente.
É aí que entram as cognições.

Cognições são os processos mentais pelos quais interpretamos a realidade: pensamentos, crenças, significados, interpretações, regras pessoais e expectativas. Elas influenciam diretamente o que sentimos e como reagimos.

Por isso, quando não consigo mudar a situação, posso:
Mudar cognições: questionar pensamentos automáticos e interpretações distorcidas.
Flexibilizar: sair de posições mentais rígidas, considerar nuances, alternativas e perspectivas mais amplas.
Atualizar crenças: rever ideias antigas que já não ajudam e substituí-las por crenças mais realistas, úteis e equilibradas.

Isso é Flexibilidade Cognitiva: a capacidade de ajustar a maneira de pensar diante da realidade, em vez de ficar preso a uma única leitura dos fatos. Pessoas com maior flexibilidade cognitiva tendem a lidar melhor com frustração, incerteza, problemas e emoções difíceis.

Em resumo:
se posso agir, eu ajo com estratégia;
se não posso mudar a situação, eu mudo minha forma de interpretá-la e enfrentá-la.

Aplicar a Flexibilidade Cognitiva ajuda a resolver problemas e reduzir o mal-estar.

A ruminação acontece quando a mente retorna repetidamente a uma situação dolorosa, a uma conversa, a um erro ou a uma pr...
26/07/2026

A ruminação acontece quando a mente retorna repetidamente a uma situação dolorosa, a uma conversa, a um erro ou a uma preocupação, como se pensar mais um pouco pudesse finalmente trazer alívio ou uma resposta definitiva. A pessoa revisa o que aconteceu, imagina o que deveria ter dito, tenta compreender por que foi tratada daquela maneira ou antecipa consequências negativas. O problema é que esse pensamento costuma girar em círculos: produz muito desgaste emocional, mas pouca clareza prática.
Diferentemente de uma reflexão útil, que organiza os fatos e conduz a uma decisão, a ruminação mantém a pessoa presa ao problema. Quanto mais ela pensa, mais revive a tristeza, a ansiedade, a culpa ou a raiva; e quanto mais essas emoções aumentam, maior parece ser a necessidade de continuar pensando. Forma-se, assim, um ciclo que intensifica o sofrimento e reduz a capacidade de enxergar alternativas.
Interromper esse ciclo não significa ignorar o que aconteceu, minimizar a dor ou “pensar positivo”. Significa perceber quando o pensamento deixou de ser produtivo, nomear o que está acontecendo e escolher uma resposta mais saudável: acolher a emoção, separar fatos de interpretações, identificar o que está sob seu controle e decidir qual atitude concreta pode ajudá-la a seguir adiante. Nem sempre precisamos encontrar uma explicação perfeita para recuperar a paz; muitas vezes, precisamos parar de alimentar mentalmente aquilo que continua nos ferindo.

**Delegar não significa desaparecer**Pessoas de alto desempenho valorizam autonomia. Mas isso não significa que desejem ...
22/07/2026

**Delegar não significa desaparecer**

Pessoas de alto desempenho valorizam autonomia. Mas isso não significa que desejem trabalhar sem acompanhamento, reconhecimento ou direcionamento.

Mesmo profissionais experientes querem saber se estão no caminho certo, se suas entregas estão gerando valor e em que aspectos podem evoluir. Eles apreciam feedbacks precisos, conversas consistentes e lideranças que reconheçam a qualidade do trabalho realizado.

Alguns líderes delegam uma responsabilidade e deixam de acompanhar sua execução sob o argumento de que confiam plenamente em seus liderados. A confiança é indispensável, mas não deve ser confundida com ausência.

Acompanhar não é controlar cada passo. É demonstrar interesse, oferecer contexto, remover obstáculos, reconhecer avanços e ajustar rotas quando necessário.

Quando o líder delega e desaparece, pode transmitir uma mensagem diferente daquela que pretendia: “Isso não é tão importante” ou “Seu trabalho não merece minha atenção”.

A boa liderança combina três elementos:

**autonomia para realizar, presença para apoiar e precisão para oferecer feedback.**

Profissionais de alto desempenho não precisam de microgerenciamento. Mas também não querem ser invisíveis para suas lideranças.

Agilidade emocional é a capacidade de reconhecer e acolher pensamentos e emoções, inclusive os desconfortáveis, sem negá...
20/07/2026

Agilidade emocional é a capacidade de reconhecer e acolher pensamentos e emoções, inclusive os desconfortáveis, sem negá-los, reprimi-los ou permitir que determinem automaticamente nossas ações. Em vez de reagir impulsivamente ou tentar eliminar o que sentimos, observamos essas experiências com alguma distância, identificamos o que elas sinalizam e escolhemos uma resposta mais consciente, flexível e alinhada aos nossos valores e objetivos. Portanto, não significa controlar perfeitamente as emoções, mas relacionar-se com elas de maneira mais saudável e funcional.

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