Papo da Terapeuta - Luciana Lopes Psicoterapeuta de Adultos e Casais

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🎬Psicodrama
🏵Ajudo adultos e casais a se tornarem o melhor que eles podem ser.

Esta página tem como proposta nos fazer pensar sobre assuntos que nos permeiam a vida e as relações, buscando perceber e identif**ar as emoções que vivemos e com as quais não sabemos lidar da melhor maneira. Minha missão é ajudar as pessoas a desenvolver um olhar emocional para si mesmas, para suas relações e para seu bem estar.

Traição só acontece quando há s**o com outra pessoa?Como o ambiente digital está tornando as fronteiras da infidelidade ...
16/09/2026

Traição só acontece quando há s**o com outra pessoa?

Como o ambiente digital está tornando as fronteiras da infidelidade mais complexas.

Hoje, uma relação pode ultrapassar os limites do casal sem que exista necessariamente um encontro presencial.

Conversas íntimas mantidas em segredo, mensagens de conteúdo sexual, aplicativos de relacionamento e outras formas de interação digital podem criar uma intimidade paralela à relação.

E existe uma questão ainda mais recente: o uso de inteligência artificial para estabelecer vínculos que podem assumir um caráter emocional ou sexual.

Mas isso signif**a que qualquer uma dessas situações é uma traição?

Não necessariamente.

O que é considerado infidelidade não é igual para todos os casais. Existem diferenças importantes entre os acordos, os limites e aquilo que cada pessoa entende como exclusividade.

O problema aparece quando esses limites não são conversados ou quando algo que ultrapassa um acordo é escondido da outra pessoa da relação.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja apenas “isso é traição?”, mas:

“Que tipo de intimidade nós consideramos exclusiva dentro da nossa relação?”

Essa é uma conversa que muitos casais nunca tiveram.

E talvez precisem ter.

Será que vocês entendem infidelidade da mesma maneira?

16/09/2026

“Nem sei por onde começar”

Você acha que é uma pessoa impulsiva?Talvez seja preciso olhar um pouco melhor para isso.Quando falamos em impulsividade...
15/09/2026

Você acha que é uma pessoa impulsiva?
Talvez seja preciso olhar um pouco melhor para isso.

Quando falamos em impulsividade, é comum pensar em alguém que age sem pensar nas consequências.

Mas a impulsividade não é uma coisa só.

Existem diferentes formas de agir impulsivamente, e uma pessoa pode apresentar algumas delas e não outras.

Algumas pessoas têm mais dificuldade para controlar o que fazem quando estão tomadas por emoções intensas, como raiva, ansiedade ou frustração.

Outras f**am mais impulsivas quando estão muito animadas ou eufóricas.

Há também quem tenha dificuldade de pensar nas consequências antes de tomar uma decisão. É aquele famoso: “depois eu vejo o que acontece”.

Algumas pessoas têm dificuldade de continuar uma tarefa quando ela f**a monótona, difícil ou exige muito tempo.

E existem aquelas que buscam constantemente experiências novas, intensas e estimulantes.

Essas são algumas das dimensões estudadas na impulsividade.

E uma coisa importante: ser impulsivo não signif**a, necessariamente, ter um transtorno.

Todos nós podemos agir impulsivamente em determinadas situações. A questão é quando esse padrão se torna frequente, intenso ou começa a trazer prejuízos para a vida.

Por isso, quando alguém diz “eu sou muito impulsivo”, talvez seja interessante perguntar:

Impulsivo em quê?

Na terapia, compreender como esse comportamento aparece, em quais situações acontece e o que costuma estar por trás dele pode ajudar a pessoa a encontrar outras formas de responder ao que sente.

Porque entender a própria impulsividade não signif**a deixar de sentir ou se transformar em alguém que pensa em tudo o tempo todo.

Signif**a ter um pouco mais de espaço entre aquilo que sentimos e aquilo que fazemos e é justamente nesse espaço que começa a existir uma escolha.

Você já tinha pensado que a impulsividade pode aparecer de maneiras tão diferentes?

Me conta nos comentários: em que situações você percebe que age com mais impulsividade?

🔸E se esse texto fez você pensar em alguém, pode compartilhar com essa pessoa.

Outro dia me perguntaram como é ouvir tantas histórias diferentes no mesmo dia.Fiquei pensando nisso e resolvi vir conta...
10/09/2026

Outro dia me perguntaram como é ouvir tantas histórias diferentes no mesmo dia.

Fiquei pensando nisso e resolvi vir contar para vocês.

Eu, pessoalmente, acho incrível. E vou contar por quê.

Não é só ouvir. Aí está uma parte importante do trabalho: eu não ouço apenas, eu sinto.

As pessoas que atendo sabem como isso acontece. Enquanto me contam uma história, vou enxergando a cena na minha cabeça. Tenho as imagens das pessoas, dos lugares, das situações. Quando preciso retomar alguma coisa depois, anoto uma palavra, uma frase.

Mas é muito mais do que ouvir o que está sendo contado.

Eu sinto o meu paciente.

Percebo as expressões, as mudanças no tom de voz, o olhar, os gestos, as pausas. Percebo aquilo que aparece e também aquilo que ainda não consegue ser colocado em palavras.

E isso acontece de uma maneira muito natural. Quando percebo, já estou com todos os meus sentidos voltados para aquela pessoa, completamente presente naquele momento.

Acredito que esse sentir também seja fundamental para a construção do vínculo terapêutico. A pessoa vai percebendo que está sendo verdadeiramente vista, escutada e acolhida.

Essa escuta vai sendo construída com estudo, experiência e muitos anos de clínica, mas também tem algo muito humano: estar inteira diante de quem está ali.

Então, a resposta para aquela pergunta é essa:

Eu não ouço histórias, eu as sinto. E é nessa sensação tão importante que a terapia acontece.

E fiquei curiosa: o que faz você sentir que alguém está realmente presente quando conversa com você?

Esse é um padrão bastante comum nas relações. A pessoa sente que precisa justif**ar constantemente aquilo que faz, pensa...
03/09/2026

Esse é um padrão bastante comum nas relações. A pessoa sente que precisa justif**ar constantemente aquilo que faz, pensa ou deseja. Explica por que não foi, por que não respondeu, por que tomou determinada decisão ou por que precisa de um tempo para si.

Muitas vezes, aprendemos ao longo da vida que nossas escolhas precisam ser justif**adas para serem aceitas. Podemos ter convivido com pessoas críticas, controladoras ou que tinham dificuldade em respeitar nossos limites.

Com o tempo, explicar demais pode se tornar uma forma de evitar conflitos, críticas ou a desaprovação do outro.

Na clínica, algumas pessoas percebem que estão sempre tentando fazer com que o outro compreenda e aceite suas escolhas. E, quando isso não acontece, sentem culpa ou começam a duvidar de si mesmas.

Existe uma diferença entre explicar algo porque queremos ser compreendidos e sentir que precisamos convencer o outro de que temos o direito de fazer determinada escolha.

Nem toda decisão precisa ser justif**ada. Nem todo limite precisa de uma longa explicação.

Talvez valha a pena observar: quando você se explica tanto, está tentando se comunicar ou tentando evitar que o outro fique insatisfeito com você?

Porque, às vezes, o excesso de explicação diz mais sobre o lugar que ocupamos dentro de uma relação do que sobre aquilo que estamos tentando explicar.

Se você se reconheceu nesse padrão, talvez seja importante olhar com mais cuidado para o que acontece nas suas relações.
Se quiser conversar sobre isso, me escreva.

👉🏻 A ansiedade pode mudar a maneira como prestamos atenção nas coisas da vida?Pode. Quando estamos ansiosos, nossa atenç...
01/09/2026

👉🏻 A ansiedade pode mudar a maneira como prestamos atenção nas coisas da vida?

Pode. Quando estamos ansiosos, nossa atenção tende a se voltar para aquilo que pode representar uma ameaça.

Uma crítica, uma mudança no tom de voz, uma expressão mais fechada, uma notícia ruim. E, quando nossa atenção f**a presa nesses sinais, eles podem ganhar um signif**ado maior do que realmente têm.

Imagine alguém que está muito preocupado com a possibilidade de ser rejeitado. Um olhar mais distante pode ser suficiente para despertar a sensação de que alguma coisa está errada. Talvez o outro esteja apenas distraído. Mas a ansiedade já encontrou uma explicação.

E essa interpretação muda o nosso comportamento. Podemos f**ar mais tensos, procurar garantias, evitar situações ou tentar controlar o que está acontecendo. Às vezes, acabamos provocando no outro justamente uma reação que confirma aquilo que temíamos.

A memória também participa desse processo. Quando estamos constantemente atentos ao que pode dar errado, as experiências negativas podem ocupar um espaço maior nas nossas lembranças. É assim que podemos chegar à sensação de que “isso sempre acontece comigo”, mesmo quando a nossa história é muito mais ampla.

Por isso, perceber a ansiedade também é perceber para onde ela está levando a nossa atenção e o que estamos fazendo com aquilo que percebemos.

Não é sobre pensar positivo. É sobre conseguir se perguntar:

“Será que isso está realmente acontecendo ou é a minha ansiedade tentando me dizer o que está acontecendo?”

Essa pausa pode mudar muita coisa.

E você? Quando a ansiedade aumenta, para onde vai a sua atenção? Me conta nos comentários.

Hoje é dia de celebrar a profissão que escolhi há 30 anos e que continuo escolhendo todos os dias.Para mim, ser psicólog...
27/08/2026

Hoje é dia de celebrar a profissão que escolhi há 30 anos e que continuo escolhendo todos os dias.

Para mim, ser psicóloga é um privilégio. É poder ouvir histórias, acompanhar processos, testemunhar mudanças e, tantas vezes, estar presente em momentos muito importantes da vida de alguém.

Sou profundamente apaixonada pelo meu trabalho e muito grata a cada pessoa que confiou em mim ao longo desses anos.

Feliz Dia da Psicóloga! 💛

Uma das coisas que mais alimentam a ansiedade é a dificuldade de lidar com aquilo que não sabemos. E, dentro de um casam...
26/08/2026

Uma das coisas que mais alimentam a ansiedade é a dificuldade de lidar com aquilo que não sabemos. E, dentro de um casamento, existem muitas coisas que não sabemos sobre o outro.

O que ele está pensando. O que ela está sentindo. Por que ficou mais quieto hoje. Por que demorou para responder. Se aquela distância é apenas cansaço ou se alguma coisa mudou.

Quando temos dificuldade em conviver com a incerteza, o não saber pode ser vivido como uma ameaça. E a ansiedade começa a preencher os espaços vazios:

“Será que ele está chateado comigo?”
“Será que ela está perdendo o interesse?”
“Será que nosso casamento está em crise?”

Uma possibilidade vai ganhando força até começar a ser tratada como um fato.

Na clínica, vejo como isso pode desgastar uma relação. A pessoa pergunta, investiga, procura sinais, pede garantias e, quando recebe a resposta que precisava, sente alívio. Por algum tempo. Depois, uma nova dúvida aparece e o ciclo recomeça.

Nenhuma garantia consegue eliminar completamente a incerteza. E, quando esperamos que o outro nos tranquilize o tempo todo, acabamos colocando sobre ele a tarefa de controlar uma ansiedade que também é nossa.

Aprender a conviver com o que não sabemos não signif**a ignorar sinais importantes. Signif**a conseguir reconhecer: “Eu ainda não sei o que está acontecendo. Vou esperar, observar e conversar antes de concluir.”

Nem sempre conseguimos saber o que está acontecendo com o outro a partir de um silêncio, de uma mudança de humor ou de um dia em que ele parece mais distante. Às vezes, precisamos simplesmente esperar, conversar e deixar que a realidade apareça antes de preencher esse espaço com aquilo que estamos imaginando.

Talvez uma parte importante de uma relação seja justamente aprender a confiar sem precisar saber tudo o tempo todo.

Amar alguém também signif**a conviver com o fato de que nunca teremos acesso completo ao mundo interno dessa pessoa.

E você, consegue conviver com o que ainda não sabe sobre o outro sem deixar a ansiedade responder por você?

Desde muito cedo, vamos recebendo ideias sobre o que seria uma vida boa. Estudar, ter uma profissão, construir uma carre...
18/08/2026

Desde muito cedo, vamos recebendo ideias sobre o que seria uma vida boa. Estudar, ter uma profissão, construir uma carreira, casar, ter filhos, comprar uma casa, ser independente. Algumas dessas coisas realmente fazem sentido para nós. Outras vamos fazendo porque parecem ser o caminho natural, aquele que aprendemos que deveríamos seguir.

E nem sempre paramos para perguntar se é isso mesmo que queremos.

Na clínica, algumas pessoas chegam justamente quando começam a perceber que a vida que construíram, embora pareça boa, organizada e bem-sucedida, já não faz tanto sentido. O trabalho pode ter perdido o signif**ado, um relacionamento pode já não fazer sentido como antes, ou aquela cidade, aquela rotina, aquele projeto que um dia trouxe tanta satisfação podem ter deixado de despertar o mesmo desejo.

É nesse momento que uma pergunta pode aparecer:

“Eu escolhi isso ou fui apenas fazendo o que esperavam de mim?”

E essa pergunta não quer dizer que as escolhas feitas até aqui foram erradas. Muitas delas fizeram sentido naquele momento. Foram importantes, necessárias e até muito desejadas. Só que nós mudamos. E aquilo que fazia sentido aos 25 anos pode já não fazer o mesmo sentido aos 40 ou aos 50.

Reconhecer isso pode ser difícil. Pode trazer culpa, medo, a sensação de estar decepcionando alguém ou simplesmente o receio de mexer em uma vida que levou tantos anos para ser construída.

Às vezes, o medo de mudar parece maior do que o incômodo de continuar vivendo uma vida que já não combina tanto com quem nos tornamos.

Por isso, algumas mudanças começam antes mesmo de qualquer decisão. Começam quando conseguimos parar e nos perguntar, com honestidade:

“Isso ainda faz sentido para mim?”

Talvez essa seja uma das perguntas mais importantes que podemos fazer ao longo da vida. Porque nós mudamos, e algumas escolhas precisam acompanhar essas mudanças.

E, quando conseguimos reconhecer isso, podemos olhar para a vida que construímos com mais clareza e escolher, com mais consciência, o que queremos continuar levando conosco.

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