15/01/2024
Se você se for eu morro junto Pois em se tratando de casais de idosos que viveram dezenas de anos juntos, infelizmente isso tende a fazer muito sentido. "Pela dependência muito grande entre si, quando a relação se rompe, o impacto é devastador".
A parte sobrevivente precisa enfrentar o luto, um processo difícil, que pode começar antes do falecimento do cônjuge em si, com uma hospitalização ou doença crônica sofrida, por exemplo, e que exige atravessar uma dor composta por uma variedade de sentimentos e de perdas em diversos sentidos.
Primeiros dois anos são decisivos
O acolhimento imediato ajuda o idoso a perceber que não está sozinho e que é importante e amado pelos outros, segundo os médicos, os períodos mais difíceis para ele e que merecem um acompanhamento de perto, de atenção e cuidados presenciais, abrangem do primeiro mês após o falecimento ou hospitalização da outra parte, até o segundo ano, devido às recaídas.
Nesse intervalo de tempo o risco de o viúvo também morrer pode aumentar em cerca de 60%, de acordo com pesquisadores da Universidade Harvard (EUA).
Por trás disso é que, de modo igual, tanto doença como morte do cônjuge infligem altos níveis de estresse, perda de apoio social, emocional, econômico, depressão e adoção de hábitos ruins, como alcoolismo.
Acompanhamento psicológico, e acolhimento da família é essencial!