07/05/2026
ENTENDA A CICLO DA DOR CRÔNICA
Imagine a dor como um círculo vicioso, um ciclo que se retroalimenta e perpetua o sofrimento, mas, antes de nos desesperarmos, vamos entender como esse ciclo se forma e, mais importante, como podemos quebrar o ciclo da dor.
A dor crônica resultado da interação disfuncional do sistema nervoso (central e periférico), autonômico, imunológico associado a fatores bio-psico-sociais.
Quando a dor estende por mais de 3 meses, cronificando, o sistema nervoso reage de forma mal adaptativa com aumento da sensibilização central, diminuição do número de receptores de opióides endógenos e falha no sistema que deveria inibir a dor (inibição descendente).
Em condições normais, o sistema imune inicia uma resposta inflamatória e depois a encerra. Na dor crônica, parece haver uma falha nesse "interruptor" imunológico, impedindo a resolução da dor e a cicatrização dos tecidos.
Ele libera citocinas e outros mediadores inflamatórios que ativam os receptores de dor periféricos, aumentando a sensibilidade dolorosa e no sistema nervoso central, mantem ativadas as célulasda glia, facilitando a transmissão da dor e mantendo o cérebro em um estado de hipersensibilidade.
A dor persistente é um estressor contínuo que mantém o sistema simpático "ligado", aumentando a liberação de norepinefrina, o que pode sensibilizar os receptores de dor e aumentar a inflamação.
Essa hiperatividade simpática pode causar vasoconstrição, alterações na temperatura da pele, inchaço. Em contrapartida diminuição do tônus parassimpático impede que o corpo se recupere e iniba as vias de dor, resultando em dificuldade para relaxar, distúrbios do sono e fadiga crônica e hipersensibilidade, interpretando toques leves como dor. Podendo ocorrer sintomas de disautonomia: tonturas, desmaios, flutuações na pressão arterial e problemas gastrointestinais.
E os Fatores biopsicosocias agem como amplificadores da dor real, ocorre um hiperfoco na dor associado a ansiedade, depressão, alterações do sono e por temor que a dor ocorra, a cinesiofobia, que leva a inatividade e ao isolamento, que perpetuando o ciclo vicioso.