14/07/2026
Ontem aconteceu uma coisa aparentemente simples, mas que me proporcionou um dos maiores insights dos últimos tempos...
Depois da aula de dança, eu fui embora usando a saia de moedas. Não me dei conta que estava com ela ao colocar meu casaco e sair para caminhar de volta pra casa. No caminho, eu ouvia o barulho das moedas e disse a mim mesma: nossa, essa aula foi forte, continuo ouvindo o barulho das moedas...
Enquanto caminhava, escutava o som das moedas a cada passo.
Alguns minutos depois, me dei conta de que não tinha tirado a saia e deixado na escola, como é o costume…
Ela veio comigo. 😮💃
Comecei a gargalhar com o “ato falho”, mas, ao invés de pensar “esqueci de tirar a saia”, eu me perguntei:
O que o meu corpo está tentando me mostrar?
Naquele instante, compreendi.
Nos últimos dias, vivi um processo profundo de viagem, mortes, desapegos e silêncio.
A mente não conseguia compreender tudo.
O corpo queria continuar dançando.
Foi ele quem me lembrou de algo que, desde 2018, eu escolhi tornar inegociável.
Existe uma parte de mim que precisa dançar para permanecer inteira.
Não para performar.
Não para produzir.
Não controlar.
Mas para continuar habitando quem eu sou.
Confiar no fluxo da Vida.
Confiar na dança do meu corpo.
Talvez por isso a saia tenha vindo comigo.
Como um lembrete de que alguns movimentos não podem acontecer apenas dentro da cabeça.
Eles precisam encontrar o corpo.
A dança sempre foi uma forma de devolver movimento àquilo que a vida, às vezes, tenta endurecer.
E talvez seja exatamente isso que eu esteja aprendendo mais uma vez.
As verdadeiras Travessias começam quando o corpo encontra coragem para continuar dançando. Mesmo quando a música para de tocar.
Essa semana volto por aqui com novidades. ☀️
Com novas travessias. 💃
Mas antes delas, eu precisava honrar este lembrete.
O corpo sabe o caminho!
Mesmo quando a mente ainda está tentando entender.
O corpo SABE!