17/09/2025
Muitas das histórias que você repete mentalmente sobre si mesmo não são verdades absolutas.
Elas foram formadas a partir de experiências passadas, palavras que ouviu em momentos de dor, interpretações que fez quando ainda não tinha todos os recursos que tem hoje. Mesmo sem perceber, essas histórias continuam moldando a forma como você se vê, como sente e como se comporta.
É como se você enxergasse a si mesmo através de lentes embaçadas: a imagem que vê está ali, mas distorcida por medos, traumas e crenças antigas.
Frases como “sou difícil de amar”, “não dou conta”, “sempre estrago tudo” muitas vezes não refletem quem você é, mas quem você acreditou que era em um momento de dor.
Na psicoterapia, especialmente com base em abordagens como a TCC, investigamos essas narrativas com curiosidade, cuidado e intenção. Não para invalidar o que você sentiu, mas para abrir espaço para novas possibilidades de olhar para si.
Você não precisa seguir carregando essas verdades como se fossem definitivas. Existe um caminho possível de ressignificação. À medida que você compreende de onde vêm essas crenças, torna-se possível reescrever algumas partes da sua história com mais clareza, leveza e verdade.
Psicóloga Rayane Uliana | CRP 16/7140 🛋️