Psicóloga Mirele Fabro

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Uma Mãe Psicóloga | CRP 06/124984
Materno - Infantil - Adoles

A maioria das pessoas acha que empatia é se colocar no lugar do outro.Mas na prática, o que fazemos é nos imaginar naque...
01/06/2026

A maioria das pessoas acha que empatia é se colocar no lugar do outro.

Mas na prática, o que fazemos é nos imaginar naquela situação, com a nossa saúde, a nossa rotina, a nossa realidade.

E aí o “lugar do outro” nunca chega de verdade.

Manda pra alguém que precisa ver isso. 👇

Eu devia estar viajando agora.Mas a vida que eu tenho custa diferente e demorei um tempo pra entender que isso não é um ...
25/05/2026

Eu devia estar viajando agora.
Mas a vida que eu tenho custa diferente e demorei um tempo pra entender que isso não é um problema a resolver. É só a minha história.
Uma história que, no meio de tudo, me levou a lugares que não sei se teria chegado por outro caminho.

Você pode estar sofrendo sem saber.Não porque ignora o que sente, mas porque aprendeu a chamar de outro nome.“Sou agitad...
19/05/2026

Você pode estar sofrendo sem saber.
Não porque ignora o que sente, mas porque aprendeu a chamar de outro nome.
“Sou agitada mesmo.”
Não consigo f**ar parada.”
Não gosto de descansar.”
“Preciso estar sempre fazendo alguma coisa.”
Parece personalidade.
Parece jeito de ser.
Mas às vezes é a mente que não sabe como parar, porque parar dói, e ela ainda não aprendeu que pode. Nomear o que você sente é o primeiro passo para entender o que está acontecendo dentro de você.
E quando isso acontece, algo muda.
Não porque a dor aparece, mas porque finalmente você consegue ver o que já estava lá.
E aí dá pra cuidar. 💝

Você já parou pra pensar no que nunca questionou em você, porque todo mundo sempre elogiou?O que você é hoje foi sendo m...
13/05/2026

Você já parou pra pensar no que nunca questionou em você, porque todo mundo sempre elogiou?

O que você é hoje foi sendo moldado também pelo que te aplaudiram por ser.

O caso do Jordan Peterson voltou a circular e junto com ele, voltou o medo de remédio psiquiátrico.Só que tem uma coisa ...
08/05/2026

O caso do Jordan Peterson voltou a circular e junto com ele, voltou o medo de remédio psiquiátrico.
Só que tem uma coisa sendo omitida nessa história toda.
O que aconteceu com ele foi real. Mas o problema não foi “tomar remédio psiquiátrico.” Foi tomar o remédio errado para o problema certo.
Existe uma diferença enorme que quase ninguém explica:
O benzodiazepínico, o Rivotril, o diazepam, tira o sintoma na hora. Ele não trata. É como tomar dipirona numa infecção: a dor passa, mas a infecção continua lá.
O antidepressivo, o estabilizador de humor, trata. Esses são geralmente os medicamentos de tarja vermelha, que precisam de receita, mas não daquela especial. Demora semanas para agir, mas muda o cérebro de verdade.
O que acontece na prática? A pessoa toma o que faz efeito rápido, sente alívio, larga o que trata de verdade e f**a presa num ciclo. Não porque é fraca. Porque ninguém explicou a diferença.
No meu consultório, chegam pessoas com medo de viciar, medo de f**ar dopado, medo de depender para sempre. Esse medo tem um custo real: pessoas que precisam de tratamento recusam ajuda.
Meu trabalho não é convencer ninguém a tomar medicação. É garantir que, se você disser não, seja um não informado.
Você merece tomar decisões sobre sua saúde entendendo o que está em jogo.

Terapia não é só escuta. É pegar na mão quando a pessoa não enxerga mais o caminho.
30/04/2026

Terapia não é só escuta. É pegar na mão quando a pessoa não enxerga mais o caminho.

Nem tudo que você lê é pra você.E tá tudo bem.A gente tem um hábito estranho. Lê alguma coisa, não se encaixa, e logo ve...
15/04/2026

Nem tudo que você lê é pra você.
E tá tudo bem.
A gente tem um hábito estranho. Lê alguma coisa, não se encaixa, e logo vem o incômodo. A discordância. Às vezes até a raiva.
Mas e se o problema não fosse o texto?
E se simplesmente não fosse pra você?
Lugar de fala não é só uma questão de identidade. É de contexto. De vida. De onde você está quando aquelas palavras chegam.
A mesma frase sobre dinheiro fala diferente pra quem tem filho e pra quem não tem. Pra quem tem saúde e pra quem não tem. Pra quem tem vinte anos e pra quem tem quarenta.
Não porque uma versão está certa e a outra errada.
Mas porque a vida de cada um formata o que consegue entrar.
Eu já li coisas que me irritaram profundamente. Voltei meses depois. E entendi tudo.
Não mudou o texto. Mudei eu.
E já li coisas que me emocionaram e percebi depois que não eram pra mim. Que eu tinha me apropriado de uma dor que não era minha.
Isso também acontece.
A gente consome conteúdo como se ele precisasse caber em todo mundo ao mesmo tempo. E cobra do texto uma universalidade que nem a vida tem.
Nenhuma experiência é universal.
Nem a dor. Nem a alegria. Nem a falta.
Então antes de discordar, antes de se ofender, antes de compartilhar indignada
Pergunta: isso foi escrito do meu lugar?
Se não foi, talvez não seja pra você agora.
Talvez seja pra você daqui a dois anos.
Talvez nunca seja.
E tá tudo bem.

13/04/2026

Você está criando seu filho pra servir ou pra ser servido?

Essa pergunta incomoda. Porque a resposta está nos detalhes que a gente nem percebe.

No que pede pra menina que não pede pro menino.
No que tolera de um que não tolera do outro.
Na mãe que quer criar com respeito, mas confunde respeito com ceder sempre.

Respeitar a criança começa por você se respeitar.
Quando você não ocupa o seu lugar, não tá sendo gentil com seu filho. Tá ensinando que os limites dos outros não existem.
E quando a gente tenta mudar, esbarra no que foi plantado dentro da gente. A impaciência. O gatilho. A necessidade de controle.
Nenhuma técnica resolve isso sozinha.
Criar diferente exige se olhar primeiro.

Salva esse post e manda pra quem precisa ler.

A infância é o chão que a gente pisa a vida inteira.Mas isso não signif**a que estamos condenados a repetir para sempre ...
10/03/2026

A infância é o chão que a gente pisa a vida inteira.

Mas isso não signif**a que estamos condenados a repetir para sempre as mesmas marcas.

Nossos pais criaram os filhos com as informações que tinham na época.
Muitas vezes sem acesso ao que hoje sabemos sobre desenvolvimento emocional, vínculos e saúde mental.

Por isso, muitas pessoas chegam à vida adulta carregando histórias, medos e formas de funcionar que nasceram lá atrás.

E é justamente aí que a terapia pode fazer diferença.

Ela não muda o que aconteceu.
Mas pode ajudar a compreender esse chão, reorganizar experiências e construir novas formas de viver e se relacionar.

Não é rápido.
Não é simples.

Mas é possível deixar de apenas repetir a própria história
e começar, aos poucos, a caminhar de outra forma.

Durante muito tempo repetiram que“mulher não gosta de mulher.”Mas quase ninguém perguntou de onde veio essa ideia.Durant...
08/03/2026

Durante muito tempo repetiram que
“mulher não gosta de mulher.”

Mas quase ninguém perguntou de onde veio essa ideia.

Durante séculos, os espaços de poder funcionaram em rede
homens indicando homens, protegendo homens, apoiando homens.

Enquanto isso, muitas mulheres foram colocadas em espaços muito mais restritos.
E frequentemente comparadas entre si.

Quando reconhecimento depende de um recurso escasso,
o que costuma surgir é competição.

Isso não é natureza.
É aprendizado social.

Talvez o problema nunca tenha sido as mulheres.
Talvez tenha sido o sistema.

Marque uma mulher que você admira.

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