Dra. Gabriela Bortolon

Dra. Gabriela Bortolon Bem vindo à minha página, sou a Dra. Gabriela Bortolon, médica geriatra. De um like na página e veja algumas dicas que estarei compartilhando!

Os biomarcadores para a doença de Alzheimer representam um dos maiores avanços da neurologia nas últimas décadas. Hoje, ...
18/07/2026

Os biomarcadores para a doença de Alzheimer representam um dos maiores avanços da neurologia nas últimas décadas. Hoje, conseguimos identificar alterações biológicas relacionadas à doença com uma precisão muito maior do que no passado.

Mas existe um ponto fundamental que precisa ser esclarecido: esses exames não são indicados para rastrear pessoas saudáveis.

Recebo com frequência a pergunta:

Doutora, posso fazer um exame de sangue para saber se vou ter Alzheimer?

Na maioria das vezes, a resposta é não.

Os biomarcadores — seja por exame de sangue, análise do líquor (LCR) ou PET amilóide— devem ser solicitados após uma avaliação médica criteriosa**, principalmente quando há suspeita de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) ou doença de Alzheimer em fase inicial, e quando o resultado pode aumentar a certeza diagnóstica, auxiliar na definição do tratamento e orientar a conduta.

Além disso, um biomarcador positivo não significa que a pessoa tenha demência nem que inevitavelmente irá desenvolvê-la. Esses exames identificam alterações biológicas compatíveis com a doença de Alzheimer, mas não conseguem prever, isoladamente, como cada pessoa irá evoluir.

A trajetória clínica depende de diversos fatores, como idade, reserva cognitiva, saúde vascular, estilo de vida e da presença de outras doenças cerebrais.

Na medicina, o desafio não é solicitar mais exames. É saber quando eles realmente fazem diferença para o paciente.

🧠 Você já conhecia a diferença entre um biomarcador positivo para Alzheimer e o diagnóstico de demência?

Dra. Gabriela Bortolon
Geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)
CRM-ES 13.971 | RQE 9.159

Perder peso é apenas uma etapa do tratamento. Mantê-lo é o verdadeiro desafio.Esta paciente perdeu 16,1 kg (17,7% do pes...
17/07/2026

Perder peso é apenas uma etapa do tratamento. Mantê-lo é o verdadeiro desafio.

Esta paciente perdeu 16,1 kg (17,7% do peso corporal) e está há 7 meses sem tirzepatida, mantendo os resultados com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico contínuo.

Mas este não é o fim da história.

Sabemos pelos estudos que o risco de reganho de peso é maior ao longo do primeiro ano após a suspensão da medicação. Por isso, ela continua sendo acompanhada de perto.

O tratamento da obesidade não termina quando a balança atinge a meta. Ele continua com o acompanhamento da composição corporal, da alimentação, da atividade física, do sono, da saúde mental e da prevenção de doenças.

O medicamento pode ser suspenso. O acompanhamento, não.

Porque o verdadeiro sucesso não é apenas emagrecer. É manter a saúde e os resultados ao longo dos anos. 💙

Dra Gabriela Bortolon
Geriatra titulada pela SBGG
CRM 13.971/ RQE 9159

🧠 A ciência evoluiu. E nossa forma de cuidar do cérebro também precisa evoluir.Nos últimos 10 anos, três grandes ensaios...
15/07/2026

🧠 A ciência evoluiu. E nossa forma de cuidar do cérebro também precisa evoluir.

Nos últimos 10 anos, três grandes ensaios clínicos mudaram a forma como entendemos a prevenção do declínio cognitivo.

Realizados em três continentes diferentes, esses estudos demonstraram que uma abordagem multidomínio, baseada em atividade física, alimentação saudável, estimulação cognitiva, controle dos fatores de risco cardiovasculares e engajamento social, promove melhores resultados cognitivos do que orientações gerais de saúde.

Embora ainda não exista uma estratégia capaz de prevenir todos os casos de demência, essas evidências reforçam que há muito mais que podemos fazer para preservar a saúde cerebral e promover um envelhecimento com mais autonomia e qualidade de vida.

🧠 A prevenção da demência começa muito antes dos primeiros sintomas.

Dra Gabriela Bortolon
Geriatra titulada pela SBGG
CRM 13.971/ RQE 9159

Referências

Ngandu T, Lehtisalo J, Solomon A, et al. A 2 Year Multidomain Intervention of Diet, Exercise, Cognitive Training, and Vascular Risk Monitoring Versus Control to Prevent Cognitive Decline in At-Risk Elderly People (FINGER): A Randomised Controlled Trial. Lancet. 2015;385(9984):2255-2263.

Baker LD, Espeland MA, Whitmer RA, et al. Structured vs Self-Guided Multidomain Lifestyle Interventions for Global Cognitive Function: The U.S. POINTER Randomized Clinical Trial. JAMA. 2025;334(8):701-712.

Crivelli L, Suemoto CK, Sosa AL, et al. Multidomain Lifestyle Intervention for the Prevention of Cognitive Decline in At-Risk Older Adults in Latin America (LatAm-FINGERS): A Single-Blind, Multicentre, Randomised Controlled Trial. Lancet. 2026.

02/07/2026

Diagnóstico de hipertensão é uma coisa. Meta de tratamento é outra. E manter a pressão dentro da meta é uma das formas mais eficazes de proteger o coração, o cérebro e envelhecer com mais saúde. ❤️

A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 reforça que as mudanças no estilo de vida são fundamentais tanto para...
02/07/2026

A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 reforça que as mudanças no estilo de vida são fundamentais tanto para prevenir quanto para controlar a pressão arterial. Além disso, recomenda que essas medidas sejam incentivadas para todos os adultos com pressão arterial ≥120×80 mmHg, reforçando que a prevenção começa antes mesmo do diagnóstico de hipertensão.

Essas medidas incluem:

✔️ Praticar atividade física regularmente.
✔️ Manter um peso saudável.
✔️ Reduzir o consumo de sal.
✔️ Priorizar uma alimentação rica em alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais.
✔️ Não fumar.
✔️ Moderar o consumo de álcool.
✔️ Dormir adequadamente e cuidar do estresse.

Mais do que reduzir os números da pressão, esses hábitos ajudam a proteger o coração, os rins e o cérebro, promovendo um envelhecimento mais saudável.

Dra. Gabriela Bortolon
Médica Geriatra titulada pela SBGG
CRM-ES 13971 | RQE 9197

📚 Referência: Brandão AA et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2025;122(9):e20250624

A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 reforça que, embora o diagnóstico de hipertensão continue sendo ...
30/06/2026

A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 reforça que, embora o diagnóstico de hipertensão continue sendo feito, na maioria dos casos, com pressão ≥140x90 mmHg, a meta de tratamento para a maioria dos pacientes hipertensos é manter a pressão abaixo de 130x80 mmHg.

Além disso, a diretriz passou a reconhecer a pré-hipertensão (120–139 e/ou 80–89 mmHg), reforçando a importância da prevenção e das mudanças no estilo de vida antes mesmo do diagnóstico da doença.

A hipertensão é uma doença multifatorial e sua frequência aumenta com o envelhecimento. Hoje, cerca de 2 em cada 3 pessoas com mais de 65 anos convivem com pressão alta.

Mas lembre-se: nem todos os pacientes têm a mesma meta pressórica. Em idosos muito frágeis, com importante dependência funcional ou outras condições clínicas, o tratamento deve ser individualizado.

Acompanhar a pressão arterial regularmente e manter um seguimento contínuo com seu médico é uma das formas mais eficazes de prevenir infarto, AVC, insuficiência cardíaca, doença renal e até o declínio cognitivo.

📚 Referência: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2025;122(9):e20250624.

Dra. Gabriela Bortolon
Médica Geriatra titulada pela SBGG
CRM-ES 13.971 | RQE 9.197

Seu familiar está mais esquecido, desatento ou desorganizado?Nem toda alteração cognitiva faz parte do envelhecimento no...
19/06/2026

Seu familiar está mais esquecido, desatento ou desorganizado?

Nem toda alteração cognitiva faz parte do envelhecimento normal. Reconhecer os sinais precocemente pode fazer toda a diferença no diagnóstico, tratamento e planejamento do futuro.

Leia o post e saiba quais mudanças merecem atenção. 🧠

Dra. Gabriela Bortolon
Médica Geriatra Titulada pela SBGG
CRM-ES 13971 | RQE 9197

18/06/2026

🧠 Nem toda demência começa com perda de memória.

Um dos maiores desafios no cuidado aos idosos é reconhecer precocemente os sinais de comprometimento cognitivo.

Um estudo recente mostrou que milhares de brasileiros que já preenchiam critérios clínicos para demência continuavam sem diagnóstico. E o mais preocupante: esses indivíduos apresentaram maior risco de mortalidade quando comparados àqueles sem demência.

As alterações cognitivas podem surgir de forma sutil, envolvendo dificuldades de planejamento, organização, linguagem, julgamento, comportamento ou perda progressiva da independência para realizar atividades do dia a dia.

Por isso, avaliar apenas a memória não é suficiente.

O reconhecimento precoce da demência permite orientar pacientes e familiares, planejar cuidados, promover segurança e preservar autonomia e qualidade de vida pelo maior tempo possível.

Demência não é uma consequência natural do envelhecimento. Ela deve ser investigada e diagnosticada adequadamente.

📚 Referência científica:

Aliberti MJR, Avelino-Silva TJ, Covinsky KE, et al. Undiagnosed dementia and mortality among older adults in the United States and Brazil: A cross-national cohort study. Alzheimer’s & Dementia. 2026;22:e71430. DOI: 10.1002/alz.71430.

Dra. Gabriela Bortolon
Médica Geriatra titulada pela SBGG
CRM-ES 13971 | RQE 9159

📢 Após a perda de peso almejada, o que fazer com a tirzepatida?Um estudo recém-publicado no The Lancet avaliou três estr...
16/06/2026

📢 Após a perda de peso almejada, o que fazer com a tirzepatida?

Um estudo recém-publicado no The Lancet avaliou três estratégias após uma perda de peso expressiva com tirzepatida: manter a dose máxima, reduzir para 5 mg ou suspender o tratamento.

Os resultados foram claros:

✅ Manter a dose máxima preservou praticamente toda a perda de peso obtida.

✅ Reduzir para 5 mg permitiu manter grande parte dos resultados, embora com algum reganho ponderal.

⚠️ Suspender o tratamento levou à recuperação significativa do peso perdido e à perda de parte dos benefícios metabólicos.

Na prática, o estudo reforça que a obesidade é uma doença crônica e que a estratégia após atingir a meta de peso não deve ser simplesmente interromper o tratamento.

A questão passa a ser: qual a melhor estratégia de manutenção para cada paciente — manter a dose, reduzi-la ou, em situações selecionadas, considerar a suspensão?

➡️ Neste carrossel, resumo os principais achados do estudo SURMOUNT-MAINTAIN e suas implicações para a prática clínica.

Dra. Gabriela Bortolon
Médica Geriatra titulada pela SBGG
CRM 13971 | RQE 9159

📖 **Referência**
Horn DB, Aronne LJ, Wharton S, et al. *Tirzepatide for maintenance of bodyweight reduction in people with obesity in the USA (SURMOUNT-MAINTAIN): a multicentre, double-blind, randomised, placebo-controlled trial*. Lancet. Published online May 12, 2026. DOI: 10.1016/S0140-6736(26)00656-2.

Cuidar da saúde cerebral começa muito antes dos primeiros sintomas.A ciência mostra que hábitos como atividade física re...
11/06/2026

Cuidar da saúde cerebral começa muito antes dos primeiros sintomas.

A ciência mostra que hábitos como atividade física regular, alimentação equilibrada, sono de qualidade, estímulo cognitivo e conexões sociais podem ajudar a reduzir o risco de declínio cognitivo e demência ao longo da vida.

🧠 Pequenas escolhas feitas de forma consistente hoje podem influenciar a saúde do seu cérebro no futuro.

Qual desses hábitos você já pratica na sua rotina?

Dra Gabriela Bortolon
Geriatra titulada pela SBGG
CRM 13.971/ RQE 9159

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