Dra Polyana Pulcheira Paixão

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Aqui está uma verdade que muda completamente a forma de atender gatos: quanto mais você luta contra o paciente, menos in...
13/08/2026

Aqui está uma verdade que muda completamente a forma de atender gatos: quanto mais você luta contra o paciente, menos informação clínica você consegue obter.

O medo altera frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, glicemia e até o comportamento durante o exame físico. Além disso, um gato extremamente estressado pode esconder sinais importantes ou reagir de forma defensiva simplesmente porque não se sente seguro.

Por isso, as práticas Cat Friendly e de manejo de baixo estresse não são um diferencial “carinhoso”. Elas fazem parte da boa medicina felina.

Esperar alguns minutos para o gato sair da caixa, utilizar uma toalha de forma correta, evitar contenção desnecessária e reconhecer precocemente os sinais de estresse são atitudes simples que melhoram a qualidade do atendimento e reduzem o risco de mordidas e arranhões para toda a equipe.

No fim, todos ganham: o paciente, o tutor e o médico-veterinário.

👉 Você já utiliza alguma dessas técnicas na sua rotina?

12/08/2026

Você pode ter um cão de 4 kg e um gato de 4 kg. O peso é igual. A dose, muitas vezes, não.

O gato apresenta particularidades metabólicas importantes, especialmente na capacidade reduzida de realizar algumas reações de glucuronidação hepática. Isso altera a eliminação de diversos medicamentos e aumenta a suscetibilidade à intoxicação.

O paracetamol é o exemplo clássico e mais grave, mas não é o único. Alguns anti-inflamatórios, analgésicos, sedativos e outros fármacos também exigem protocolos específicos para felinos.

Na medicina felina, adaptar protocolos de cães para gatos é um dos erros mais perigosos da rotina clínica. Antes de prescrever qualquer medicamento, confirme se ele é seguro para a espécie, qual a dose correta e qual o intervalo adequado.

Na medicina felina, protocolo específico da espécie não é excesso de cuidado. É segurança.

💬 Marque um colega veterinário ou um estudante de Medicina Veterinária que precisa reforçar esse conceito.

Muita gente acredita que o maior risco para um gato dentro de casa são janelas sem tela ou produtos de limpeza. Mas exis...
11/08/2026

Muita gente acredita que o maior risco para um gato dentro de casa são janelas sem tela ou produtos de limpeza. Mas existe outro perigo que passa despercebido: as plantas ornamentais.

O lírio merece um alerta especial. Em gatos, ele é uma emergência veterinária. A ingestão de pequenas quantidades das folhas, flores ou até mesmo do pólen pode desencadear insuficiência renal aguda potencialmente fatal.

Outras plantas bastante comuns, como comigo-ninguém-pode, jiboia, costela-de-adão, antúrio, azaleia, copo-de-leite, espada-de-são-jorge, babosa e sagu-de-jardim também podem causar intoxicações de diferentes gravidades.

Se você suspeitar que seu gato mastigou uma planta, não espere os sintomas aparecerem. Quanto mais cedo ele for avaliado pelo médico-veterinário, maiores são as chances de um tratamento ef**az.

Salvar um gato às vezes começa com uma informação simples: saber quais plantas podem oferecer risco.

Compartilhe este conteúdo para que mais tutores conheçam esse perigo silencioso. 🐱🌿

10/08/2026

Muita gente acredita que “gato odeia veterinário”. Mas, na maioria das vezes, o problema não é a consulta.

O que gera medo é tudo o que vem antes e durante ela: sair do território, entrar na caixa de transporte, o barulho do carro, cheiros desconhecidos, cães na recepção e uma contenção inadequada.

A boa notícia é que isso pode ser muito diferente.

Hoje existem técnicas de atendimento Cat Friendly, que reduzem signif**ativamente o estresse do gato. Algumas delas incluem:

🐾 Deixar o gato sair da caixa no tempo dele.
🐾 Evitar contenções desnecessárias.
🐾 Utilizar mantas e petiscos durante o exame.
🐾 Fazer um ambiente mais silencioso e acolhedor.
🐾 Quando necessário, usar medicações como a gabapentina antes da consulta, sempre com orientação veterinária.

Um gato menos estressado não apenas sofre menos, como também permite um exame físico mais completo e resultados mais confiáveis.

A consulta não precisa ser um trauma. Ela pode ser uma experiência muito mais tranquila quando respeitamos o comportamento felino.

💜 Seu gato merece um atendimento pensado para ele.

📌 Salve este post e envie para aquele tutor que acha que “não vale a pena levar o gato ao veterinário porque ele f**a muito estressado”.

08/08/2026

Na medicina felina, pedir mais exames nem sempre signif**a estar mais perto do diagnóstico.

O gato é uma espécie com particularidades próprias. Ele manifesta dor de forma diferente, mascara sinais clínicos, responde ao estresse de maneira particular e pode apresentar alterações laboratoriais que precisam ser interpretadas considerando seu comportamento, ambiente, histórico e exame clínico.

Por isso, antes de solicitar mais um exame, é importante se perguntar:

O que estou procurando?

Esse resultado realmente mudará minha conduta?

Estou correlacionando os exames já realizados com a história e os sinais clínicos desse paciente?

Estou considerando as particularidades da espécie felina?

Exames complementares são fundamentais. Mas eles não substituem o raciocínio clínico.

Uma creatinina isolada não conta toda a história dos rins.

Uma glicemia elevada não signif**a, obrigatoriamente, diabetes.

Uma alteração urinária não deve ser interpretada sem considerar o ambiente, o estresse e a rotina daquele gato.

Uma perda de peso não pode ser investigada olhando apenas para um órgão ou uma única doença.

Na medicina felina, precisamos conectar os pontos.

Precisamos entender o gato antes de interpretar apenas os números.

Porque um bom atendimento não é aquele em que se solicita a maior quantidade de exames.

É aquele em que cada exame tem uma pergunta clínica por trás — e cada resultado é interpretado dentro do contexto daquele paciente.

🐱 Medicina felina não é apenas atender gatos.

É compreender a espécie.

Se você é médico-veterinário e quer aprofundar seu conhecimento em medicina felina, acompanhe meus conteúdos por aqui.

07/08/2026

Um dos maiores desafios da medicina felina é justamente combater informações que foram passadas por anos e que ainda hoje fazem muitos tutores demorarem para procurar ajuda.

Acreditar que o gato faz xixi fora da caixa por “vingança”, que ronronar signif**a ausência de dor ou que ele só precisa do veterinário quando está muito mal pode atrasar o diagnóstico de doenças importantes.

Os gatos são especialistas em esconder desconforto. Na natureza, demonstrar fraqueza aumenta o risco de sobrevivência, e esse comportamento permaneceu mesmo nos gatos que vivem dentro de casa.

Quanto mais entendemos a linguagem felina, mais cedo identif**amos alterações e maiores são as chances de tratamento e qualidade de vida.

Conhecimento muda a forma como enxergamos os gatos — e isso pode fazer toda a diferença para eles. 💜

🐾 Qual desses mitos você mais escuta no dia a dia?

Trabalho publicado no Cat in Rio ✅Em parceria com a PremieRvet® Dra Fernanda Fanzeres
07/08/2026

Trabalho publicado no Cat in Rio ✅
Em parceria com a PremieRvet®
Dra Fernanda Fanzeres

Encontrar os alunos é muito gratif**ante!! Contem comigo sempre 💚🩷
07/08/2026

Encontrar os alunos é muito gratif**ante!!
Contem comigo sempre 💚🩷

Ir a um congresso no Brasil com nível internacional é muito gratif**ante. Aprender, publicar um artigo, rever amigos, co...
07/08/2026

Ir a um congresso no Brasil com nível internacional é muito gratif**ante.
Aprender, publicar um artigo, rever amigos, conhecer meus alunos, foi maravilhoso 🩷

Até o ano que vem 😸

Muita gente acredita que o gato faz xixi fora da caixinha porque está com raiva, ciúmes ou querendo “se vingar” do tutor...
06/08/2026

Muita gente acredita que o gato faz xixi fora da caixinha porque está com raiva, ciúmes ou querendo “se vingar” do tutor. A verdade é que esse é um dos maiores mitos da medicina felina.

Na maioria das vezes, esse comportamento representa um pedido de ajuda.

Pode ser uma doença urinária, dor, doença renal, diabetes, estresse, ansiedade ou até mesmo um problema simples relacionado ao manejo da caixa de areia, como localização inadequada, número insuficiente de caixas ou areia que o gato não aceita.

Por isso, antes de pensar em trocar o gato de casa, puni-lo ou acreditar que ele está fazendo “de propósito”, procure um médico-veterinário. Em muitos casos, identif**ar e tratar a causa resolve o problema.

Lembre-se: um gato que muda o comportamento está tentando comunicar que algo não vai bem.

💜 Salve este conteúdo para consultar quando precisar e envie para alguém que ainda acredita que gato faz xixi fora da caixinha por birra.

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Rua Joaquim Lírio, 533
Vitória, ES
29055460

Telefone

27999331819

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