10/09/2020
No Brasil, imagens de corpos de mortos, estampados nos jornais já não causam espanto, parece coisa natural. Em sua maioria são jovens e pretos. Realidade e uma sociedade extremamente desigual na qual o racismo é fator estruturante das relações; jovens pretos e pretas têm poucas chances de viver de forma plena, pois faltam políticas que garantam condições dignas de vida. São jovens que sentem sua vida ameaçada a todo instante pelo simples de serem negros/as. Nos últimos anos houve um aumento considerável do número de morte violenta de jovens negros.
Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de 2007 a 2017, a desigualdade de raça/cor por mortes violentas acentuou-se no Brasil: a taxa de negros vítimas de homicídio aumentou 33,1%, enquanto a de não negros houve um crescimento de 3,3%. Conforme o Atlas da Violência 2019, no ano de 2017, 75,5% das vítimas de homicídio eram pretas ou pardas, sendo a maioria de jovens.
Em 2020, a letalidade do COVID-19 ao atingir a maioria negra e pobre do Brasil, também expõe a face do racismo. O enfrentamento ao genocídio da população negra é urgente. A baixa expectativa de vida e a falta de perspectiva de futuro da juventude negra é um retrato da desigualdade social e racial no país.
A Articulação Nacional de Psicólogas/os Negras/os e Pesquisadoras/es - Região Sudeste convida a todas para participar do Seminário -
*“Necropolítica e Genocídio da Juventude Negra”*
Data: Sábado- 12/09/2020 às 15h
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