30/03/2022
O esporte nem sempre é sinônimo de saúde. Quando observamos a junção de esportes de impacto e alto desempenho, vemos que muitos atletas apresentam problemas articulares que podem fazer com que suspendam suas atividades, encurtem a trajetória esportiva ou ainda necessitem de cirurgias no futuro, mesmo após a aposentadoria. Exemplos não faltam:
O tenista Guga teve de se aposentar em 2008 após realizar 3 artroscopias no quadril que não tiveram sucesso suficiente no alivio da dor para o atleta retornar às competições. Andy Murray, como falei no post anterior, realizou uma prótese do quadril em 2019 para voltar a jogar.
Pelé realizou, em 2012, uma prótese do quadril por artrose da articulação.
Erlon Souza, em setembro de 2021, realizou uma prótese do quadril, possivelmente por uma necrose da cabeça do fêmur, e já se encontra na preparação para voltar a competir.
Mais recentemente, em fevereiro de 2022, Zico teve seu quadril direito substituído por uma prótese também por artrose avançada e encontra-se em reabilitação.
Exemplos de atletas marcados por cirurgias do qudril não faltam, entretanto a tecnologia e o entendimento da biomecânica do quadril evoluíram muito nos últimos anos e permitem cada vez mais o diagnostico precoce e o tratamento adequado, que podem devolver a capacidade de praticar esportes em alto nível.