Dra. Carolina Lugon

Dra. Carolina Lugon Médica, especialista em Cardiologia e Métodos Gráficos, membro titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC.

CRM: 10668-ES
CLÍNICA MÉDICA - RQE: 9686
CARDIOLOGIA - RQE: 10618

Durante muito tempo, a amamentação foi discutida principalmente pelos benefícios para o bebê.Mas estudos têm mostrado qu...
16/09/2026

Durante muito tempo, a amamentação foi discutida principalmente pelos benefícios para o bebê.

Mas estudos têm mostrado que ela também pode trazer repercussões importantes para a saúde da mulher.

Estudos observacionais publicados nas últimas décadas encontraram associação entre períodos mais longos de amamentação e menor risco futuro de hipertensão arterial, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doença cardiovascular.

Uma das hipóteses é que a lactação participe da chamada "reprogramação metabólica" pós-parto. Durante a gravidez, o organismo passa por profundas alterações hormonais e metabólicas. A amamentação parece contribuir para a recuperação mais eficiente desse equilíbrio fisiológico.

É importante destacar que a amamentação não elimina o risco cardiovascular nem substitui hábitos saudáveis ou acompanhamento médico.

Mas ela passou a ser reconhecida como uma informação relevante dentro da história cardiovascular feminina.

Na cardiologia da mulher, eventos como gestação, amamentação, menopausa e complicações obstétricas ajudam a construir uma visão mais completa do risco cardiovascular ao longo da vida.

Porque, muitas vezes, a história do coração começa muito antes dos sintomas.

Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com outras mulheres.

Essa é uma informação que ainda chega a poucas mães, mas deveria fazer parte dessa conversa.

Cansaço, inchaço e falta de ar podem aparecer no final da gravidez e nas primeiras semanas após o nascimento do bebê. Ma...
09/09/2026

Cansaço, inchaço e falta de ar podem aparecer no final da gravidez e nas primeiras semanas após o nascimento do bebê. Mas, em alguns casos, sintomas assim podem sinalizar uma condição pouco conhecida: a cardiomiopatia periparto.

Trata-se de uma forma de insuficiência cardíaca que surge no final da gestação ou nos meses após o parto, sem outra causa que explique a redução da função cardíaca.

Nessa condição, o ventrículo esquerdo (principal câmara responsável por bombear sangue para o organismo), perde parte da sua capacidade de contração. Um dos critérios utilizados na avaliação é a redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo para menos de 45%.

A causa ainda não é completamente esclarecida. As evidências apontam para uma combinação de mecanismos vasculares, hormonais, inflamatórios e, em algumas pacientes, predisposição genética.

O grande desafio é que seus sintomas podem ser confundidos com alterações comuns da própria gestação ou do puerpério.

Por isso, falta de ar progressiva, dificuldade para respirar ao deitar, despertar durante a noite com falta de ar, edema importante, palpitações ou uma redução acentuada da capacidade para realizar atividades habituais merecem atenção, principalmente quando surgem ou pioram rapidamente.

O diagnóstico envolve avaliação clínica e, geralmente, ecocardiograma para analisar a estrutura e a capacidade de contração do coração.

Muitas mulheres recuperam a função cardíaca com o tratamento adequado. Outras podem permanecer com algum grau de disfunção e precisar de acompanhamento prolongado. E mesmo após a recuperação, uma futura gestação deve ser planejada e avaliada individualmente.

Se você conhece uma gestante ou uma mulher no pós-parto, compartilhe este conteúdo. Nem todo sintoma dessa fase deve ser normalizado e, saber reconhecer essa diferença também é uma forma de cuidado.

Nos últimos anos, a idade materna tem aumentado em todo o mundo.Cada vez mais mulheres engravidam após os 35 anos, muita...
31/08/2026

Nos últimos anos, a idade materna tem aumentado em todo o mundo.

Cada vez mais mulheres engravidam após os 35 anos, muitas vezes já convivendo com hipertensão arterial, doenças valvares, cardiopatias congênitas corrigidas, arritmias ou outros fatores de risco cardiovasculares.

Esse cenário mudou a forma como a medicina encara a gestação.

Hoje, o planejamento cardiovascular antes da gravidez é considerado uma etapa fundamental para mulheres com doença cardíaca conhecida ou maior risco cardiovascular.

O objetivo não é contraindicar a gestação.

É compreender como o coração responderá às adaptações fisiológicas desse período.

Durante a gravidez, o organismo materno passa por mudanças profundas. O volume de sangue aumenta cerca de 40 a 50%, o débito cardíaco cresce progressivamente e a frequência cardíaca também se eleva. Essas adaptações são bem toleradas pela maioria das mulheres, mas podem representar um desafio para quem já apresenta alguma cardiopatia.

É justamente por isso que a avaliação pré-concepcional ganhou tanto espaço nas diretrizes atuais.

Ela permite revisar medicações que não podem ser utilizadas durante a gestação, estratificar o risco materno, orientar o melhor momento para engravidar e organizar um acompanhamento multidisciplinar quando necessário.

Outro aspecto importante é que a idade materna acima de 35 anos, por si só, está associada a maior frequência de complicações obstétricas, como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional (condições que também fazem parte da história cardiovascular da mulher).

Na cardiologia da mulher, a pergunta deixou de ser apenas "é possível engravidar?"

Hoje, a pergunta é:
"Como podemos tornar essa gestação mais segura para a mãe e para o bebê?"

Se você conhece uma mulher com doença cardíaca que pensa em engravidar, compartilhe este conteúdo. Um bom planejamento começa antes mesmo da gestação.

Durante muito tempo, a pré-eclâmpsia foi encarada como uma complicação restrita à gestação. O parto acontecia, a pressão...
25/08/2026

Durante muito tempo, a pré-eclâmpsia foi encarada como uma complicação restrita à gestação. O parto acontecia, a pressão arterial era controlada e, para muitas mulheres, aquele episódio parecia encerrado.

Hoje sabemos que essa visão mudou.

Nas últimas décadas, estudos demonstraram que mulheres com histórico de pré-eclâmpsia apresentam maior risco de desenvolver hipertensão arterial crônica, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e doença renal crônica ao longo da vida.

A hipótese mais aceita é que a pré-eclâmpsia funcione como um marcador precoce de vulnerabilidade cardiovascular. Durante a gestação, o organismo feminino é submetido a uma intensa adaptação hemodinâmica e vascular. Quando esse processo não ocorre de forma adequada, podem surgir manifestações como a pré-eclâmpsia, revelando uma predisposição que poderá se manifestar novamente anos depois.

Por isso, sociedades científicas passaram a reconhecer a história obstétrica como parte da estratificação de risco cardiovascular da mulher.

Na prática, isso significa que uma mulher que teve pré-eclâmpsia não deveria simplesmente receber alta após o parto sem qualquer orientação sobre prevenção cardiovascular.

Acompanhamento da pressão arterial, controle dos fatores de risco, incentivo a hábitos de vida saudáveis e avaliação cardiológica quando indicada fazem parte de um cuidado que vai muito além da gravidez.

A gestação pode durar nove meses.

Mas as informações que ela revela sobre a saúde cardiovascular podem acompanhar essa mulher por toda a vida.

Se você conhece uma mulher que teve pré-eclâmpsia, compartilhe este conteúdo. Muitas ainda não sabem que o parto não encerra essa história, ele pode marcar o início de uma prevenção mais personalizada.

Quando pensamos em idade, normalmente olhamos para a data de nascimento.Mas existe outro conceito que vem ganhando espaç...
18/08/2026

Quando pensamos em idade, normalmente olhamos para a data de nascimento.

Mas existe outro conceito que vem ganhando espaço na medicina preventiva: a idade vascular.

Ela representa o grau de envelhecimento das artérias, que nem sempre acompanha a idade cronológica.

Em outras palavras, duas mulheres com 50 anos podem ter vasos sanguíneos com características muito diferentes. Enquanto uma apresenta artérias mais preservadas, a outra pode já ter sinais de envelhecimento vascular acelerado.

Esse processo é influenciado por diversos fatores.

Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e sedentarismo são alguns dos mais conhecidos. Na mulher, porém, a história ginecológica e obstétrica também pode fazer diferença.

Eventos como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, menopausa precoce, insuficiência ovariana primária e algumas doenças inflamatórias crônicas podem acelerar esse envelhecimento vascular.

Por isso, a prevenção cardiovascular na mulher vai além dos fatores de risco tradicionais.

Em algumas situações, exames que avaliam a rigidez arterial, como a velocidade da onda de pulso (VOP), podem fornecer informações complementares sobre a saúde dos vasos, sempre quando houver indicação clínica.

O objetivo não é "descobrir uma idade" ou realizar mais exames indiscriminadamente.

É compreender que o envelhecimento das artérias pode acontecer em velocidades diferentes e que identificar esse processo precocemente permite estratégias de prevenção mais individualizadas.

Na cardiologia da mulher, olhar apenas para a idade cronológica nem sempre é suficiente.

Às vezes, são as artérias que contam a história mais importante.

Compartilhe este conteúdo com outras mulheres. Entender como os vasos envelhecem é mais um passo para cuidar do coração ao longo da vida.

30/07/2026

Se você tem hipertensão e está planejando engravidar, o cuidado começa antes da gestação.

Nem todo medicamento seguro para controlar a pressão fora da gravidez pode ser utilizado durante a gestação. Por isso, o tratamento precisa ser avaliado e, quando necessário, ajustado antes mesmo do teste positivo.

A consulta na fase de tentante permite controlar melhor a pressão, revisar as medicações e avaliar a saúde do coração para todas as mudanças que acontecem durante a gravidez.

Depois que a gestação começa, o acompanhamento também deve continuar. A pressão alta pode aumentar o risco de complicações como pré-eclâmpsia, restrição do crescimento do bebê e parto prematuro. Com um pré-natal adequado e acompanhamento especializado, é possível identificar alterações precocemente e reduzir esses riscos.

E o cuidado não termina no parto: o tratamento também precisa ser reavaliado no pós-parto, porque cada fase exige uma estratégia diferente.

Importante: não suspenda, troque ou ajuste sua medicação por conta própria.

Se você tem hipertensão, está tentando engravidar ou já está grávida, agende sua consulta pelo link da bio. Planejar também é uma forma de proteger a sua saúde e a do seu bebê.

Quando falamos sobre a retirada dos ovários, a primeira preocupação costuma estar relacionada aos sintomas da menopausa....
28/07/2026

Quando falamos sobre a retirada dos ovários, a primeira preocupação costuma estar relacionada aos sintomas da menopausa.

Mas existe uma discussão importante que vem ganhando espaço na cardiologia da mulher. O impacto cardiovascular da menopausa cirúrgica.

Os ovários são a principal fonte de estrogênio durante a fase reprodutiva. Quando eles são removidos antes da menopausa natural, ocorre uma queda abrupta dos níveis hormonais, diferente do processo gradual que acontece ao longo dos anos.

E essa mudança não afeta apenas os sintomas climatéricos.

O estrogênio participa de diversos mecanismos de proteção cardiovascular. Ele influencia a função dos vasos sanguíneos, o metabolismo do colesterol, a distribuição da gordura corporal e o equilíbrio inflamatório do organismo.

Por isso, mulheres submetidas à retirada precoce dos ovários podem apresentar maior risco de hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca e outros eventos cardiovasculares ao longo da vida.

É importante destacar que esse risco varia conforme a idade da cirurgia, a presença de outros fatores de risco e as estratégias de acompanhamento adotadas posteriormente.

Isso não significa que a cirurgia não deva ser realizada quando existe indicação médica.

Mas significa que a saúde cardiovascular passa a merecer ainda mais atenção após esse processo.

Em alguns casos, uma decisão tomada para proteger a saúde feminina também exige um olhar cuidadoso para o sistema cardiovascular.

Se você conhece uma mulher que passou pela retirada dos ovários, compartilhe este conteúdo.

23/07/2026

Durante a gestação, o coração trabalha mais: o volume de sangue aumenta e a frequência cardíaca pode subir. Por isso, é comum perceber os batimentos com mais intensidade.

Mas sentir o coração acelerar, falhar ou parecer que “pulou” um batimento não deve ser automaticamente atribuído à gravidez.

Em alguns casos, a palpitação pode estar relacionada a arritmias, anemia, alterações da tireoide, desequilíbrios dos sais minerais ou até a uma condição cardíaca ainda não diagnosticada.

Se os episódios forem muito frequentes ou prolongados, ou vierem acompanhados de desmaio, dor no peito ou falta de ar importante e desproporcional ao esforço, procure atendimento médico com urgência.

A investigação cardiológica pode ser realizada com segurança durante a gestação e, quando necessário, existem tratamentos seguros para a mãe e o bebê.

Na gravidez, cuidar do coração da mãe também é cuidar do bebê. Agende sua consulta pelo link da bio.

Durante muitos anos, mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 foram discutidas principalmente pelo seu papel no aumento do risco...
21/07/2026

Durante muitos anos, mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 foram discutidas principalmente pelo seu papel no aumento do risco de câncer de mama e ovário.

E isso continua sendo extremamente importante.

No entanto, à medida que a medicina avança, cresce também a compreensão de que a saúde da mulher não pode ser analisada em compartimentos isolados.

Muitas mulheres portadoras dessas mutações passam por decisões clínicas complexas ao longo da vida, incluindo cirurgias redutoras de risco, retirada preventiva dos ovários, terapias hormonais e tratamentos oncológicos específicos.

Todas essas situações podem ter repercussões cardiovasculares que merecem atenção.

Um exemplo importante é a menopausa precoce induzida pela retirada dos ovários. A redução abrupta da produção de estrogênio pode influenciar mecanismos relacionados à saúde vascular, ao metabolismo lipídico e ao risco cardiovascular futuro.

Além disso, determinados tratamentos oncológicos podem exigir acompanhamento cardiológico especializado para monitorar possíveis efeitos sobre a função cardíaca.

É justamente nesse contexto que a cardio-oncologia vem ganhando cada vez mais relevância.

O objetivo não é apenas tratar o câncer.

É garantir que a mulher seja acompanhada de forma integral, considerando também sua saúde cardiovascular antes, durante e após o tratamento.

Na cardiologia, essa é uma das grandes mudanças de paradigma dos últimos anos. Entender que genética, hormônios, oncologia e coração fazem parte da mesma história.

Se esse conteúdo te chamou atenção, compartilhe.

Essa é uma conversa que ainda está chegando aos consultórios, mas já deveria fazer parte dela.

Para muitas mulheres, o diabetes gestacional parece ser um capítulo encerrado após o nascimento do bebê.A glicemia volta...
14/07/2026

Para muitas mulheres, o diabetes gestacional parece ser um capítulo encerrado após o nascimento do bebê.

A glicemia volta ao normal, o acompanhamento obstétrico termina e a vida segue.

Mas essa história pode não acabar aí.

Hoje sabemos que mulheres que tiveram diabetes gestacional apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares ao longo da vida, mesmo anos após a gestação.

Isso acontece porque o diabetes gestacional pode funcionar como um marcador precoce de vulnerabilidade metabólica.

Durante a gravidez, o organismo é submetido a importantes adaptações hormonais. Quando há dificuldade em lidar com essas mudanças, pode surgir uma intolerância à glicose que revela uma predisposição que já existia, mas ainda não havia se manifestado.

Estudos mostram que mulheres com histórico de diabetes gestacional apresentam maior incidência futura de hipertensão arterial, doença coronariana e insuficiência cardíaca quando comparadas àquelas que tiveram gestações sem essa complicação.

Por isso, o diabetes gestacional não deve ser encarado apenas como uma condição temporária da gravidez.

Ele oferece uma oportunidade importante para identificar risco cardiovascular precocemente e reforçar estratégias de prevenção.

Na cardiologia da mulher, a história obstétrica também faz parte da história cardiovascular.

E algumas informações da gestação podem continuar relevantes muitos anos depois do parto.

Se você teve diabetes gestacional ou conhece alguém que passou por essa condição, compartilhe este conteúdo.

Essa é uma informação que merece acompanhar a mulher muito além da maternidade.

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