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28/08/2026

Um pé sustenta enquanto o outro se movimenta. Para o cérebro, isso está longe de ser uma tarefa simples👇
📍Existem respostas neurais mais simples, como o reflexo monossináptico, em que há uma conexão sináptica direta entre o neurônio sensorial e o neurônio motor. Nesse exercício, porém, a organização é muito mais complexa e envolve circuitos polissinápticos e vias descendentes trabalhando simultaneamente. Enquanto a perna apoiada precisa manter estabilidade e realizar pequenos ajustes posturais, a outra precisa executar voluntariamente a flexão do quadril e do joelho. Informações proprioceptivas, vestibulares e visuais chegam continuamente ao sistema nervoso e são integradas com os comandos motores. Medula, tronco encefálico, cerebelo, córtex motor e outras áreas participam dessa conversa neural. O cérebro precisa estabilizar um lado sem impedir o movimento do outro, fazendo correções em milissegundos. É justamente essa integração entre sensação, estabilidade e movimento que torna o exercício tão interessante para o treinamento motor.

📍Monossináptico → uma sinapse → resposta mais direta
📍Polissináptico → múltiplas sinapses → maior integração
📍Perna de apoio → estabilidade → ajustes posturais
📍Perna livre → comando motor → flexão
📍Integração neural → sentir → processar → ajustar → executar

26/08/2026

E NA OBESIDADE👇

📍Na obesidade acontece um paradoxo muito interessante: quanto maior a quantidade de tecido adiposo, maior tende a ser a produção de leptina, um hormônio que deveria sinalizar ao cérebro que já existe energia suficiente armazenada e, consequentemente, reduzir a fome. O problema é que, com a obesidade, pode surgir a chamada resistência à leptina. É como se o tecido adiposo estivesse gritando para o hipotálamo: “já temos energia, pode parar de comer!”, mas o cérebro não respondesse adequadamente à mensagem. Enquanto isso, a grelina continua participando da sinalização da fome, principalmente antes das refeições, e outros mecanismos — como recompensa alimentar, sono, estresse e alimentos altamente palatáveis — também podem estimular a ingestão. Por isso, uma pessoa com obesidade pode apresentar leptina elevada e, ainda assim, não experimentar a saciedade que esperaríamos. A grande questão, portanto, nem sempre é quanto de leptina existe no sangue, mas o quanto o cérebro consegue responder a esse sinal.

25/08/2026

Um giro parece um movimento simples… até você entender tudo o que precisa acontecer para ele existir👇

📍Ela tem paralisia cerebral, nível de esporte 3, e quando começou praticamente não realizava movimentos como esse. Para andar, precisava da mãe grudada ao lado, dando segurança a cada passo. Por isso, o giro de tronco e quadril entrou no treinamento não como um movimento “bonito”, mas como parte da construção da autonomia.

📍Girar exige muito mais do que força. Exige controle postural, dissociação entre cintura escapular e pélvica, transferência de peso, equilíbrio dinâmico, ajustes antecipatórios e reorganização rápida do centro de massa. O cérebro precisa receber informações proprioceptivas e vestibulares, interpretar a mudança de posição do corpo e produzir uma resposta motora coordenada.

📍E é justamente aí que a repetição ganha valor: não treinamos apenas músculos; treinamos estratégias de movimento. O sistema nervoso aprende, adapta, encontra caminhos e torna aquele movimento cada vez mais eficiente.

Hoje, aquela paciente que precisava da mãe ao lado anda sozinha, consegue acelerar até uma corrida quando estimulada, realiza giros em torno do próprio corpo e já consegue permanecer sozinha no chuveiro🚿❤️🤗🏆📈✅

Para muita gente, são movimentos comuns. Para ela e para a família, cada um deles representa um pedaço de independência conquistado.

No final, talvez o objetivo nunca tenha sido simplesmente ensinar alguém a girar.
Era ensinar o corpo a responder melhor ao mundo — para que ela pudesse depender cada vez menos de alguém para vivê-lo ❤️.

25/08/2026

📍Today’s psychomotor circuit 😉

24/08/2026

LEG PRESS ADAPTADO: quando o corpo do terapeuta também vira parte do exercício👇

📍Nesse leg press adaptado, o princípio biomecânico continua sendo o mesmo: produzir força por meio da extensão do joelho e do quadril contra uma resistência. A diferença é que, em vez de uma máquina, a resistência e o direcionamento do movimento são oferecidos manualmente pelo terapeuta, permitindo ajustar força, amplitude e estabilidade de acordo com a resposta do paciente. Na fase de empurrar, o quadríceps atua como principal agonista na extensão do joelho, enquanto glúteo máximo e adutor magno participam da extensão do quadril; os isquiotibiais exercem importante papel de controle e coativação, contribuindo para a estabilidade articular. Durante o retorno, esses mesmos grupos podem trabalhar excentricamente, controlando a flexão e evitando que o membro simplesmente “despenque”. O core também participa estabilizando tronco e pelve para que a força seja melhor transferida aos membros inferiores. Uma curiosidade interessante é que, nessa adaptação, o terapeuta consegue modular a resistência durante cada centímetro do movimento, algo mais difícil em muitas máquinas convencionais. Ou seja: não é simplesmente “empurrar e voltar”; é trabalhar força, controle motor, estabilidade e percepção corporal dentro das possibilidades daquele paciente.

23/08/2026

VOCÊ ENTENDE SEU PACIENTE? SEU PACIENTE ENTENDE VOCÊ?👇

PARTE I📍Sexta feira aconteceu uma situação simples durante o treino, mas que diz muita coisa sobre conhecer e se conectar com o seu paciente.
Propus um exercício de puxada vertical. A roldana estava fazendo bastante barulho e, quando entreguei a corda para ele sem o abafador, a expressão dele mudou na hora. Era quase como se dissesse: “Tio Bruno, eu vou ter que fazer isso mesmo?”

Ele não fez.

Então coloquei o abafador. Entreguei novamente a corda e, para minha surpresa, ele realizou o exercício tranquilamente.

PARTE II - PRÓXIMO VÍDEO 🎥 …

📍Depois resolvi testar mais uma vez. Retirei o abafador e entreguei a corda. Ele simplesmente jogou no chão.

Coloquei o abafador novamente, devolvi a corda… e ele fez o exercício.

Percebe o que aconteceu?

O problema não era o exercício. Era o barulho.

Aquilo que, olhando de fora, poderia parecer birra, oposição ou falta de vontade, naquele momento era uma forma muito clara de dizer: “Isso está me incomodando.”
E é aí que entra uma das partes mais bonitas do nosso trabalho: aprender a escutar aquilo que nem sempre é dito com palavras.
📍O comportamento também comunica. O olhar comunica. A expressão facial comunica. A recusa comunica!
Seja o paciente verbal ou não verbal, precisamos criar CONEXÃO suficiente para perceber esses pequenos sinais. Porque, antes de exigir que ele se adapte ao exercício, talvez sejamos nós que precisamos entender o que o ambiente está provocando nele. Às vezes, uma pequena adaptação muda completamente a resposta.

📍Antes de dizer “ele não quer”, tente descobrir o que ele está tentando te dizer.

F**a aí a dica do Tio Bruno✨💙✨

📍Nossa primeira corrida juntos! 💪🏆❤️📈E essa é só a largada! A partir de agora, todo domingo, às 10h, nosso encontro está...
23/08/2026

📍Nossa primeira corrida juntos! 💪🏆❤️📈
E essa é só a largada! A partir de agora, todo domingo, às 10h, nosso encontro está marcado em frente ao El Gitano | Restaurante e Café

Sem pressão, sem competição: é sobre movimento, amizade, saúde e boas risadas pelo caminho 😉

Quer correr com a gente? É só chegar 🤗
Quanto mais gente, melhor a energia🏃‍♀️🏃‍♂️✨✨✨

23/08/2026

Às vezes, não é que ele não queira fazer. É que aquele som pode estar sendo intenso demais para ele👇

📍 No autismo, chamamos isso de hiper-reatividade auditiva, uma alteração na forma como o sistema nervoso percebe e responde aos estímulos sonoros. Um barulho que para nós parece simples — uma roldana, um aparelho, uma música ou várias pessoas falando — pode gerar desconforto intenso, sobrecarga sensorial e até uma resposta de fuga ou recusa. E é justamente aqui que precisamos ter cuidado com a interpretação: quando o paciente solta o objeto, se afasta, tampa os ouvidos ou se recusa a continuar, nem sempre significa “eu não quero fazer”. Às vezes, o corpo dele está dizendo: “esse som está demais para mim.” Por isso, antes de interpretar uma recusa apenas como comportamento opositor, precisamos observar o ambiente, os estímulos e, principalmente, os sinais que aquele paciente está nos dando. Quando reduzimos o estímulo ou oferecemos um recurso adequado, como um abafador, muitas vezes a atividade que antes era recusada passa a ser realizada normalmente. Conectar-se com o paciente também é aprender a escutar aquilo que ele ainda não consegue explicar em palavras.

…CONTINUA NO PRÓXIMO POST!

* Publicação em colab com a mãe

21/08/2026

Bom dia ☀️ com essa fofura🥰

20/08/2026

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