01/05/2026
A medicina, para mim, nunca foi uma escolha movida apenas pela razão.
Foi, sobretudo, uma escolha provocada por um momento impactante, daqueles que permanecem.
Ainda muito jovem, ao presenciar o efeito da cirurgia plástica na vida de pessoas com lábio leporino, compreendi que ela ia muito além da transformação física.
Tratava-se de devolver dignidade, identidade e a forma como alguém se reconhece no mundo.
Foi nesse momento que entendi por que queria ser médico.
E, mais adiante, por que a cirurgia plástica seria o caminho que eu escolheria seguir.
Existe na cirurgia plástica uma dimensão que nem sempre é visível à primeira vista, mas que sustenta tudo: a responsabilidade de cuidar não apenas do corpo, mas também da imagem, da autoestima e da história de cada paciente.
Talvez por isso eu acredite que técnica, por si só, nunca basta.
Ela precisa caminhar ao lado da sensibilidade, do critério e do profundo respeito pela individualidade de cada pessoa.
Porque, no fim, cada paciente não entrega apenas sua confiança ao cirurgião.
Entrega algo ainda mais íntimo: a maneira como se vê e a forma como deseja se apresentar ao mundo.
Dr. Rafael Busatto
Cirurgião Plástico
CRM-ES 8513 – RQE 9048
Vitória – ES