18/05/2017
18 de Maio - “Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.
O abuso e a exploração sexual infantil é considerado um grave problema de saúde pública, podendo acarretar em impactos devastadores as vítimas e familiares, marcando negativamente a saúde física, mental, e social desses indivíduos, deixando marcas em seu desenvolvimento, com danos que podem persistir por toda vida.
Você sabe a diferença entre o abuso e a exploração?
- O abuso ocorre quando uma criança ou adolescente é usado para estimulação e satisfação sexual, e normalmente é imposto por força física, ameaça, ou sedução.
- Já a exploração sexual ocorre como uma relação de mercantilização, onde o s**o é fruto de uma troca financeira, por favores, ou presentes.
Dentre essas formas de maus tratos a criança ou o adolescente não é hábil para dar consentimento, pois ela não tem a total compreensão do ato, e não está totalmente preparada em termos de desenvolvimento.
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2003), abuso sexual infantil é:
[...] envolvimento de uma criança em atividade sexual que ele ou ela não compreende completamente, é incapaz de consentir, ou para a qual, em função de seu desenvolvimento, a criança não está preparada e não pode consentir, ou que viole as leis ou tabus da sociedade. O abuso sexual infantil é evidenciado por estas atividades entre uma criança e um adulto ou outra criança, que, em razão da idade ou do desenvolvimento, está em uma relação de responsabilidade, confiança ou poder, a atividades e destina a satisfazer ou satisfazer as necessidades da outra pessoa (World Health Organization– WHO, 2003, p. 75).
Dentre os sinais apresentados por crianças que sofrem abuso e exploração sexual estão:
- Pesadelos e problemas com o sono;
- Mudanças de hábito alimentares;
- Diminuição do rendimento escolar;
- Medo;
- Agressividade;
- Culpa e Vergonha;
- Isolamento;
- Ansiedade;
- Baixa auto-estima;
- Rejeição ao próprio corpo;
- Retração social, comportamentos antissociais;
- Apatia;
- Depressão;
- Desinteresse por brincadeiras;
- Crises de choro, entre outros.
A você que está lendo esse post, e está se perguntando o que fazer quando uma criança lhe diz que já sofreu, ou que está sofrendo um abuso ou exploração sexual, aí vai algumas dicas:
- Ouça a criança em um ambiente apropriado, protegendo sua identidade. Escute-a, e leve-a a sério, deixe que ela se expresse de sua forma, sem induzi-la. Se você de início sentir vergonha, ou até mesmo se sentir pressionado, não demonstre pois ela se sentirá ainda mais afetada;
- Não a pressione, simplesmente apoie, mostre confiança, e deixe-a falar abertamente sobre sua dor, e suas emoções, seja empático evitando pré-julgamentos que a façam sentir-se ainda mais angustiada.
- É preciso explicar à criança, de forma clara e honesta, como se pretende ajudá-la e avisar imediatamente a sua família.
-Em casos de suspeita ou confirmação informe ao Conselho Tutelar mais próximo de sua região. Caso não haja Conselho Tutelar, comunique a Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude e à Vara da Infância e da Juventude.
Após a denúncia legal, é muito importante que essa criança ou adolescente seja encaminhada a atendimento médico e procure logo serviços de apoio psicológico, para que haja uma intervenção na redução dos danos e das consequências trazidas com o abuso/exploração.
Portanto a Psicologia tem um papel essencial em todo esse processo, e o trabalho é desenvolvido de acordo com as necessidades de cada criança, pois a gravidade e as consequências variam de acordo com as experiências vividas por cada uma delas.