30/03/2023
O grito, o sussurro, a reza, o choro, o riso, a informação, a luta, o apoio e todo trabalho é por nós todas.
Quando digo que a luta por direitos é necessária, nunca disse que seria agradável.
O sistema e seus executores não gostam de abordagens esclarecedoras, é mais interessante que a mulher esteja à mercê e não saiba identificar o que é normal e o que não é. O artifício da “fachada humanizada” cai assim que as semanas avançam, até que a hora H chegue, e já não tenha mais pra onde correr.
Ninguém gosta do desconforto, mas é preciso, somos responsáveis por provocar movimento que materializa a mudança ao nosso favor. Manifestar insatisfação quando somos tratadas com descaso ou qualquer tipo de falta de respeito, independente do nível de privilegio no qual estamos inseridas é uma tarefa que exige firmeza e clareza do motivo pelo qual se luta.
Independente do contexto social passamos por etapas do mesmo processo para nascer, algumas vezes em cenários diferentes, mas ainda sim o nascer se da por meio das mesmas vias.
Precisamos nos unir como maioria que somos e questionar, reclamar, exigir nossos direitos e respeito quando eles nos forem negados. Independente da posição social, todas somos afetadas pela dificuldade em ter assistência de qualidade e baseada em evidencias em todas as esferas do sistema.
Eu como mulher sinto as dores, sou atacada por fazer o trabalho que faço, de conscientizar outras mulheres de que não é normal que elas sejam tratadas de qualquer jeito com seus filhos. Possuo minhas vulnerabilidades, reconheço meu grau de privilegio e estou constantemente pensando como posso ajudar a transformar a realidade.
Sigo firme, com informação e apoio a disposição.
Sintam meu abraço, não desanimem.
Defendamos nosso espaço, os direitos conquistados e a conquistar.
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