Diego Romero Cawen Cardiologia

Diego Romero Cawen Cardiologia Medicina Interna
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Consensus ACC 2026 DoACs em prevenção Primaria e secundariaPrevenção Primária de TEV e AVCCirurgias Ortopédicas: DOACs e...
24/08/2026

Consensus ACC 2026 DoACs em prevenção Primaria e secundaria
Prevenção Primária de TEV e AVC
Cirurgias Ortopédicas: DOACs e Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM) são apropriados para profilaxia após substituição total de quadril (THA) ou joelho (TKA), sendo os DOACs preferidos quando possível.
Doença Valvular e FA: DOACs são adequados para a maioria dos pacientes com doença valvular cardíaca e fibrilação atrial (FA), exceto em casos de estenose mitral reumática ou válvulas mecânicas.
Doença Coronária (CAD) e Arterial (PAD): A monoterapia com DOAC é uma estratégia razoável de longo prazo para pacientes com necessidade de anticoagulação. Para pacientes de alto risco, a combinação de rivaroxaban (2.5 mg, 2x ao dia) com aspirina em dose baixa pode reduzir o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular.
Manejo e Prevenção Secundária de TEV
Tratamento Inicial: DOACs são recomendados para a maioria dos pacientes, com evidências sugerindo que o apixaban pode ser superior ao rivaroxaban devido a menores taxas de sangramento.



Considerações em Populações Especiais
Insuficiência Renal e Diálise: O apixaban pode ser considerado para FA não valvular com dosagem conforme a bula. A dabigatrana deve ser evitada em pacientes em diálise.
Doença Hepática: DOACs são seguros na classe Child-Pugh A. Na classe B, apixaban, edoxaban e dabigatrana podem ser usados, mas o rivaroxaban deve ser evitado.
Fragilidade e Obesidade: O apixaban é preferido em indivíduos frágeis pelo menor risco de sangramento. Para pacientes com obesidade classe 3 (IMC > 40), rivaroxaban ou apixaban são as opções recomendadas.
Câncer (CAT): DOACs são geralmente preferidos à HBPM para tratar trombose associada ao câncer por apresentarem menor risco de recorrência de TEV com risco de sangramento similar

Interessante  estudo que nos amostra a importância  de intervenção  multidisciplinar na doença ANOCA( angina sem obstruç...
20/08/2026

Interessante estudo que nos amostra a importância de intervenção multidisciplinar na doença ANOCA( angina sem obstrução das coronárias).
O estudo SAMCRO avaliou se uma intervenção estruturada no estilo de vida poderia melhorar a saúde e a qualidade de vida desses pacientes. Foram randomizados 123 pacientes com disfunção microvascular coronária e/ou distúrbios vasomotores coronários para dois grupos:
•Intervenção: tratamento médico guiado pelo subtipo da doença + programa de estilo de vida (exercício físico, dieta mediterrânea e apoio psicológico).
•Controle: apenas tratamento médico guiado pelo subtipo da doença.
Após 12 meses, o grupo intervenção apresentou melhora significativamente maior nos sintomas de angina e no estado de saúde, medida pelo Seattle Angina Questionnaire (diferença média de 13,1 pontos; P < 0,001). Uma melhora clinicamente relevante ocorreu em 77% dos pacientes do grupo intervenção, contra 38% do grupo controle.
Além disso, houve melhora significativa na qualidade de vida (EuroQol-5D-5L) e nos sintomas depressivos (Beck Depression Inventory).
Conclusão
Em pacientes com ANOCA confirmada por exames invasivos, um programa multidimensional de mudança de estilo de vida, associado ao tratamento médico adequado, proporciona melhorias clinicamente importantes nos sintomas, na qualidade de vida e no bem-estar psicológico.

Revascularization of coronary artery disease in heart failure: a European Journal of Heart Failure expert consensus stat...
20/08/2026

Revascularization of coronary artery disease
in heart failure: a European Journal of Heart
Failure expert consensus statement
A revascularização NÃO deve ser considerada automaticamente em todo paciente com IC e doença Coronariana.
A prioridade deve ser: otimizar o tratamento médico dirigido por guias (GDMT), otimizar os dispositivos quando estão indicados e determinar se os sintomas predominantes são por IC ou por angina. evidência amostra um possível benefício pronóstico a longo prazo de CABG em determinados pacientes com HFrEF e enfermedad coronaria extensa [ensaios STICH e STICHES], enquanto o ICP não demonstrou benefício pronóstico sobre GDMT [ensaio REVIVED-BCIS2], apenas considere se persiste angina a pesar de tratamento médico (ICP aliviando angina).
Estúdos de viabilidade? embora possa ser utilizado para avaliar isquemia e viabilidade, não existe evidência suficiente para recomendar rotineiramente uma estratégia de revascularização guiada por viabilidade/isquemia no IC-Fer.
https://doi.org/10.1093/ejhf/xuag230
24/07/26
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JAMA Cardiology intitulada Cardiovascular Health Across the Life Course for Individuals With Breast Cancer: A Review.Men...
05/08/2026

JAMA Cardiology intitulada Cardiovascular Health Across the Life Course for Individuals With Breast Cancer: A Review.
Mensagens principais da revisão
1.O risco cardiovascular varia conforme o tratamento utilizado.
2.Os efeitos podem surgir durante o tratamento ou anos depois, especialmente após radioterapia e algumas quimioterapias.
3.A insuficiência cardíaca e a disfunção ventricular permanecem entre as complicações mais relevantes.
4.Hipertensão, trombose, doença coronariana e arritmias também são desfechos importantes.
5.Monitorização cardiológica e controle dos fatores de risco cardiovascular são recomendados ao longo de toda a jornada da paciente com câncer de mama.
Recomendado Acompanhamento cardiologico durante toda a jornada do câncer de mama.
Fonte: Published Online: July 29, 2026 doi: 10.1001/jamacardio.2026.2546

KAZEMIAN ET AL META ANÁLISE Modelos de previsão de risco cardiovascular em sobreviventes de câncer: uma meta-análise (34...
05/08/2026

KAZEMIAN ET AL META ANÁLISE
Modelos de previsão de risco cardiovascular em sobreviventes de câncer: uma meta-análise (34 estudos; 983.438 sobreviventes de câncer)
📍 27 modelos de previsão de risco cardiovascular avaliados 📍 Apenas cerca de 1/3 alcançou discriminação aceitável (AUC ≥ 0,70)
📍 O desempenho variou conforme o tipo de câncer — melhor no câncer de mama, pior nas neoplasias hematológicas 📍 Há necessidade urgente de modelos de risco cardiovascular mais precisos e específicos para o câncer, visando à cardio-oncologia de precisão
Escores voltados para o câncer, como o HFA-ICOS e o escore Ezaz, demonstraram alta especificidade para CTRCD/insuficiência cardíaca e podem auxiliar nas decisões de confirmação diagnóstica (*rule-in*), mas sua menor sensibilidade limita o uso para descartar o risco (*rule-out*).
FONTE https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehag562

Estadp da arte :Hipertensão Pulmonar associada a cardiopatia esquerda.eixo coração pulmão 🔷️La HP associada à cardiopati...
03/08/2026

Estadp da arte :Hipertensão Pulmonar associada a cardiopatia esquerda.eixo coração pulmão
🔷️La HP associada à cardiopatia izquierda representa entre 65-80% de todos os casos de HP, convertendo-se na forma mais frequente da doença. Sua presença aumentou significativamente a mortalidade, as hospitalizações e o risco de disfunção ventricular direita, mas continuou sendo uma entidade infradiagnosticada.
🔷️Definição hemodinâmica: PAP média >20 mmHg e, para clasificarla como HP por cardiopatia izquierda, deve coexistir uma PAWP >15 mmHg. O RVP requer uma função central: ≤2 UW define o HP poscapilar isolado, enquanto >2 UW identifica a forma combinada pré-capilar e poscapilar (associada com aproximadamente 2,5 vezes maior mortalidade, maior remodelação vascular e pior função do ventrículo direito).
🔷️Os medicamentos aprovados para HAP NO devem ser usados ​​rotineiramente no HP para cardiopatia izquierda. Os antagonistas da endotelina, inibidores da PDE-5, estimuladores da guanilato ciclasa e prostaciclinas NO foram demonstrados benefícios clínicos consistentes e até podem aumentar a congestão pulmonar, a retenção de líquidos e as hospitalizações por insuficiência cardíaca.
✔️O manejo continua baseado na otimização da doença cardíaca subjacente por meio de terapia direcionada por guias para insuficiência cardíaca ou correção de valvulopatias, além do controle adequado do estado de volume
https://doi.org/10.1016/j.jacc.2026.01.024
28 julho 2026
cardiopatia

🔹️O escore de cálcio coronariano (CAC) continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para a estratificação de risco ...
28/07/2026

🔹️O escore de cálcio coronariano (CAC) continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para a estratificação de risco cardiovascular na prevenção primária.
Evidências recentes reafirmam sua utilidade na reclassificação de risco — indo além das calculadoras tradicionais — e na otimização de decisões terapêuticas.
🔹️Um escore de CAC igual a 0 está associado a taxas muito baixas de eventos cardiovasculares a curto e médio prazo. Isso permite postergar o uso de estatinas em pacientes cuidadosamente selecionados que não apresentam fatores de intensificação de risco significativos. ✔️
🔹️Um escore de CAC >100 geralmente identifica pacientes com risco cardiovascular suficiente para justificar o tratamento intensivo com estatinas.
💊‼️ 🔹️CAC ≥1.000: um novo fenótipo de risco muito alto. Esses pacientes apresentam taxas de eventos comparáveis ​​às observadas em algumas coortes de prevenção secundária. Eles requerem manejo agressivo do LDL-C e acompanhamento rigoroso.
⚠️🔥 🔹️Outras vantagens: estudos recentes mostram que o escore de CAC é um preditor de eventos coronarianos melhor do que os escores de risco poligênico. Ele melhora a adesão; visualizar as calcificações coronarianas estimula o cumprimento das mudanças no estilo de vida e do tratamento farmacológico. ✍️🏻💊( fonte 📸 1:Coronary artery calcium scoring in 2026: strengths, limitations, and optimized clinical use)DOI 10.3389/fradi.2026.1822303
2📸 recomendações para solicitação do escore de calcio da diretriz brasileira de doença coronariana crônica SBC 2025.
3📸 o escore de calcio na prevenção cardiovascular, conforme diretriz brasileira SBC de 2025.

Peripheral artery disease: advances in medical therapy 🟥Terapia antiplaquetária e anticoagulação na Doença Arterial Peri...
28/07/2026

Peripheral artery disease: advances in medical therapy
🟥Terapia antiplaquetária e anticoagulação na Doença Arterial Periférica (DAP). 🦶🏻💥💊 📛
A escolha da terapia antitrombótica correta é fundamental para melhorar o prognóstico. ✍️🏻👨‍⚕️⤵️ 🔴DAP assintomática: ❌ Não se recomenda o uso rotineiro de terapia antiplaquetária.
Em pacientes verdadeiramente assintomáticos e sem revascularização prévia, as evidências não demonstram benefício com o tratamento antiplaquetário sistemático.
🔴DAP sintomática SEM revascularização: ✅ A monoterapia antiplaquetária é a estratégia inicial. Aspirina 75–100 mg/dia ou Clopidogrel 75 mg/dia (o Clopidogrel apresenta leve superioridade em relação à aspirina na redução de MACE, com perfil de segurança semelhante [subanálise do estudo CAPRIE]).
🔴Rivaroxabana + aspirina⁉️🧐 Em pacientes com: ✅ Alto risco isquêmico e baixo risco de sangramento ➡️ Rivaroxabana 2,5 mg a cada 12 horas + Aspirina é atualmente a estratégia com as evidências mais robustas (estudo COMPASS: ↓ MACE 26%, ↓ MALE 45%).
🔴Após revascularização periférica⁉️🧐 O risco de novos eventos é extremamente elevado ➡️ O estudo VOYAGER-PAD demonstrou que Rivaroxabana 2,5 mg duas vezes ao dia (BID) + Aspirina reduz MACE e MALE (HR 0,85; ↓RR 15%).
Fonte https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehag516
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09/07/2026

Hoje, 9 de julho, é o Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca. A data reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessa condição.

Resumo do artigo: Second Universal Definition of Heart Failure, 2026):A IC é definida como uma síndrome clínica caracter...
30/06/2026

Resumo do artigo: Second Universal Definition of Heart Failure, 2026):A IC é definida como uma síndrome clínica caracterizada por:
•Sintomas (ex.: dispneia, ortopneia)
•Sinais clínicos (edema, estertores, turgência jugular)
•Alterações laboratoriais ou de imagem (BNP elevado, congestão)
•Relacionadas a anormalidade estrutural ou funcional do coração
👉 O diagnóstico é multifatorial, não baseado em um teste único.
Nova classificação dos fenótipos (principal mudança)
O artigo propõe abandonar cortes rígidos de fração de ejeção (FEVE) e simplificar:
•IC com fração de ejeção reduzida
•IC com fração de ejeção preservada
•IC com fração de ejeção melhorada
👉 A ênfase passa a ser clínica e dinâmica, não baseada apenas em valores fixos.
Trajetórias da IC (novo conceito importante)
A IC é vista como uma condição dinâmica, com possíveis trajetórias:
•Melhora (improvement): FE melhora, mas doença persiste
•Remissão: FE normal + poucos sintomas, porém risco permanece
•Recuperação: normalização sustentada (raro)
👉 Mesmo com melhora, o risco de recaída continua, exigindo tratamento contínuo.
Reforça o conceito de progressão em estágios ABCD, ênfase na prevenção.Propõe uma classificação universal das etiologias, incluindo:
•Isquêmica (DAC, IAM)
•Hipertensiva
•Valvar
•Arrítmica
•Infiltrativa (ex.: amiloidose)
•Inflamatória/infecciosa
•Tóxica (álcool, dr**as)
•Genética/hereditária
•Metabólica
•Periparto
•Congênita
✅ Objetivo: orientar diagnóstico e terapias específicas.
Inclui determinantes sociais e geográficos, disparidades que afetam incidência tratamento e prognóstico.
Walsh et al J A C C V O L . ■ , N O . ■ , 2 0 2 6
2026 AHA/ACC/ESC/WHF Second Universal Definition of Heart Failure

Endereço

Xangri-La, RS
95588000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 12:00
13:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 12:00
13:00 - 19:00

Telefone

+555181832323

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