24/08/2026
Consensus ACC 2026 DoACs em prevenção Primaria e secundaria
Prevenção Primária de TEV e AVC
Cirurgias Ortopédicas: DOACs e Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM) são apropriados para profilaxia após substituição total de quadril (THA) ou joelho (TKA), sendo os DOACs preferidos quando possível.
Doença Valvular e FA: DOACs são adequados para a maioria dos pacientes com doença valvular cardíaca e fibrilação atrial (FA), exceto em casos de estenose mitral reumática ou válvulas mecânicas.
Doença Coronária (CAD) e Arterial (PAD): A monoterapia com DOAC é uma estratégia razoável de longo prazo para pacientes com necessidade de anticoagulação. Para pacientes de alto risco, a combinação de rivaroxaban (2.5 mg, 2x ao dia) com aspirina em dose baixa pode reduzir o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular.
Manejo e Prevenção Secundária de TEV
Tratamento Inicial: DOACs são recomendados para a maioria dos pacientes, com evidências sugerindo que o apixaban pode ser superior ao rivaroxaban devido a menores taxas de sangramento.
Considerações em Populações Especiais
Insuficiência Renal e Diálise: O apixaban pode ser considerado para FA não valvular com dosagem conforme a bula. A dabigatrana deve ser evitada em pacientes em diálise.
Doença Hepática: DOACs são seguros na classe Child-Pugh A. Na classe B, apixaban, edoxaban e dabigatrana podem ser usados, mas o rivaroxaban deve ser evitado.
Fragilidade e Obesidade: O apixaban é preferido em indivíduos frágeis pelo menor risco de sangramento. Para pacientes com obesidade classe 3 (IMC > 40), rivaroxaban ou apixaban são as opções recomendadas.
Câncer (CAT): DOACs são geralmente preferidos à HBPM para tratar trombose associada ao câncer por apresentarem menor risco de recorrência de TEV com risco de sangramento similar