Guilherme Beraldo - Registered Psychotherapist

Call Directions Website Contact the practice

Guilherme Beraldo - Registered Psychotherapist Counselling and Psychotherapy
Services in English and Portuguese I believe people can grow and live meaningful and healthier lives.

Seeing them gain insight over the course of therapy and thrive is my passion. I aim to provide a safe and nonjudgmental setting for all my clients by respecting their values and challenges as unique. My work is grounded in the Humanistic-Existential approach, even though I see myself as an Integrative therapist. Techniques are important tools in therapy, but valuing the human aspect of each client is central to my work. In private practice for more than seven years now, I have worked with different populations and helped individuals, couples and families, with issues like anxiety, depression and relationship conflicts. Born in Brazil, I have experience working with different populations and an insight on Latin American culture, as well as immigration issues. Other than English, I accept Portuguese speaking clients. I invite you to visit my website to know more about my professional profile and services. If you have any questions before scheduling an appointment, do not hesitate to leave me a message!

A vida na hora.Cena sem ensaio.Corpo sem medida.Cabeça sem reflexão.Não sei o papel que desempenho.Só sei que é meu, imp...
09/14/2026

A vida na hora.
Cena sem ensaio.
Corpo sem medida.
Cabeça sem reflexão.

Não sei o papel que desempenho.
Só sei que é meu, impermutável.

De que trata a peça devo adivinhar já em cena.

Despreparada para a honra de viver, mal posso manter o ritmo que a peça impõe.
Improviso embora me repugne a improvisação.
Tropeço a cada passo no desconhecimento das coisas.
Meu jeito de ser cheira a província.
Meus instintos são amadorismo.
O pavor do palco, me explicando, é tanto mais humilhante.
As circunstâncias atenuantes me parecem cruéis.

Não dá para retirar as palavras e os reflexos, inacabada a contagem das estrelas, o caráter como o casaco às pressas abotoado — eis os efeitos deploráveis desta urgência.

Se eu pudesse ao menos praticar uma quarta-feira antes ou ao menos repetir uma quinta-feira outra vez!
Mas já se avizinha a sexta com um roteiro que não conheço.

Isso é justo — pergunto
(com a voz rouca
porque nem sequer me foi dado pigarrear nos bastidores).

É ilusório pensar que esta é só uma prova rápida feita em acomodações provisórias. Não.
De pé em meio à cena vejo como é sólida.
Me impressiona a precisão de cada acessório.
O palco giratório já opera há muito tempo.
Acenderam-se até as mais longínquas nebulosas.
Ah, não tenho dúvida de que é uma estreia.
E o que quer que eu faça, vai se transformar para sempre naquilo que fiz.

A vida na hora (Wislawa Szymborska)

Acabo de ler O aniversário, de Andrea Bajani, daqueles livros que não terminam exatamente quando a leitura acaba.Uma his...
08/08/2026

Acabo de ler O aniversário, de Andrea Bajani, daqueles livros que não terminam exatamente quando a leitura acaba.

Uma história sobre família, mas também sobre silêncio, memória, submissão e sobre o difícil processo de se afastar de relações que nos fazem mal. O que mais me chamou a atenção foi a forma como Bajani mostra que a violência nem sempre aparece em grandes acontecimentos. Às vezes, ela está naquilo que se repete todos os dias, quase sem ser percebido.
Uma leitura incômoda, contida e muito potente.

Aqui vai um trecho, em tradução livre:

“Foi esse, creio, um dos grandes mal-entendidos entre meus pais: meu pai queria que ela não fosse nada, para que ele pudesse ser alguma coisa; e minha mãe queria não ser nada, porque não ser nada era, pelo menos, alguma coisa. Mais do que um mal-entendido, talvez isso tenha sido, de certa maneira, um pacto tácito, o segredo deles. O resultado foi que ela realmente se anulou, e ele, diante daquele nada sentado no sofá, foi amontoando ressentimento, desprezo e desespero, assim como, semana após semana, se amontoavam sobre a mesa as palavras cruzadas que depois acabariam no lixo.”

Quando preciso de uma pausa entre textos densos, manuais e obras repletas de conceitos abstratos, costumo recorrer a um ...
06/24/2026

Quando preciso de uma pausa entre textos densos, manuais e obras repletas de conceitos abstratos, costumo recorrer a um livro de Irvin Yalom.

Talvez porque ele consiga reunir duas coisas raras: a prática clínica e a arte da narrativa. Em seus livros, ensino e literatura caminham juntos, enquanto ele compartilha reflexões e episódios de sua trajetória como terapeuta.

A psicoterapia é um ofício que, embora por vezes colaborativo, tem algo de profundamente solitário. Talvez por isso muitas das experiências mais marcantes da clínica resistam a ser totalmente capturadas por métricas, protocolos ou modelos experimentais. A discussão epistemológica pode ficar para outro momento.

O que encontro em Yalom é o reconhecimento de algo familiar: a experiência vivida no encontro terapêutico, com toda a sua complexidade, imprevisibilidade e humanidade.

Abaixo um trecho que acabo de ler:

Após nossa conversa, minha mente ficou tomada por pensamentos sobre a impossibilidade de realmente compreender como a psicoterapia funciona. Nós, terapeutas, nos esforçamos intensamente para alcançar precisão em nosso trabalho e aspiramos a ser empiristas refinados, tentando oferecer correções exatas para os elementos danificados da história de apego de nossos pacientes ou até mesmo de suas sequências de DNA. No entanto, a realidade do nosso trabalho não se encaixa nesse modelo, e frequentemente nos vemos improvisando enquanto nós e nossos pacientes avançamos juntos, aos tropeços, na jornada em direção à recuperação.

Antes, isso me inquietava. Mas agora, nos meus anos de maturidade, assobio baixinho para mim mesmo enquanto me maravilho com a complexidade e a imprevisibilidade do pensamento e do comportamento humanos. Em vez de me sentir abalado pela incerteza, percebo que é pura arrogância presumir uma especificidade tão precisa.

Hoje, a única coisa que aprendi a saber com certeza é que, se consigo criar um ambiente genuíno e acolhedor, meus pacientes encontrarão a ajuda de que precisam — muitas vezes de maneiras extraordinárias que eu jamais poderia ter previsto ou sequer imaginado.

Creatures of a Day, cap. 4, tradução livre.

Tenho visto um movimento cada vez maior no mundo psi de supostos especialistas em determinadas áreas.É curioso notar com...
06/03/2026

Tenho visto um movimento cada vez maior no mundo psi de supostos especialistas em determinadas áreas.

É curioso notar como a oferta de certos serviços costuma acompanhar os diagnósticos da moda ou a busca por mercados considerados mais lucrativos.

Como imigrante e terapeuta atuando fora do Brasil, me chama atenção a quantidade de profissionais que passaram a se apresentar como especialistas em imigração ou interculturalidade, como se a cultura de origem ou do lugar para o qual se imigra fosse um problema a ser identificado, tratado e resolvido.

O que me parece escapar nessa lógica é algo básico: o que importa em terapia é a experiência vivida por aquela pessoa em particular, não um conjunto de ideias prévias sobre os desafios de um grupo.

As diferenças culturais podem ser uma parte importante da experiência, mas estão longe de explicá-la por completo.

Também não acredito que alguém seja mais indicado para atender imigrantes apenas porque também é imigrante.

Compartilhar experiências pode facilitar a construção do vínculo, mas não é o que sustenta o trabalho clínico. A relação terapêutica continua sendo o principal motor de qualquer processo de ajuda.

Não se trata de demonizar especializações. Eu mesmo fiz várias.

A questão é quando a especialização deixa de ser um recurso e passa a funcionar como lente única. O risco é que o terapeuta passe a enxergar categorias antes de enxergar pessoas.

Recentemente, com a morte de Edgar Morin, voltei a pensar em uma de suas críticas mais conhecidas: a fragmentação do conhecimento.

Morin alertava para o risco de conhecermos cada vez mais sobre partes cada vez menores da realidade, perdendo de vista o todo.

Algo semelhante parece acontecer em certos movimentos da Psicologia contemporânea.

A pessoa desaparece atrás do rótulo.

A singularidade desaparece atrás da categoria.

A história de vida desaparece atrás da especialidade anunciada no perfil.

O processo terapêutico continua sendo, acima de tudo, um encontro.

Talvez valha a pena sustentar uma pergunta simples:

Se eu não precisasse do pagamento ao final da sessão, ainda assim desejaria estar fazendo esse trabalho?

🧠 Como desacelerar o declínio cognitivo com o envelhecimentoUm estudo recente publicado no BMJ acompanhou mais de 30 mil...
07/29/2025

🧠 Como desacelerar o declínio cognitivo com o envelhecimento

Um estudo recente publicado no BMJ acompanhou mais de 30 mil pessoas entre 60 e 79 anos. Os resultados confirmam algo que a psicologia e a medicina já vêm apontando: hábitos de vida saudáveis podem proteger o cérebro ao longo do tempo.

📌 Os participantes que adotaram um estilo de vida ativo e equilibrado apresentaram um ritmo de declínio cognitivo significativamente mais lento — o desempenho cognitivo médio era equivalente ao de pessoas dois anos mais jovens.

Entre os fatores mais fortemente associados à proteção cognitiva estão:

🔹 Atividade física regular
Movimentar-se de forma consistente, mesmo com exercícios leves, está relacionado à melhora da circulação cerebral e ao aumento de substâncias que favorecem a plasticidade neuronal.

🔹 Alimentação balanceada
Dietas como a MIND e a Mediterrânea, ricas em vegetais, frutas vermelhas, peixes e grãos integrais, mostraram efeitos positivos na saúde do cérebro.

🔹 Estimulação cognitiva
Leitura, aprendizado contínuo e resolução de problemas favorecem a chamada reserva cognitiva, aumentando a resiliência do cérebro frente ao envelhecimento.

🔹 Engajamento social e emocional
Manter vínculos, participar de grupos e manter-se envolvido com atividades significativas está associado à preservação das funções cognitivas e à saúde emocional.

—

🔍 Implicações clínicas
Esses dados reforçam o valor de abordagens psicoterapêuticas e preventivas que promovam um estilo de vida ativo, conectado e com propósito — especialmente a partir da meia-idade.

📖 Fonte do estudo:
https://www.ctvnews.ca/health/article/you-can-slow-cognitive-decline-as-you-age-large-study-finds-heres-how/

São doze anos desde que recebi minha primeira paciente, ainda durante os estágios da faculdade. Lembro-me bem dela: uma ...
02/07/2025

São doze anos desde que recebi minha primeira paciente, ainda durante os estágios da faculdade. Lembro-me bem dela: uma moça jovem, assustada com o que se passaria ali em seu primeiro processo terapêutico. Pergunto-me se ela desconfiava que aquele também era o início da minha trajetória, debutando no lado do terapeuta, depois de eu mesmo ter passado bons anos como paciente.

Em alguns meses, completarei uma década de exercício profissional regular no contexto clínico. Muitas mudanças desde então. Quando estava na faculdade, jamais ouvi falar de atendimento via internet. Curiosamente, não foi a pandemia que primeiramente me trouxe esse desafio. Vivendo no Canadá, onde a temperatura e as restrições causadas pela neve impossibilitam a locomoção usual, recebi as primeiras demandas por atendimentos à distância durante o inverno.

Em seguida, o COVID levou muitas vidas. De mim, levou definitivamente o atendimento presencial. Certa vez, ouvi que o consultório para um terapeuta é como o ateliê para um pintor. Não encontro definição melhor para lamentar sua ausência em minha prática atual.

De qualquer forma, mesmo virtualmente, o setting terapêutico é o local no qual me sinto útil, movido pelo desejo de questionar - nem sempre de responder. Constatação evidente para os colegas, menos óbvia para os que ainda nos procuram como uma espécie de oráculos pós-modernos. Ainda assim, é nossa tarefa desconstruir essa visão e colocar nossos pacientes como autores de suas histórias.

O privilégio de exercer minha profissão em dois países me fez perceber a universalidade de muitas dores. Até hoje, recebi pacientes de 4 a 85 anos, literalmente dos cinco continentes, e conversei com eles em quatro línguas diferentes. Em suas particularidades, notei a beleza da capacidade que cada indivíduo tem para ressignificar o vivido e seguir. Penso que isso sintetiza nosso trabalho como terapeutas: instigar a curiosidade pelo que está por vir.

< continua nos comentários >

Venho ouvindo com uma frequência alarmante os pacientes se queixarem de uma angústia frente ao cenário político mundial,...
12/22/2024

Venho ouvindo com uma frequência alarmante os pacientes se queixarem de uma angústia frente ao cenário político mundial, e como temem que se reverbere em suas vidas. Sempre me lembro do prefácio de Origens do Totalitarismo, de Hannah Arendt, escrito em 1950. Constatar que o cenário atual é muito similar ao período posterior às duas grandes guerras é um tanto desconcertante. Ao mesmo tempo, a esperança em um modo organizado de vida social é o que nos resta e, de fato, o que nos trouxe (com muitos percalços) como humanidade de lá até aqui. Esse misto de temor e esperança é o tom de nossa condição humana. Esse, aliás, título de outro excelente livro de uma das maiores pensadoras do nosso tempo. Para os angustiados, recomendo a leitura de ambos. Para os que procuram uma solução, sugiro continuar procurando.

—-

(…)
Nunca antes nosso futuro foi mais imprevisível, nunca dependemos tanto de forças políticas que podem a qualquer instante fugir às regras do bom senso e do interesse próprio — forças que pareceriam insanas se fossem medidas pelos padrões dos séculos anteriores. É como se a humanidade se houvesse dividido entre os que acreditam na onipotência humana (e que julgam ser tudo possível a partir da adequada organização das massas num determinado sentido), e os que conhecem a falta de qualquer poder como a principal experiência da vida.
A análise histórica e o pensamento político permitem crer, embora de modo indefinido e genérico, que a estrutura essencial de toda a civilização atingiu o ponto de ruptura. Mesmo quando aparentemente melhor preservada, o que ocorre em certas partes do mundo, essa estrutura não autoriza antever a futura evolução do que resta do século XX, nem fornece explicações adequadas aos seus horrores. Incomensurável esperança, entremeada com indescritível temor, parece corresponder melhor a esses acontecimentos que o juízo equilibrado e o discernimento comedido.

Origens do Totalitarismo. Hannah Arendt, 1950.

Gosto muito e acho precisa a comparação de que o terapeuta é como um músico bem treinado, que escuta além da melodia, do...
07/25/2024

Gosto muito e acho precisa a comparação de que o terapeuta é como um músico bem treinado, que escuta além da melodia, do que a maioria das pessoas “comuns” consegue ouvir. Isso é treino, obviamente. Mas adquire a capacidade de ouvir o que está “fora de lugar” e, então, coloca o paciente para refletir.

No trecho abaixo, do clássico “O Médico e o Monstro”, me chama a atenção uma frase-chave: “esse também era eu”.

E pra você? Que reflexões esse trecho lhe traz? Comente aí!

—-

(…)

O lado mau de minha natureza, para o qual eu então transferira o poder, era menos robusto e menos desenvolvido do que o lado bom, que eu tinha acabado de depor. Afinal, no decorrer da minha vida, que tem sido nove décimos uma vida de esforço, virtude e controle, meu lado mau tinha sido muito menos exercitado e muito menos exaurido. Daí a razão, creio eu, para Edward Hyde ser muito menor, mais leve, e mais jovem do que Henry Jekyll.

Da mesma forma que a bondade estava estampada no rosto de um, o mal estava ampla e claramente inscrito no rosto do outro. O mal (que acredito ser o lado letal do homem) deixou naquele corpo uma marca de deformidade e decadência. E, no entanto, enquanto eu admirava no espelho aquele horrendo ídolo, percebi que sentia uma tendência a saudá-lo com bem-vindo, em vez de me repugnar. Esse também era eu. Parecia natural e humano. Aos meus olhos, ele tinha uma imagem mais viva do espírito, parecia mais direto e honesto do que o semblante imperfeito e dividido que eu, até aquele momento, tinha-me acostumado a chamar de meu. E nisso, sem dúvida alguma, eu estava correto. Observei que, quando usava o semblante de Edward Hyde, ninguém conseguia aproximar-se de mim pela primeira vez sem que uma forma de receio ficasse visível. Isto, assim entendo, acontecia porque todos os seres humanos que encontramos são misturas do que é bom e do que é mau, e somente Edward Hyde, no gênero humano, era maldade pura.

STEVENSON, R. L. O médico e o monstro. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2009. p.90

Não gosto muito de frases “motivacionais”. Também não pergunte a um psicólogo o que ele pensa sobre um livro de “autoaju...
04/22/2024

Não gosto muito de frases “motivacionais”. Também não pergunte a um psicólogo o que ele pensa sobre um livro de “autoajuda”.

Se existissem fórmulas universais sobre o sucesso, a felicidade plena, a plenitude dos relacionamentos, bastaria comprar um livro e tudo estaria resolvido.

De fato, alguns autores ficaram ricos vendendo tais fórmulas. Prefiro pensar que realmente desejavam compartilhar algum conhecimento útil, e não somente lucrar com o desespero alheio.

De qualquer maneira, muitas das ideias desses livros, ou as condensadas em frases como a acima nos fazem refletir. Refletir é diferente de aceitar uma verdade proferida por alguém que não é você mesmo.

“Se você acordasse apenas com aquilo pelo qual agradeceu ontem, o que teria hoje?”.

Independentemente de sua crença religiosa, agradecer não tem necessariamente a ver com adoração a um ser supremo.

Tem a ver com a compreensão de que somos seres históricos, vivendo, continuamente, como resultado de nossas próprias ações e escolhas diante dos desafios que a vida nos apresenta.

Tem a ver com o necessário reconhecimento de que temos, sim, problemas pequenos e grandes. Mas também que, em vários momentos da nossa vida, já fomos capazes de superá-los com a ajuda de outras pessoas ou, muitas vezes, sozinhos.

Esse reconhecimento não parte de uma ideia vazia do tipo “você pode tudo”, “basta desejar e trabalhar duro”, “pense positivo”! Parte de um olhar honesto para seu passado para reconhecer o que você já fez, e o que lhe trouxe até aqui.

Trata-se de olhar para o estojo de ferramentas que você tem, e identificar quais você já adquiriu ao longo da caminhada (algumas por um preço bem alto). E, principalmente, como pode usá-las!

Para além do mantra “gratidão”, repetido vazia e exaustivamente por tanta gente, pense sobre como suas conquistas materiais, humanas e espirituais sustentam quem você é hoje e aquilo que está por vir.

E você, o que pensa sobre isso?

Address

Ottawa, ON

Telephone

+13433074445

Alerts

Be the first to know and let us send you an email when Guilherme Beraldo - Registered Psychotherapist posts news and promotions. Your email address will not be used for any other purpose, and you can unsubscribe at any time.

Contact The Practice

Send a message to Guilherme Beraldo - Registered Psychotherapist:

Shortcuts

Share